5 de junho de 2026

JonJon aterrissa no soul e no R&B nas três canções do EP “O Ano do Amor”

Existe uma linha tênue entre a dor que ensina e a cura que liberta. É exatamente nesse meio do caminho, onde o sentimento vira marca na pele, que habita o novo trabalho de JonJon. Neste dia 5 de junho de 2026, o artista natural de Alagoinhas (BA) lança o aguardado EP “O Ano do Amor”. O projeto não propõe um romantismo idealizado ou platônico; é um registro tátil, orgânico e necessário de quem decidiu transformar a vivência de um afeto real em música, oferecendo um respiro em tempos de conexões efêmeras.

JonJon não é um estranho ao peso dos números. Depois de cravar sua bandeira no cenário do Trap nacional com o hit “Deixa Eles Falar”, em que bateu a marca de 2,4 milhões de visualizações no TikTok, o cantor e produtor de 25 anos se permite uma metamorfose elegante. Em “O Ano do Amor”, os graves do Trap abrem espaço para o calor do Soul e a sensualidade costurada do R&B contemporâneo. A atmosfera do trabalho dialoga diretamente com o frescor de nomes como Os Garotin e a sofisticação melódica de Budah, mas mantém os pés firmes na identidade urbana baiana.

O EP se desdobra em uma narrativa cinematográfica de três atos. O projeto abre com a instintiva “Sensação”, uma faixa envolta em smooth jazz onde solos de guitarra desenham um cenário quente, enquanto a bateria eletrônica simula o tique-taque de um relógio analógico, congelando o tempo do casal. Na sequência, o flerte se transforma em certeza com “O cara certo pra você”, o grande destaque comercial do disco. Aqui, JonJon assume o formato clássico de banda, entregando um Soul alegre e extrovertido sobre a expectativa atendida de um amor correspondido. O encerramento vem com a densa “De Repente (Simples Assim)”, uma composição que pega o ouvinte de surpresa ao evoluir do silêncio para uma celebração ensolarada do amadurecimento a dois.

Para dar ainda mais textura a esse universo, JonJon convocou um time estratégico de vozes da nova cena independente. O EP conta com as colaborações de Cajó, expoente do R&B local; LeoNe, mente criativa por trás da Sensa Records; e a potência vocal da acreana SARA, referência em love songs. Juntos, eles dividem as linhas de frente em uma comunhão de canetas afinadas, enquanto a instrumentação precisa de Lucas Bueno (bateria, baixo e guitarra) garante o peso analógico que o gênero exige.

Se no início de sua estrada, em 2018, JonJon se trancava no quarto para desenhar os primeiros beats de Trap, em 2026 ele se consolida como um diretor musical de suas próprias emoções. “O Ano do Amor” é o volume inicial de um plano maior, que já prevê uma segunda parte e uma live session integrada nos próximos meses. Com os olhos apontados para o futuro e as referências moldadas por gigantes como Bruno Mars e The Weeknd, JonJon Oficial entrega um disco com corpo de clássico e alma de rua. É música urbana feita para sentir, dançar e, acima de tudo, permanecer.

Faixa a faixa na voz do artista:

Sensação: A mais instintiva, fala sobre sensações entre corpos, focando na conexão do casal. A sonoridade do smooth jazz tem solos de guitarra que deixam o instrumental quente e sexy, e o drum kit dá a entender um relógio analógico passando o tempo.

O cara certo pra você: Chega numa posição mais alegre e extrovertida, expondo realmente a alegria de viver um romance que já havia uma expectativa antiga que foi atendida. A sonoridade já é em formato de banda e não mais de “beat”, com ênfases no refrão. A mais romântica no sentido clássico. Soul mais presente.

De Repente (Simples Assim): Um som mais conclusivo, narrando uma história de como funcionou o relacionamento desde a conquista até o presente momento. A mais cinematográfica. Aquela que começa quieta e pega de surpresa, como o título sugere.

Ficha Técnica:

Jonatas Silva de Cerqueira Ribeiro – Autor, Intérprete, Produtor Fonográfico.

João Victor Cardoso – Autor, Intérprete.

Sara Souza de Macedo – Autor, Intérprete.

Eric Gomes da Silva Macário – Autor, Intérprete.

Lucas Bueno Moço de Almeida – Bateria Eletrônica, baixo e guitarra.

Fotos de divulgação e capa: Eduardo Perrone

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