2 de maio de 2026

Rock progressivo, rock alternativo, indie e MPB juntos, por que não? Escute esse experimento de João Leonel em seu EP de estreia

O artista de Ourinhos teve influências de nomes como Pink Floyd, Terno Rei, Cícero, Roberto Carlos, entre outros. Já as letras refletem o existencialismo, crescimento pessoal e relacionamentos internos e afetivos.

29 de novembro marca o lançamento do primeiro EP do cantor, compositor e produtor musical paulista João Leonel. “Sala de estar” tem cinco faixas, com letras do artista, tão pessoais quanto reflexivas. Crescimento pessoal, relacionamentos internos e afetivos são os temas principais. Poético, o EP tem sonoridade baseada no rock alternativo, indie, nova MPB e rock progressivo. “Terno Rei, Mild Orange, Ana Frango Elétrico, Pink Floyd, Cícero, Puma Blue, O Terno e Roberto Carlos foram algumas das influências”, pontuou o artista.

A primeira faixa é instrumental, mas anuncia a proposta sonora do EP. “Balão” é a próxima, considerada por João como a mais comercial, com bateria mais acentuada e letra simples. “A balada das crianças anônimas” é sobre sentir-se aprisionado em sua própria “casa”, com inspiração no conceito psicanalítico de “criança interior”. A música “Andei só”, uma balada romântica, trata da difícil aceitação do amor no outro. “Velho marinheiro” é a homenagem de João Leonel à banda Pink Floyd. Composta em 2015, a letra é sobre frustrações e solidão.

“A maioria das canções nasceu entre 2021 e 2022, onde eu voltei minha atenção de vez para a carreira solo, em um momento onde estava vivendo uma transição de morar sozinho para morar com a minha esposa que é poetisa e psicanalista, então as músicas saíram bem carregadas e cheias de sentimentos. A única música de outro período é ‘Velho Marinheiro’, que compus quando tinha 17 anos, e foi premiada em 2021 no Festival da Canção do Instituto da Orquestra Sinfônica Brasileira de Ourinhos.”, contou João. 

João Leonel, de 27 anos, nasceu, cresceu e vive em Ourinhos, interior de São Paulo. A música é parte da sua rotina desde criança, por influência de seu pai, que foi cantor. Aos 13 anos aprendeu violão e aos 15 entrou para a sua primeira banda. Desde então, esteve em palcos. Compositor, escreveu para as bandas que integrava, mas em 2019 passou a compor canções diferentes, “mais leves, uma Nova MPB”, diz ele. Em 2022, tomou forma a carreira solo, e no ano seguinte lançou seus primeiros singles, com influências da MPB, rap e jazz, produzidas e gravadas por ele em estúdio caseiro.

“Sala de estar” é o resultado maduro dessa trajetória. Produzido pelo próprio artista, as guitarras, baixo e bateria foram gravadas ao vivo no Estúdio 123 Áudio por Bruno Vilas Boas, com a proposta de resgatar a estética setentista, e posteriormente foram gravados os sintetizadores. As vozes do EP e o trompete da faixa “Andei só” foram captadas por Lucas Lus e, por fim, as faixas foram mixadas e masterizadas por Renato Neli no estúdio Neli Produções. O EP está disponível nas plataformas de áudio desde esse 29 de novembro, apesar de 3 faixas terem sido lançadas anteriormente como singles.

Ficha técnica

Voz, letras e produção musical: João Leonel

Guitarra e voz: Renan Monteiro

Guitarra e sintetizador: João Ereno

Baixo: Fernando Bessa

Bateria: Mateus Serafim

Trompete: Alê Quadros

Engenharia de áudio: Lucas Luscente e Bruno Vilas Boas

Mixagem e masterização: Renato Neli

Estúdios: 123 Audio e Neli Produções

Dir. Criativa e Fotografia: Francisco Soares

Styling: Carol Breganholi

Produção executiva: Fernanda Marques

Lançamento: Trago Records

Fotos de divulgação: Franc Soares

Siga João Leonel

Instagram – Youtube – Spotify

Crédito: Franc Soares (fotos de divulgação do EP “Sala de Estar”)

“Quer casar comigo?” (Crônica integrante da coletânea “Poder S/A”, de Beto Ribeiro)

Todo dia era a mesma coisa. Marieta sempre esperava o engenheiro chegar. “Ele é formado!”, era o que ela sempre.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Maria do Santíssimo e o seu caleidoscópio das coisas modestas

O  tempo farejou a fábulacontaminou-a. Projetou-atalhada à sua própria imagem.                 Henriqueta Lisboa 1. Maria Antônia do Santíssimo (São Vicente, 1890-1986).

LEIA MAIS

A invisibilidade da mulher com deficiência física (por Clarisse da Costa)

Eu amei o tema da redação da prova do ENEM de 2023: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho.

LEIA MAIS

[RESENHA] A literatura brasileira é seca, é úmida, é árida, é caudalosa.

            Desde a civilização mais antiga, a vida humana é orquestrada pelas estações do ano.  No poético livro “bíblico de.

LEIA MAIS

As várias versões da “Balada do Louco”

No documentário “Loki – Arnaldo Baptista” (2008), o ex-mutantes Arnaldo Baptista é definido como “a própria personificação” do eu lírico.

LEIA MAIS

Artistas destacam e comentam álbuns de 2023 e de outros anos

Sob encomenda para a Arte Brasileira, o jornalista Daniel Pandeló Corrêa coletou e organizou comentários de onze artistas da nova.

LEIA MAIS

Com a IA, o que sobrará da literatura?

Dá para fazer livros razoáveis com Inteligência Artificial. Há casos de autores com centenas de livros já publicados com a.

LEIA MAIS

A serenata que mudou tudo: amor, surpresas e bingo

Hoje vamos contar a história de Vânia, uma professora de música que queria homenagear seu namorado e contar uma grande.

LEIA MAIS

Por que os artistas gospels fazem lançamentos com playbacks?

É comum (e até tradicional) que artistas da música gospel realizem lançamentos acompanhados de playback, uma faixa a mais sem.

LEIA MAIS