24 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Conheça as melodias misteriosas e misticas do novo EP da banda Ventre

Capa do álbum

 

O novo EP da banda Ventre, intitulado SAUDADE (o corte 切り), evoca em todas suas faixas, algo meio misterioso, diferente, mas muito impactante. O trabalho que conta com 4 faixas, além de autoral, é inédito.

O grupo, formado Hugo Noguchi (baixo), Larissa Conforto (bateria) e Gabriel Ventura (voz e guitarra), vem se apresentando nos últimos anos em grandes eventos, como o Lollapalooza (SP), Popload (SP), DoSol (RN), Coquetel Molotov (PE), MecaInhotim (MG), CoMA (DF), Vaca Amarela (GO), MoLA (RJ), Noites do Norte (AM), Se Rasgum (PA), Morrostock (RS), Psicodália (SC).

Dessa forma, a banda acredita que o EP é o fechamento de um ciclo.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com o baixista da banda, Hugo Noguchi.

 

 

Achei bem legal a arte feita para o álbum. Como surgiu essa ideia?

Surgiu com o contato entre a Lari e o Victor Reis (@Reishit), um quadrinista / ilustrador muito bom de Angra dos Reis, que nos falou que gostava da banda. Cada música tem uma ilustração que dialoga com a música, questões nossas e do momento.

 

Fale para nós o conceito do nome do EP.

Saudade é uma sensação agridoce que decorrem da ausência. Doce porque diz respeito a algo que amamos muito enquanto aconteceu, amarga porque se trata de algo que passou e não existe no momento. O Corte tem a ver com provocar seu próprio fim, ou separar algo que estava junto. O kanji (腹切り) significa harakiri, ou seppuku, o famoso suicídio ritual japonês praticado até meados do século passado.

 

Tem alguma mensagem que vocês pretendem passar ao público com as letras do EP?

A mensagem está acoplada às sensações da música como um todo. Não sei dizer qual a mensagem específica das letras porque não fui eu que as escrevi. Mas acho que tem uma temática sobre viver e contemplar o fim.

 

Pelo o que li, o EP marca o fechamento de um ciclo. É isso mesmo?

Sim.

A musicalidade do EP é bem variada, o que se percebe logo na faixa de entrada.

 

Como foi para vocês desenvolver essa questão?

Em relação ao processo de arranjo, diria que foi de forma natural. Musicalmente as ideias fluíam bastante entre nós.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o trabalho?

Foi gravado em uma casa, não é sempre que isso acontece né? Ficamos uns 7 dias na Casa do Bóris, em Cotia (SP), na casa de Sério Ugeda. 

Estamos tomando um respiro mas estamos geral na ativa ok? Não deixem de acompanhar Lari e Ventura em seus respectivos trampos, e estou também preparando umas surpresas para daqui a pouco. Um beijo à todos e todas.

 

 

 

 

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