18 de abril de 2026

ENTREVISTA: A vida fora das telas é exaltada na viajada canção “dream factory”

Artista: Chris Portka (Estados Unidos da América)

Lançamento: single “dream factory”

Composição: Christopher Portka

Ano de lançamento: 2023

Gravadora: CGTRecords

Em termos gerais, o que é esta música?

Esta música questiona – fomos longe demais em nossas vidas etéreas? Passamos cada vez mais tempo vivendo diante de uma tela e vivendo para a tela. A tela é uma espécie de fábrica de sonhos – cria imagens e sons efêmeros que não “existem” em um mundo real, concreto e físico. Assim como nossos sonhos, a tela é uma máquina espiritual coletiva – nenhum de nós é responsável pelo que vê, mas, de alguma forma, todos nós temos uma relação cármica com ela. A tela produz constantemente novas visões a cada segundo… muitas pessoas falam sobre a necessidade de “alimentar a besta”. Escrevi esta música quando estava desempregado por um ano, olhando sem parar para a tela para me candidatar a empregos e aprender novas habilidades – estou muito ciente de que todo esse tempo de tela é uma luta muito moderna.

O que inspirou a criação desta música, e como foi este processo?

Enquanto estava desempregado, minha única economia e como vivia era de uma conta de aposentadoria que tinha do meu emprego anterior. Eu observava o dinheiro diminuindo lentamente, me perguntando se eu me encaixava em algum lugar neste mundo, e tentava me animar escrevendo uma música.

Qual sua mensagem ao mundo?

Esteja ciente das coisas que você está fazendo. Não perca o contato com seu corpo e o que ele faz momento a momento. Esteja ciente da preciosidade do tempo presente.

O que você crê ter trazido de novo musicalmente?

Eu amo abstração e impressionismo na música. Não gosto necessariamente das estruturas rígidas da composição de músicas com versos/refrões/pontes/etc claros. Quero que a própria música seja seu próprio organismo e viva seu próprio caminho de vida.

Esta música diz o que sobre você, sua carreira?

Eu amo música, mas ela nunca conseguiu pagar minhas contas. Talvez um dia, mas por enquanto – se estou desempregado, é totalmente ruim. Felizmente, agora tenho um emprego que paga minhas contas. Talvez um dia essa música artística estranha pague minhas contas, pelo menos essa é a minha oração.

Há alguma história/curiosidade sobre este lançamento que você queira destacar?

“trash music” é uma série de sonhos improvisados e finamente esculpidos. Deixei muito espaço para a minha mente inconsciente criar este álbum. Em vez de tentar conscientemente criar uma música, eu apenas gravo e vejo o que sai de mim.

Nilson dos Santos: o registro da etnografia de um tempo extinto++++++++++++++++++++++++3

Há pouco se apagou de vezno reduto dos dicionárioscerta palavra-chave. Henriqueta Lisboa 1. Nilson dos Santos (17.06.1970) nasceu em Currais.

LEIA MAIS

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

Bersote é filosoficamente complexo e musicalmente indefinido em “Na Curva a Me Esperar”

A existência é pauta carimbada na música brasileira, como apontamos nesta reportagem de Jean Fronho (“Tom Zé já dizia: todo.

LEIA MAIS

Quem é Ariano Suassuna? (por Marcelo Romagnoli, diretor e dramaturgo da peça “Mundo Suassuna”)

Ariano Suassuna (1927-2014) nasceu na capital da Parahyba e sempre defendeu o Brasil profundo. Poderia ser em Macondo, mas foi.

LEIA MAIS

Grata à Deus, Marcia Domingues lança a canção “Feeling Lord”

“Feeling Lord” é a nova canção autoral da cantora e compositora paulistana Marcia Domingues. Com letra em inglês, ela revela.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo do Mar e O Risco de Se Banhar (Gil Silva Freires)

Adalberto morria de medo do mar, ou melhor, mantinha-se distante do mar exatamente pra não morrer. Se há quem não.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Conversa Ribeira e seu Brasil profundo

Três artistas de cidades interioranas, Andrea dos Guimarães (voz), Daniel Muller (piano e acordeão) e João Paulo Amaral (viola caipira.

LEIA MAIS

Bárbara Silva: mais um caminho para compreender a Nova MPB

Recentemente, nós publicamos sobre “o que é, afinal, a Nova MPB?”. A matéria que pode ser acessada aqui nos traz.

LEIA MAIS

Conhecimento abre horizontes

Durante anos a ignorância era atribuída a falta de conhecimento e estudo. Mas não ter conhecimento ou estudo não é.

LEIA MAIS