31 de maio de 2026

[ENTREVISTA] Alan Lopes mostra sua identidade singular em single que marca sua estreia na carreira solo

 

Acumulando conhecimento adquiridos em muitos projetos e anos de estrada, o produtor musical Alan Lopes mostra em THIS HOUSE IS ON FIRE que é possível se reinventar com a maturidade. A canção marca a estreia do projeto solo do músico carioca, conhecido por ter integrado o Medulla, o Vulkano e, atualmente, o Planar. Agora, Alan se une ao cantor Edu K (DeFalla), à bateria de Daniel Martins (ex-Medulla) e ao baixo de Celso Lehnemann (Menores Atos) para disponibilizar o primeiro single de seu projeto.

 

Abaixo veja uma entrevista que fizemos com Alan Lopes:

 

 

Este single marca a sua estreia na carreira solo, depois de deixar o Medulla. Por que tomou essa decisão?

A decisão de iniciar uma carreira solo era iminente, e ao pensar que eu sempre fiz as minhas músicas solo, me bastava saber o momento de pôr isso em prática profissionalmente. Eu precisava só de um empurrãozinho.

Quando eu “saí” do Medulla, entrei no Planar, porém, ao contrário do Medulla, o Planar não era algo propriamente meu; e sim uma banda de amigos de longa data que já existia, portanto havia um conceito muito bom em andamento, então optei por me enquadrar. No momento em que houveram problemas no Medulla, frente a todos os conflitos, eu preferi virar a página e começar a estruturar o que seria o meu “novo Eu” artístico. A partir daí comecei a estudar e estruturar o que seria o meu trabalho solo e estabelecer um conceito. Eu buscava algo que fosse 100% Alan Lopes, mas que ainda houvesse esse respeito e realização do trabalho colaborativo, como eu sempre tive. Com isso, cheguei à decisão de me apresentar não só como um artista, mas como um produtor musical, e assim comecei a convocar amigos e músicos que eu realmente admiro profissionalmente como artistas e que fizeram parte da minha história na música alternativa brasileira.

 

Além disso, a música também mostra que você não tem limitações e que tem uma identidade própria…

Primeiramente, obrigado. Vejo isso como um elogio, pois é um intenso sentimento de realização ter a minha identidade musical reconhecida como uma característica única e exclusivamente minha. Acho que todos nós do mercado de artes, estamos em busca desse reconhecimento. Ao nos expressar, seja lá em qual arte for, o artista espera ser visto/reconhecido através de sua arte/expressão. Portanto, quando isso acontece, realmente é emocionante.

 

THIS HOUSE IS ON FIRE, é apenas um dos muitos lançamento que você irá fazer. Por que optou por lançar um single de cada vez, ao invés de um EP ou um álbum completo?

Num EP e num disco as coisas giram em torno de uma órbita comum, ou seja, tem um conceito definido, uma uniformidade musical e etc…

A minha escolha de lançar apenas singles, expressa essa liberdade criativa que eu busco, não quero me prender a nenhum estilo, não quero ter a obrigatoriedade de ser conciso. Eu tenho mil sentimentos dentro de mim, acho injusto com a minha personalidade tentar organizar isso, até por que a minha onda no momento é gerar um conteúdo artístico o mais variado possível. Num disco, se eu fizesse isso, as pessoas poderiam ficar confusas ao se deparar com tantos Alans diferentes de uma vez só.

 

Em uma madrugada de introspecção (e muito café), sairam suas primeiras ideias em relação a esse trabalho novo. Como foi esse momento?

Foi um momento muito empolgante, eu diria. Um momento de muitos conflitos pessoais, de muita ralação, de muita amizade e colaboração. O primeiro pontapé para a minha exposição como artista solo, cujo eu vou lembrar pra sempre.

 

_______________________________________________________________________________________

 

Matheus Luzi é idealizador e fundador da Revista Arte Brasileira. Está cursando o último ano de jornalismo pela AEMS (Três Lagoas-MS) e é apaixonado por música brasileira.

 

 

 

 

 

 

 

 

Newsletter

O disco que lançou Zé Ramalho

Zé Ramalho sempre foi esse mistério todo. Este misticismo começou a fazer sucesso no primeiro disco solo do compositor nordestino,.

LEIA MAIS

Como nasce uma produção musical? O caso de “Lord Have Mercy” diz que vai além

O cantor e compositor norte-americano Michael On Fire tem em “Lord Have Mercy” um de seus hinos mais potentes. Michael.

LEIA MAIS

CONTO: Fixação Autêntica e Gêmeas Idênticas (Gil Silva Freires)

Antônio Pedro estava casado havia mais de um ano e ainda não tinha aprendido a distinguir sua esposa da irmã.

LEIA MAIS

Uma nova oportunidade de conhecer a censura no Brasil

Gilberto Gil e Caetano Veloso em exílio na Europa, entre 1969 e 1972. Foto: Reprodução do site da Folha de.

LEIA MAIS

Chiquinha Gonzaga: compositora mulher mestiça

A mítica compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) representa um divisor de águas na história da música brasileira. Nela, convergem 3 marcos.

LEIA MAIS

CONTO: O Grande Herdeiro e o Confuso Caminhoneiro (Gil Silva Freires)

Gregório era o único herdeiro de um tio milionário, seu único parente. Não tinha irmãos, perdera os pais muito cedo.

LEIA MAIS

Streaming gratuitos: filmes, séries, novelas, jornalismo, entretenimento e educação

Com o crescimento do acesso à internet e a popularização das smart TVs, inclusive com modelos mais robustos, como uma TV.

LEIA MAIS

O lado cineasta de Oswaldo Montenegro

  O lado musical e poético de Oswaldo Montenegro é reconhecido Brasil afora, mas o lado cineasta do artista é.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Conversa Ribeira e seu Brasil profundo

Três artistas de cidades interioranas, Andrea dos Guimarães (voz), Daniel Muller (piano e acordeão) e João Paulo Amaral (viola caipira.

LEIA MAIS