16 de janeiro de 2026

A jornada artística e humana multiforme do carioca Isaac Chueke desagua nas oito canções autorais de “Tempo Remoto”

O músico e compositor carioca Isaac Chueke lança seu quarto álbum, “Tempo Remoto”, no dia 19 de setembro de 2025. O trabalho, que dá continuidade à sua trajetória de composição e produção, destaca-se pela ausência de uma temática única, celebrando a diversidade rítmica e a experimentação musical. Com oito faixas, o disco é um convite a uma jornada sonora que transita livremente por diferentes gêneros e sentimentos, refletindo a versatilidade de um artista que iniciou sua carreira no audiovisual e, nos últimos anos, se dedicou integralmente à música. 

A faixa-título, “Tempo Remoto”, que dá nome ao álbum, nasceu de forma orgânica. Inicialmente uma melodia conduzida por um bolero, a canção cresceu até se tornar a preferida da banda. A letra fala sobre um tempo que se foi, permeado pelo voo de um pássaro que “sobrevoa o amanhecer de luzes e perfura as cores do céu em brasas”. A canção traz um swing especial com sua percussão latina e um sensual solo de saxofone. 

A pluralidade do álbum é evidente em suas colaborações e ritmos. A música pop “Pirueta” traz um dueto entre Isaac Chueke e a cantora Rachel Goldgrob, em um jogo de palavras que brinca com as sonoridades e os dias da semana. Já em “Tattoo”, outro bolero, Isaac divide os vocais com o parceiro de longa data Raphael Gemal em uma visão bem-humorada sobre o ser humano e suas escolhas. A faixa “À Deriva”, por sua vez, é um baião que usa um barco à deriva como metáfora para o período da pandemia, enquanto as quatro últimas faixas são sambas que falam sobre os caminhos da vida, o destino e a superação. 

Uma curiosidade do projeto é que o clipe de “Tempo Remoto” foi filmado de surpresa, durante a festa de lançamento do álbum anterior de Isaac, o “Usina Musical” (2024). Essa gravação, realizada de forma espontânea, agora serve como um elo entre o passado e o futuro, unindo os dois projetos de forma inusitada. 

Faixa a faixa

Tempo Remoto: A faixa-título é um bolero sensual com percussão latina e solo de saxofone que aborda a temática de um tempo perdido, permeado pela metáfora do voo de um pássaro que “perfura as cores do céu em brasas”. 

Pirueta: Um pop cantado em dueto com Rachel Goldgrob, a música é um jogo de palavras que brinca com as sonoridades, os dias da semana e as piruetas da vida. 

Tattoo: Em outro bolero com um tom bem-humorado, Isaac Chueke divide os vocais com Raphael Gemal em uma reflexão sobre a escolha de tatuar o corpo, usando um jogo de palavras com a palavra “tatu”. 

À Deriva: Um baião com arranjos melódicos e um bandolim que usa o barco à deriva como uma metáfora da vida durante a pandemia, abordando a fantasia, o amor e a turbulência do período. 

Não sequer ouvi: Um samba que fala sobre os sentimentos que ficam escondidos durante a separação de um casal, expressando a dificuldade de encarar a realidade e de escapar das memórias do relacionamento. 

Solstício: Uma bossa nova sobre os caminhos que trilhamos na vida, as histórias que vivemos e a forma como o tempo nos molda. 

O canto do coração: Um samba universal que reflete sobre o silêncio, a ilusão e a solidão, descrevendo o verso como o “canto do coração” ou o “pranto do coração”. 

Surpresa: Um samba que busca levar a tristeza embora “devagar” e trazer a surpresa no lugar, expressando a esperança de encontrar um futuro mais leve e feliz, sem se esquecer do passado. 

Ficha Técnica do EP

Tempo Remoto (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão, composição), Luís Magalhaes (baixo), Sandro Lustosa (percussões), João Sinval (sax). 

Pirueta (Isaac Chueke e Denise Loreto): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (voz, violão, composição), Denise Loreto (composição), Emiliano Sette (baixo, guitarra), Rodrigo Scofield (bateria). 

Tattoo (Isaac Chueke e Raphael Gemal): Isaac Chueke (voz, violão), Raphael Gemal (voz, violão), Emiliano Sette (baixo), Sandro Lustosa (percussões). 

À Deriva (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão), Rodrigo Sebastian (baixo acústico), Sandro Lustosa (percussões), Rudá Brauns (bandolim). 

Não sequer ouvi (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão), Luís Magalhaes (baixo), Marcus Kuzka (cavaquinho), Sandro Lustosa (percussões), João Sinval (flauta). 

Solstício (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão), Luís Magalhães (baixo), Sandro Lustosa (percussões), João Sinval (flauta). 

O canto do coração (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão), Luís Magalhães (baixo), Marcus Kuzka (cavaquinho), Sandro Lustosa (percussões), João Sinval (flauta). 

Surpresa (Isaac Chueke): Rachel Goldgrob (voz), Isaac Chueke (violão), Guilherme Guimarães (cavaquinho), Sandro Lustosa (percussões). 

Sobre o artista

Nascido e residente no Rio de Janeiro, Isaac Chueke, 58, iniciou sua jornada musical aos 16 anos. Após uma carreira premiada no audiovisual, com mais de 10 prêmios em festivais de cinema, ele retornou à música em 2012, dedicando-se à composição e produção de álbuns autorais. Seus trabalhos anteriores incluem “Isaac Chueke Apresenta” (2017), que recebeu menção honrosa no prêmio Embrulhadores de destaques da MPB, “Só Broder Band” (2021) e “Usina Musical” (2024), além de ter sido semifinalista em dois festivais de música da Rádio MEC. 

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Isaac Chueke em foto de Markão Oliveira 

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