19 de agosto de 2026

Em entrevista, vocalista da banda Sound bullet fala dos bastidores do disco TERRENO

 

O papel de cada um na busca de uma sociedade melhor, empatia, as responsabilidades da vida adulta e as relações interpessoais e fraternais na vida urbana. É mirando em temas tão complexos que a Sound Bullet apresenta TERRENO, seu álbum de estreia.

Após o bem sucedido EP NINGUÉM ESTÁ SOZINHO (2013), a banda formada por Guilherme Gonzalez (guitarra e voz), Fred Mattos (contrabaixo e voz), Henrique Wuensch (guitarra) e Pedro Mesquita (bateria) ganhou destaque com o single WHEN IT GOES WRONG. Gravada no Converse Rubber Tracks, a música foi escolhida como representante mundial do projeto, alavancando a banda para centenas de milhares de plays no Spotify. Foi uma época em que a Sound Bullet redefiniu sua identidade e tudo isso está visível em TERRENO.

— Nesses últimos anos vivemos uma nova fase, de maior liberdade dentro da nossa proposta musical, e fomos ousando cada vez mais pra fazer um disco que nos satisfizesse. ‘Terreno’ é o resultado disso. E dentro desse caminho, ele conta uma história sobre humanidade, falibilidade, medo, coragem e alegria —, conta Fred Mattos.

 

Abaixo veja uma entrevista na íntegra com o vocalista da bana.

 

 

Parece que a temática do disco é bem complexa, estou certo?

O disco trata do que é ser humano. Ele tem uma história em si, mas gostamos de pensar nele como a descrição do que é ser terreno: é ser falível, imperfeito, passível de grandes erros e grandes feitos, movido por sentimentos pessoais e “por um bem maior”.

 

Tenho a impressão de que TERRENO é o resultado de muitas evoluções na história da banda.

Terreno é o encontro de muitas coisas que fizemos ao longo da nossa trajetória. Foi a primeira vez que nos liberamos para compor e escrever da forma que bem quiséssemos, sem nos prender a um rótulo. Obviamente, evitamos excessos e tentamos criar uma identidade própria. Chegamos a um resultado que nos agradou muito.

Indie Rock, Math Rock e Música Latina. Vocês fizeram uma mistura disso tudo no disco. Comente.

Indie rock é o precursor do nosso som. Não tem como falar de Sound Bullet sem falar de indie rock, nos juntamos para tocar isso. Math Rock foi o primeiro passo na direção de nos permitirmos mais do que estávamos focados no início. Obviamente, não ouvimos só math rock, mas jazz e progressivo, mas algumas bandas do Math nos inspiraram muito para os primeiros riffs e ideias que tivemos que deram origem ao Terreno. Já a música latina é um quase acidente. Não era nossa ideia inicial colocar ela, pelo menos não de forma tão pronunciada. Mas, o disco pedia isso, nosso produtor identificou que a gente caminhava muito por este solo, mesmo sem perceber, e, no fim das contas, foi muito benéfico para nós. Passamos a ouvir mais ainda este tipo de música que é da nossa terra, né? Somos latinos também.

 

Como foi a produção de Patrick Laplan? E a criação e gravação, como foi?

O Patrick nos ajudou demais a sintetizar e tornar o disco mais objetivo. Apesar de trabalhar de uma forma muito desapegada a conceitos como “o que é pop”, etc, ele tornou o disco mais direto e mais impactante, pelo menos na nossa concepção. Sem ele, as coisas não sairiam da mesma forma. Acho que isso se estende à gravação. Ele nos puxou e foi colocando no caminho, quase como um técnico de futebol. Não é à toa que chamamos ele de inúmeros técnicos reconhecidos durante o processo de gravação.
A criação foi um processo longo e demorado. Durante a mesma existiram atritos de direção musical, também houve o rompimento com o nosso primeiro guitarrista (sem brigas, é claro), chegamos até o Henrique, gravamos uma outra música que acabou sendo a nossa música mais conhecida, que foi When It Goes Wrong. Então, foi um recomeço “de novo”. Pudemos experimentar muito.

 

Fale mais sobre o disco.

Acho que não tem muito mais o que falar. Estamos bem satisfeitos com ele. Pudemos trabalhar com pessoas incríveis como o Patrick, o Jorge Guerreiro, o Leo Ribeiro e o Raphael Dieguez da Toca do Bandido, o Pedro Garcia, tivemos a máster do Chris Hanzsek.

 

 

 

 

Newsletter

CONTO: O Grande Herdeiro e o Confuso Caminhoneiro (Gil Silva Freires)

Gregório era o único herdeiro de um tio milionário, seu único parente. Não tinha irmãos, perdera os pais muito cedo.

LEIA MAIS

Queriam vê-lo como um monstro, morto ou perdido no crime; e GU1NÉ os respondeu com

“Nasce Mais Um Monstro”, o EP de estreia do rapper GU1NÉ, é também uma resposta aos que não acreditaram nele..

LEIA MAIS

Geração com cérebro desperdiçado (Clarisse da Costa)

Se buscamos conhecimento, somos viajantes nesse vasto mundo. Mas quando deixamos o saber de lado o que somos? Em pleno.

LEIA MAIS

Rogério Skylab: o feio e o bonito na MPB

Criador do estilo “punk-barroco” (o punk que se expressa através de contrastes), o compositor Rogério Skylab (1956 -) é um.

LEIA MAIS

CONTO: A Confirmação do Segredo de Confissão (Gil Silva Freires)

Matar é fácil, até mesmo porque é a arma quem faz o serviço. A mão é apenas o instrumento da.

LEIA MAIS

CONTO – “Luen: Na completa escuridão” (Samuel da Costa)

Alika, não sabia o que dizer, nem o que fazer, paralisada ela passou a prestar atenção, na figura abissal, que.

LEIA MAIS

Loury Alverga: caligrafias do simples e do silêncio

Morreu a solidão aquela vezou nasci eu de minha solidão? Pablo Neruda 1. Ao nos debruçarmos sobre a trajetória de.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: As artes quilombolas (com Nino Xambá)

Este episódio tem como finalidade desbravar as artes quilombolas. São mais de 35 minutos de conversa entre o jornalista Matheus.

LEIA MAIS

BEDEU – Em emocionante entrevista, a compositora Delma fala sobre o músico gaúcho

Em Porto Alegre (RS), no dia 4 de dezembro de 1946, nascia aquele que daria o ar da graça ao.

LEIA MAIS

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS