24 de janeiro de 2026

Vá e Veja ou Mate Hitler

Falas do filme:

Homem #1: “Você é um otimista desesperado.”

Homem #2: “Ele deveria ser curado disso.”

Eu particularmente considero “Vá e Veja” o melhor filme de guerra já feito na história. Lançado em 1985, o filme trás um retrato da segunda guerra mundial do ponto de vista dá união soviética. Bom, não necessariamente dá união soviética, mas dos camponeses que foram chamados para a guerra quando a Alemanha invadiu a Rússia. O filme foi dirigido por Elen Krimov.

Florya Gaishun (interpretado por Alexei Jewgenjewitsch Krawtschenko) é um garoto de quatorze anos que não via a hora de entrar em combate. Servir seu país lutando contra os nazistas. Mas depois de ser deixado para trás por seus comandantes, ele conhece os verdadeiros sabores da guerra: o medo, desespero e perdas.

O desenvolvimento dos personagens aqui é primoroso. Nós começamos a história com um garoto cheio de vida. Cheio de vontade de fazer algo. Lutar por alguma coisa. Mas, conforme fomos avançando na história, vemos a devastação total do garoto. Vemos que não têm nenhum glamour na guerra. Não há o que comemorar. A mãe do protagonista implora por deus para que ele não vá. “Você não tem coração?!”, diz ela. O que significa que mais alguém da família foi e não voltou mais. Ela está cansada de perder. O gosto da perda é amargo. Não é doce. Não é agradável. É um gosto terrível que paira sobre a boca. O que esse garoto passa durante filme é o verdadeiro INFERNO. Em certos momentos, ele precisa atravessar um pântano gosmento com soldados alemães atrás. Ele precisa fugir dos bombardeios. Ele precisa evitar ser capturado. Entre os gritos e lacrimas (não só dele, mas dos outros camponeses) o seu sorriso vai desaparecendo. Dando vida a uma cara de medo, angústia e desespero.

A uma garota que Florya conhece no acampamento. Seu nome é Glasha (Interpretado por Olga Miranova. Infelizmente, foi o único longa metragem dela.) Ela também foi deixada para trás. Os dois passam a Tentar sobreviver sozinhos no meio de uma guerra. Em momentos do filme, os nazistas colocam as pessoas num celeiro e atiram granadas lá dentro. Queimam as pessoas vivas. Eles fazem tudo isso enquanto comem, festejam, cantam e escutam música. Em certo momento, uns deles colocam o Florya de joelhos, colocam uma arma na cabeça dele e pedem para que tirem uma foto.

O filme não glamourisou a guerra. Nem escolhe lados. Serve como um lembrete que os únicos que sofrem são os inocentes. O medo de morrer está presente em ambos os lados. No caminho, Florya encontra alemães a beira da morte. Chorando e implorando pela vida.

O filme extremamente pesado. Não pela violência gráfica, mas pelo drama psicológico. É quase um terror psicológico. Está jornada destrói o protagonista completamente até não sobrar mais nada.

O Filme tem 2h e 22 Minutos. O áudio é mono. A proporção da tela é de 1:37:1. O que piora bastante a tensão. Já que a tela fica estreita. Quando vida a claustrofobia. A câmera usada foi uma Arriflex 35BL III CK-1 SC-1 STEADICAM. O Formato negativo é de 35 mm. Foi filmado em ordem cronológica.

O nome original do filme “Vá e Veja” era “Mate Hitler“. No entanto, teve que ser trocado porquê foi determinado impróprio. O mate Hitler é uma metáfora para “Mate a Guerra”!!

O título deste filme é derivado do Novo Testamento da Bíblia. É do Capítulo 6 do Livro do Apocalipse (também conhecido como O Apocalipse de João, também conhecido como A Revelação de São João, o Divino, também conhecido como A Revelação de São João). Diz: “E quando ele abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal dizer: Vem e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo: e o nome que estava montado nele era Morte, e o Inferno o seguiu. Com ele. E foi-lhes dado poder sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com os animais da terra.

Munição real foi usada no filme “Vá e Veja” – em entrevistas, o ator Aleksey Kravchenko descreveu balas reais passando cerca de 10 centímetros acima de sua cabeça.

O poderoso Chefão, 50 Anos: Uma Obra Prima do Cinema contemporâneo

Arte Brasileira apresenta série de indicações de filmes do cinema nacional dos anos 1960 e 70

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS

Uma melodia que deixa líquida a palavra e impulsiona o despertar dos seres – crítica

Que sons tocam em seu interior? Que vozes falam em sua cabeça? Que trilha sonora explica o seu agora? Em.

LEIA MAIS

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

Conhecimento abre horizontes

Durante anos a ignorância era atribuída a falta de conhecimento e estudo. Mas não ter conhecimento ou estudo não é.

LEIA MAIS

[RESENHA] “Machado de Assis, Capitu e Bentinho”, de Kaique Kelvin

Que Machado de Assis se tornou um clássico escritor da literatura brasileira todos sabemos, mas uma dúvida que segue sem.

LEIA MAIS

“Sol e Solidão em Copacabana”, uma história da vida cotidiana no Brasil do século XX

A cidade do Rio de Janeiro tem as suas belezas, sendo elas naturais ou histórias possíveis de serem criadas a.

LEIA MAIS

Editoras para publicar seu livro de ficção científica e fantasia

Para aqueles que amam a fantasia e a ficção científica, sejam leitores ou escritores, trago aqui três editoras brasileiras que.

LEIA MAIS

Geração com cérebro desperdiçado (Clarisse da Costa)

Se buscamos conhecimento, somos viajantes nesse vasto mundo. Mas quando deixamos o saber de lado o que somos? Em pleno.

LEIA MAIS

Por que os artistas gospels fazem lançamentos com playbacks?

É comum (e até tradicional) que artistas da música gospel realizem lançamentos acompanhados de playback, uma faixa a mais sem.

LEIA MAIS