21 de janeiro de 2026

[CRÔNICA] “O poder bélico da literatura nacional”, de Brendow H. Godoi

As coisas são do jeito que são, porque assim precisam ser. De acordo com o IBGE (2018) 6,6% dos brasileiros são analfabetos. O último levantamento realizado pelo instituto Pró-livro (2020) atestou que pouco mais da metade da população possui hábitos de leitura (52%).

Vale a pena ressaltar, claro, que nesta porcentagem também estão inclusas as pessoas que leram meio livro, pessoas que leem jornais, revistas de fofoca e toda a sorte de palavras ajuntadas em frases.

A leitura é revolução. Cada livro lido é um questionamento que floresce das ventas, dos rins e dos tornozelos de quem lê. O leitor que mergulha num oceano literário dificilmente emerge a mesma pessoa.

E bom, a literatura brasileira, por sua vez, cumpre com o ideal de revolução (e de libertação). A enigmática, rebelde e sanguínea literatura brasileira é uma ameaça às algemas da intelectualidade.

Para compreender essa assertiva, basta colocarmos à mesa “Grande Sertão: Veredas”, “Capitães de Areia” ou “A Hora da Estrela”. Acrescentemos, pois, a cólera de Lima Barreto e a violência do “Poema Sujo”, de Ferreira Gullar.

Em outras palavras, é preferível termos um menino na favela segurando uma AK-47 do que este mesmo menino segurando um livro na biblioteca. É mais barato, é mais seguro, é mais cômodo, dá mais voto. Armas se combatem com armas. E uma mente alada, se combate com o quê?

Recentemente surgiu a proposta de se taxar os livros brasileiros. Para quem não sabe, todos os impressos e periódicos produzidos no Brasil são isentos de impostos. Isto vale para o material utilizado na produção até à venda final para o leitor.

Por que deixar os livros mais caros? Por que fomentar a desinformação, a precariedade de educação e empecilhos ao acesso à cultura? Quem é mais perigoso às instituições brasileiras de poder? O traficante do morro ou Guimarães Rosa? O homicida periférico ou Jorge Amado?

Eu particularmente, não sei responder.

Por que os artistas gospels fazem lançamentos com playbacks?

É comum (e até tradicional) que artistas da música gospel realizem lançamentos acompanhados de playback, uma faixa a mais sem.

LEIA MAIS

Streaming gratuitos: filmes, séries, novelas, jornalismo, entretenimento e educação

Com o crescimento do acesso à internet e a popularização das smart TVs, inclusive com modelos mais robustos, como uma TV.

LEIA MAIS

Danilo Martire exercita o uso saudável da IA Generativa ao gravar single com Kate, cantora

“Eu canto a beleza de ver minha filha dormindo na mais perfeita harmonia”, é esta a fala de Danilo Martire.

LEIA MAIS

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS

CONHEÇA BELZINHA DO ACORDEON

Por Fernanda Lucena – Diretamente da cidade de Buritirama, no interior da Bahia, Belzinha do Acordeon é uma menina de.

LEIA MAIS

Pedro Blanc estreia na Netflix e revela bastidores à colunista Fernanda Lucena

“Isso pra mim representa uma confirmação de tudo que eu planejei pra minha vida e ver que tudo com o.

LEIA MAIS

Dos livros às telas de cinema

Não é de hoje que muitas histórias de livros despertam desejos cinematográficos, algumas dessas histórias ao pararem nos cinemas até.

LEIA MAIS

Quem é Ariano Suassuna? (por Marcelo Romagnoli, diretor e dramaturgo da peça “Mundo Suassuna”)

Ariano Suassuna (1927-2014) nasceu na capital da Parahyba e sempre defendeu o Brasil profundo. Poderia ser em Macondo, mas foi.

LEIA MAIS

A bossa elegante e original do jovem Will Santt

No período escolar do ensino médio, nasceu o princípio do pseudônimo “Wll Santt”. As roupas retrô e o cabelo black.

LEIA MAIS

[RESENHA] A literatura brasileira é seca, é úmida, é árida, é caudalosa.

            Desde a civilização mais antiga, a vida humana é orquestrada pelas estações do ano.  No poético livro “bíblico de.

LEIA MAIS