12 de junho de 2026

Rock progressivo, rock alternativo, indie e MPB juntos, por que não? Escute esse experimento de João Leonel em seu EP de estreia

O artista de Ourinhos teve influências de nomes como Pink Floyd, Terno Rei, Cícero, Roberto Carlos, entre outros. Já as letras refletem o existencialismo, crescimento pessoal e relacionamentos internos e afetivos.

29 de novembro marca o lançamento do primeiro EP do cantor, compositor e produtor musical paulista João Leonel. “Sala de estar” tem cinco faixas, com letras do artista, tão pessoais quanto reflexivas. Crescimento pessoal, relacionamentos internos e afetivos são os temas principais. Poético, o EP tem sonoridade baseada no rock alternativo, indie, nova MPB e rock progressivo. “Terno Rei, Mild Orange, Ana Frango Elétrico, Pink Floyd, Cícero, Puma Blue, O Terno e Roberto Carlos foram algumas das influências”, pontuou o artista.

A primeira faixa é instrumental, mas anuncia a proposta sonora do EP. “Balão” é a próxima, considerada por João como a mais comercial, com bateria mais acentuada e letra simples. “A balada das crianças anônimas” é sobre sentir-se aprisionado em sua própria “casa”, com inspiração no conceito psicanalítico de “criança interior”. A música “Andei só”, uma balada romântica, trata da difícil aceitação do amor no outro. “Velho marinheiro” é a homenagem de João Leonel à banda Pink Floyd. Composta em 2015, a letra é sobre frustrações e solidão.

“A maioria das canções nasceu entre 2021 e 2022, onde eu voltei minha atenção de vez para a carreira solo, em um momento onde estava vivendo uma transição de morar sozinho para morar com a minha esposa que é poetisa e psicanalista, então as músicas saíram bem carregadas e cheias de sentimentos. A única música de outro período é ‘Velho Marinheiro’, que compus quando tinha 17 anos, e foi premiada em 2021 no Festival da Canção do Instituto da Orquestra Sinfônica Brasileira de Ourinhos.”, contou João. 

João Leonel, de 27 anos, nasceu, cresceu e vive em Ourinhos, interior de São Paulo. A música é parte da sua rotina desde criança, por influência de seu pai, que foi cantor. Aos 13 anos aprendeu violão e aos 15 entrou para a sua primeira banda. Desde então, esteve em palcos. Compositor, escreveu para as bandas que integrava, mas em 2019 passou a compor canções diferentes, “mais leves, uma Nova MPB”, diz ele. Em 2022, tomou forma a carreira solo, e no ano seguinte lançou seus primeiros singles, com influências da MPB, rap e jazz, produzidas e gravadas por ele em estúdio caseiro.

“Sala de estar” é o resultado maduro dessa trajetória. Produzido pelo próprio artista, as guitarras, baixo e bateria foram gravadas ao vivo no Estúdio 123 Áudio por Bruno Vilas Boas, com a proposta de resgatar a estética setentista, e posteriormente foram gravados os sintetizadores. As vozes do EP e o trompete da faixa “Andei só” foram captadas por Lucas Lus e, por fim, as faixas foram mixadas e masterizadas por Renato Neli no estúdio Neli Produções. O EP está disponível nas plataformas de áudio desde esse 29 de novembro, apesar de 3 faixas terem sido lançadas anteriormente como singles.

Ficha técnica

Voz, letras e produção musical: João Leonel

Guitarra e voz: Renan Monteiro

Guitarra e sintetizador: João Ereno

Baixo: Fernando Bessa

Bateria: Mateus Serafim

Trompete: Alê Quadros

Engenharia de áudio: Lucas Luscente e Bruno Vilas Boas

Mixagem e masterização: Renato Neli

Estúdios: 123 Audio e Neli Produções

Dir. Criativa e Fotografia: Francisco Soares

Styling: Carol Breganholi

Produção executiva: Fernanda Marques

Lançamento: Trago Records

Fotos de divulgação: Franc Soares

Siga João Leonel

Instagram – Youtube – Spotify

Crédito: Franc Soares (fotos de divulgação do EP “Sala de Estar”)

Andinho de Bulhões: ausência de lume na justaposição e na aglutinação

O sol novifluentetransfigura a vivência:outra figura nascee subsiste, plena Orides Fontela 1. Andinho de Bulhões nasceu em um povoado pertencente.

LEIA MAIS

O disco que lançou Zé Ramalho

Zé Ramalho sempre foi esse mistério todo. Este misticismo começou a fazer sucesso no primeiro disco solo do compositor nordestino,.

LEIA MAIS

As várias versões da “Balada do Louco”

No documentário “Loki – Arnaldo Baptista” (2008), o ex-mutantes Arnaldo Baptista é definido como “a própria personificação” do eu lírico.

LEIA MAIS

Tropicalismo: o movimento que revolucionou a arte brasileira

  A designação de Tropicália para o movimento que mudou os rumos da cultura brasileira em meados e fim dos.

LEIA MAIS

Rogério Skylab: o feio e o bonito na MPB

Criador do estilo “punk-barroco” (o punk que se expressa através de contrastes), o compositor Rogério Skylab (1956 -) é um.

LEIA MAIS

Música Machista Popular Brasileira?

A música, diz a lógica, é um retrato da realidade de um povo. É expressão de sentimentos de um compositor,.

LEIA MAIS

Gabriel Acaju: “ABAIXO O ESTADO CENTRAL DE SAGACIDADINHEIRO!”

Para compreender o segundo álbum de Gabriel Acaju é necessário um mergulho na história criada pelo artista, história essa que.

LEIA MAIS

Por que os artistas gospels fazem lançamentos com playbacks?

É comum (e até tradicional) que artistas da música gospel realizem lançamentos acompanhados de playback, uma faixa a mais sem.

LEIA MAIS

Editoras para publicar seu livro de ficção científica e fantasia

Para aqueles que amam a fantasia e a ficção científica, sejam leitores ou escritores, trago aqui três editoras brasileiras que.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS