24 de junho de 2026

De olho na natureza, fotógrafo regista detalhes da vida cotidiana [ENTREVISTA]

 

Nascido em Teresópolis na serra do Rio de Janeiro em meio a uma das maiores belezas naturais do país, o fotógrafo Flavio Alexandre teve uma relação mais sincera com suas fotografias, desde seus primeiros dias. Com influência de seu pai e de sua enorme coleção de Revista National Geographic, Flavio foi sendo influenciado cada vez mais a entrar nesse mundo.

Porém, só foi a partir de 2015 que tive acesso a minha primeira câmera: uma Canon T5 e sua lente básica de 18 55mm. A partir daí um longo processo de aprendizado e de testes começou. Fui aprendendo a utilizar do básico para captar os pequenos detalhes da vida e da natureza. Com isso, macrofografia e mais tarde fotos artísticas em Preto e Branco viraram minha área de maior atuação. Em minha experiência a fotografia surgiu como uma das mais importantes válvulas de escape para crises de depressão e ansiedade, além de possibilitar manifestações de minha alma nas artes’, comentou o fotógrafo. 

 

 

Você nasceu no interior do Rio, o que lhe permitiu ter um contato com lugares incríveis, como você mesmo disse em sua biografia. Esses contatos com a natureza te influenciaram de que forma nas suas fotografias?

Eu cresci em meio a natureza do Parque Nacional da Serra dos Orgãos, me lembro que quando criança costumava ficar admirando o quanto somos pequenos em relação a grandeza das árvores e montanhas, mas ao mesmo tempo enormes em relação á insetos e tanta vida ao nosso redor. Esse contato me fez muito mais sensível as coisas ao nosso redor, o que foi fundamental na minha escolha de começar minha carreira fotográfica com macrofotografia.

 

Você diz que faz muito tempo que faz fotografias. Quando isso começou?

Comecei em meados de 2010 a fotografar de forma amadora com câmeras básicas digitais. Com o passar do tempo fui trocando pelo celular e comecei a me aventurar na macrofotografia ainda de forma amadora.  Somente a partir de 2015 que tive recursos financeiros pra comprar minha câmera atual e começar realmente na fotografia de forma profissional.

 

E qual foi seu primeiro contato com essa arte?

Minha relação com a fotografia em si vem desde criança, em que lembro de estudar e ficar encantado com as revistas National Geographic de meu pai. Passei anos olhando aquelas fotografias e desejando estar naquele universo algum dia. Com certeza, esse contato foi fundamental pra criar a minha identidade fotográfica.

 

 

Quais câmeras já passaram pela sua mão? Suas fotos tem uma qualidade de resolução incrível…

Agradeço! Então, na verdade eu fotografo ainda com essa primeira câmera e lente que comprei em 2015 por falta de recursos financeiros. Uso a Canon mais barata do mercado que é a Canon T5 com a lente básica 18-55. Essa limitação de equipamento me permite explorar toda a capacidade da minha câmera e perceber que o que torna as fotos belas é a alma por traz e não o equipamento em sí.

 

Há alguma “poesia” ou recado nas suas fotografias?

Alguns anos atrás estava revendo um discurso do Neil Gaiman e percebi que o mesmo serviria pra minha vida.  A maior mensagem desse discurso é “Faça sua arte e cometa erros maravilhosos”.

Acho que a vida é isso, ter coragem de se jogar de peito aberto na sua arte e cometer erros, descobrir, vivenciar.  A fotografia é minha arte e com isso, forma de expressão da minha alma.

 

Por que você entrou na área do “preto e branco”? E para você, o que isso transmite para as pessoas?

Sempre achei preto e branco uma das áreas da fotografia mais desafiantes de conseguir se captar. Você precisa ter um controle de luz e do cinza para transformar uma foto em sentimento. Como sempre me vi tendo fotos artísticas, o preto e branco me abriu milhares de oportunidades para fotografar formas, texturas e sombras de formas artísticas.

Em meu caso, minhas fotos preto e branco representam minha alma num todo, em sua total sensibilidade, dor, desejos e sonhos.  Me jogo de peito aberto e encontro um refúgio no cinza.

 

Como a fotografia te ajudou a sair de problemas como a depressão e ansiedade?

Quando comecei a me aventurar no preto e branco estava passando por um processo complicado e autoestima, aceitação e transformação. A fotografia me serviu como refugio e válvula de escape nos momentos mais escuros da minha vida.  E transformar a dor em arte é algo que qualquer artista passa.

 

Tem alguma história ou curiosidade legal sobre sua arte para nos contar?

– Bem, ao entrar nesse meio fotográfico tive a oportunidade de conhecer pessoas maravilhosas e que me ajudaram muito nesses anos. Uma dessas pessoas, uma fotógrafa incrível chamada Beatriz Madeira se tornou uma de minhas melhores amigas devido a nossa relação próxima com a arte e formas de ver a vida. Inclusive ela me deu uma Canon EX-EE (Câmera Analogica da década de 80) que estou me preparando para usar e me vendeu um extensor macro que por mais que não entre na minha câmera uso mesmo assim com toda a dificuldade possível (risos).

 

Fale mais sobre seu trabalho (coisas que eu não perguntei, e que você gostaria de ter dito).

Bem, a ultima coisa que tenho a dizer é que a beleza da vida está nas coisas pequenas ao nosso redor.

Agradeço pela entrevista e digo que foi uma honra enorme 😊

Caso queiram dar uma olhada no restante do meu trabalho é só olhar o meu portfolio disponível em: https://fadof.portfoliobox.net/ ou no Facebook: https://www.facebook.com/flaviooliveirafotografia

 

 

 

 

 

 

 

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