25 de junho de 2026

[RESENHA] Rubel, o toque macio da alma

(Imagem/internet)

 

Rubel Brisolla nasceu no município de Volta Redonda, em 10 de abril de 1991, é um cantor e compositor brasileiro. Dono de dois álbuns “Pearl” e “Casas” e a voz mansa faz carinho em quem ouve e aprecia as obras. 

2015, Rubel lançou o “Pearl” de forma independente. Álbum que transmite sensações através dele, é um álbum baseado em instrumentais calmos, algo ligado as pessoas, moças, danças, praia e muita conversa; ligado ao romance, aprendizado e também conselhos.

 

 

A RESENHA

Faixa 5 do álbum retrata o sobrinho do Rubel, o “Ben”, visivelmente ‘‘preocupado” com o crescimento rápido, o moleque que cresce as pernas e os dentes caem, a felicidade que um dia será momentânea e os conselhos que o Rubel quer passar a ele, para quando crescer saber que algumas coisas vão nos afetar muito e é normal. Superação, cura vem com o tempo e o tempo diz tanto que não podemos fingir não ouvir.

Em 2 de março de 2018, Rubel lançou o seu famigerado e tão esperado álbum “Casas”, lembro que 2017 foi o ano que todos cobravam o álbum que não foi anunciado tão cedo desde o primeiro. Só que pelo sucesso que o “Pearl” teve, Rubel teve muito apoio do público que o adorava, sinceramente e até hoje o ama de uma forma imensa e ele deve ter a noção dessa dimensão. 

Em setembro de 2018 o álbum “Casas” recebeu nomeação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. Não surpreende o fato, já que “Casas” tem um significado enorme descrita, só pela primeira faixa já temos noção do peso que há, entende? É como se fosse um tiro ou um abraço, pode te ferir ou te curar, depende do teu momento, da tua interpretação; costumo dizer que ouvir Rubel é um ato de coragem ou sabedoria… 

A minha visão sobre o artista é simples, ele retrata o que passo ou deixei de passar, há uma identificação, parece que toda vez que ouço os álbuns posso chorar e voar por alguns minutinhos, a voz calma traz uma turbulência. Para um bom ouvinte uma pequena frase ou um toque no instrumento já diz tudo e arrepiar a pele ouvindo música boa significa que você tem muita cultura, significa que o seu gosto musical é maravilhoso! 

Já fiz do Rubel um personagem de texto, um velho amigo que nunca me conheceu, mas já me ouviu tantas e tantas vezes, quantos abraços já o dei e nunca senti nem o toque das mãos? A gente que costuma ouvir e admirar um artista, temos a sensação de estar em casa quando toca uma música dele. Aconteceu isso comigo no Uber, seguindo o percurso à são cristovão, na BR, toca “Medo bobo” na versão do Rubel e puta que pariu, lembrei de quem eu amo e ali no meu cantinho, cantando baixinho e de fininho com os olhos cheios de lágrimas. 

Rubel não é um simples rapaz, a forma que ele se expressa, a forma que ele canta, a forma que balança a mão, a forma que pensa me leva além. As conquistas do garoto tem vindo com tudo, a sua canção “Partilhar” tendo um apoio e feat com a dupla Anavitoria  e a versão que ficou maravilhosamente boa.

Além disso, em 2018 ele também ganhou um Fã Clube que é fiel ao mesmo, merecido demais. Atuam no Twitter e no instagram, passando notícias, fotos, vídeos, histórias de fãs e assim vai. Qual artista não quer isso? Um carinho a mais com o público, alguém que se dedica a ajudar e apoiar nos momentos ruins e bons? É bom saber que há uma conexão.  

Instagram do fc: @fasrube

 

Opinião geral do colunista                              A matéria foi produzida completamente de opinião própria, apenas as informações básicas foram pesquisadas no Wikipédia. Se você não concorda com a opinião sobre os álbuns, pode comentar e reclamar. Se você nunca ouviu o Rubel, então não perca tempo e ouça, é demasiadamente bom! 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

Jardel: o silêncio que sopra sussurros do longe

Os humanos são sozinhos.Por mais que haja amizade, amor,companhia, a solidão é da essência. Clarice Lispector  1. Jardel (João Pessoa,.

LEIA MAIS

Madé Weiner: da atualidade de ressignificar técnicas das artes visuais

  Sempre evitei falar de mim,  falar-me. Quis falar de coisas.  Mas na seleção dessas coisas  falar-me. Quis falar de coisas. .

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Gabriel O Pensador, sempre insatisfeito em “Matei o Presidente”

Reportagem escrita por Nathália Pandeló em outubro de 2018 e editada por Matheus Luzi   Há quem diga que o.

LEIA MAIS

Chiquinha Gonzaga: compositora mulher mestiça

A mítica compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) representa um divisor de águas na história da música brasileira. Nela, convergem 3 marcos.

LEIA MAIS

CONTO: O Genro Perfeito e o Estudante de Direito (Gil Silva Freires)

– Filha minha não casa com pé-de-chinelo! – bradava seo Germano, aos quatro ventos. Italianíssimo, não havia desfrutado da mesma.

LEIA MAIS

Vá e Veja ou Mate Hitler

Falas do filme: Homem #1: “Você é um otimista desesperado.” Homem #2: “Ele deveria ser curado disso.” Eu particularmente considero.

LEIA MAIS

MÚSICA CAIPIRA: Os caipiras de 1962 ameaçados pela cultura dos estrangeiros

Em 1962, Tião Carreiro e Carreirinho, dois estranhos se comparados ao mundo da música nacional e internacional, lançavam o LP.

LEIA MAIS

CONTO: A ansiedade do vovô na hora que o cometa passou (Gil Silva Freires)

Seo Leonel tinha nascido em 1911, um ano depois da primeira passagem do cometa de Halley neste século vigésimo. Dessa.

LEIA MAIS