6 de setembro de 2026

Banda Festina Lente explora o ócio criativo em novo clipe

(Crédito: Carol Pimenta/Divulgação)

A banda capixaba Festina Lente vem se destacando no novo cenário da música brasileira. Um bom exemplo dessa empreitada pode ser o disco “Nenhum Sinal de Confusão”, lançado por eles em 2020, trabalho que inclui 10 faixas autorais e inéditas e que flertam com o indie e grunge. Um pouco do tempo passou, mas o desejo por lançar novidades não. É nessa vibe, que os caras entregam o clipe da faixa “Improvisando no Sofá”, com a ideia certeira de “sair do tédio e fazer música boa”.

Para eles, a ideia de refletir o dia-a-dia é algo profundo e presente na vida da banda. São esses temas que permeiam este trabalho e isso, sem contar, os outros dois primeiros lançados por eles. “No que diz respeito à sonoridade, essa é uma das canções que sinalizam bastante a mudança proposital nos rumos de nossa música. Nunca tínhamos usado sintetizadores antes e, para enfatizar essa nova fase oitentista, trouxemos isso também para o clipe”, revela o vocalista e guitarrista João Santos.

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O disco em questão tem um brilho especial no processo de produção musical. Isso porque o produtor foi ninguém menos que Jackson Pinheiro, ex-integrante da banda Supercombo. Outro ponto mais do que interessante a se ressaltar é que o álbum foi masterizado em Los Angeles por Gavin Lurssen, engenheiro de som ganhador de múltiplos Grammys e soma experiências com nomes como Foo Fighters, Queens of the Stone Age e Chris Cornell.

O clipe de “Improvisando no Sofá” é considerado pelos integrantes do grupo como algo que marca uma nova fase na banda que é integrada por Jean Dalfior (bateria), Matheus Zanetti (guitarra) e o já citado João Santos (vocal e guitarra).

Matheus Luzi – Para começar esta entrevista, acho legal vocês falarem da banda quando começou e o que é agora. Ou seja, a evolução como um todo.

João Santos – A Festina Lente nasceu da minha necessidade incontrolável de escrever canções! Desde cedo eu sempre me aventurei em transformar em música tudo aquilo que me encantava e também o que me incomodava. Quando comecei o projeto com mais três colegas (da primeira formação), eu já tinha praticamente o primeiro disco pronto. A sonoridade e as influências eram bem diferentes das de hoje e ao longo desses 6 anos muita coisa mudou, eu mudei e a formação da banda mudou bastante também! Agora, oficialmente somos um “trio” apontando para o mesmo lado, isso facilita as coisas!

Matheus Luzi – A respeito deste clipe, qual a maior intenção de vocês em relação a mensagem ao público?

Matheus Zanetti – Nossa intenção é fazer música com propósito, trabalho com valor. Queremos que as pessoas se identifiquem com as músicas, que percebam beleza no que acontece ao seu redor. A intenção de trazer o sofá como elemento central do clipe é uma tentativa nos aproximar com as pessoas, e fazer com que elas se sintam parte da música, como se algo que aconteceu em sua casa também pudesse fazer parte do clipe.

Matheus Luzi – Como vocês enxergam o assunto tratado neste clipe?

Jean Dalfior – Algo que é interessante na arte é que ela pode ter várias interpretações diferentes. Cada pessoa possui sua individualidade e sua própria bagagem histórica e isso muda como as pessoas compreendem a música, podendo variar de um momento a outro. Nesse clipe, tentamos mostrar com clareza a criatividade das pessoas no cotidiano, com o contexto de ociosidade trago pela pandemia. Temos certeza que as pessoas vão se identificar com certas cenas do clipe, em que passaram algum tempo deitados no sofá lendo um livro, tomando um café com os familiares, ou jogando videogame sozinhos.

“Somos gratos ao universo por nos proporcionar essa maneira fantástica de conectar às pessoas através da nossa música. Cada um de nossos fãs é como se fosse um tesouro para nós. É surreal, o mundo com tanta coisa ruim, divisões de todos os tipos, e a gente poder unir pessoas em torno do que amamos, e através dessa experiência, levar amor, alegria, propor reflexões, trocar energias e sempre aprender bastante com tudo isso!”, João Santos.

Matheus Luzi – O que o disco “Nenhum Sinal de Confusão” representa para vocês? O que vocês trazem de novidade nele?

João Santos – Ele representa praticamente tudo! Cada passo para construir esse álbum foi meticulosamente pensado. Cada canção tem um conceito que se encaixa em nossas vidas e todo o time reunido para conclusão do projeto encheu esse trabalho de amor, de modo que, ele nos orgulha à cada audição.

Matheus Luzi – E o restante da discografia da banda, o que pode ser levado em consideração de mais importante?

Matheus Zanetti – Nosso papel enquanto artistas é poder mostrar para as pessoas a melhor versão do nosso trabalho. Um bom show, boas músicas, um bom exemplo. Enquanto músicos e compositores, olhando de uma perspectiva mais pessoal, buscamos externar nas canções a verdade em que acreditamos. Por isso que as letras do Festina partem de realidades comuns, o passageiro à espera do ônibus, o trabalhador que acorda cedo para as tarefas do dia, o estudante preocupado com suas escolhas.

Matheus Luzi – O que vem pela frente? Quais são os planos para o futuro próximo de vocês?

João Santos – Bem… o que podemos dizer é que temos um cronograma para lançar um clipe à cada dois meses, até dezembro!
Torcer para a pandemia passar, voltar aos palcos e levar nosso show ao maior número de pessoas possível.
E se as coisas estiverem bem, o próximo trabalho será um disco ao vivo!

“Nosso papel enquanto artistas é poder mostrar para as pessoas a melhor versão do nosso trabalho. Um bom show, boas músicas, um bom exemplo. Enquanto músicos e compositores, olhando de uma perspectiva mais pessoal, buscamos externar nas canções a verdade em que acreditamos.”, Matheus Zanetti.

Matheus Luzi – Vocês têm alguma(s) história(s) ou curiosidade(s) interessante(s) para nos contar referente ao clipe?

Jean Dalfior – Um fato curioso foi gravar o videoclipe em um lugar que era conhecido como Teatro Galpão. Esse espaço contribuiu muito para a cena cultural capixaba, tendo sido palco para diversas peças, shows e exposições ao longo das últimas décadas. A banda possui uma forte amizade com o proprietário do local, onde realizamos muitos ensaios. Várias canções que estão presentes no novo disco nasceram lá dentro.

Matheus Luzi – Fiquem a vontade para falarem o que quiser.

João Santos – Somos gratos ao universo por nos proporcionar essa maneira fantástica de conectar às pessoas através da nossa música. Cada um de nossos fãs é como se fosse um tesouro para nós. É surreal, o mundo com tanta coisa ruim, divisões de todos os tipos, e a gente poder unir pessoas em torno do que amamos, e através dessa experiência, levar amor, alegria, propor reflexões, trocar energias e sempre aprender bastante com tudo isso!

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