3 de setembro de 2026

“Repousa”, o R&B sensual de ÀRT e Vini Del Rio

Os cantores e compositores cariocas ÀRT e Vini Del Rio se unem no single “Repousa”, um sensual R&B. Amigos de longa data, a canção interpretada por ambos foi composta por ÀRT, que pontua que “já namorava essa parceria com o Vini Del Rio há um tempo. Ele me enviou uma série de músicas para Vini e ‘Repousa’ foi a que ele mais curtiu. Num primeiro momento Vini a gravaria sozinho. Em seguida, decidiram gravar juntos e fazer esse duo.

ÀRT descreve este colab em “Repousa” como algo que “se transformou numa mútua declaração preguiçosa de paixão. Com um convite apaixonado para dormir de conchinha.” A descrição de ÀRT revela a própria essência da letra e mensagem da canção. “É uma música com um convite de deslumbrar uma noite de paixão, sem hora pra acabar, sem amarras da correria do dia a dia com as obrigações cotidianas, como trabalho, faculdade ou qualquer outra responsabilidade. Um despertar do desejo com tudo propício para permitir-se aproveitar e com todo o universo conspirando a favor.”, diz ele.

Não é somente isso. Vini Del Rio e ÀRT pontuam outra intenção de “Repousa”. É possível notar uma narrativa de uma projeção homoafetiva, em especial para quem os conhece, e sabem que são cantautores gays baseados em suas próprias vivências. “A letra é sobre um homem desejando e convidando passar uma noite com outro.”, diz Vini Del Rio.

Quanto a sonoridade, “Repousa” pode ser definida como um R&B com toque de trap e uma estética sensual. ÀRT a denota como “R&B com pouca roupa” como diz IZA na música “Sem Filtro”. Também é grande a influência do álbum “ANTI” de Rihanna, em especial a faixa “Needed Me”. Do lado brasileiro, “Repousa” teve inspiração do EP “Affair”, da Glória Groove, e as canções românticas de IZA. O clipe de “Repousa” dirigido por Saulo Nicolai, por sua vez, tem inspiração em “Rocket”, canção de Beyoncé.

A música, que tem produção musical assinada por Diogo Knust, já está disponível em todas as plataformas de áudio e em clipe no Youtube.

Sobre ÀRT

Até pouco tempo antes do lançamento de “Repousa”, ÀRT assinava artisticamente como Arttur e, posteriormente, como 4RT, com o qual lançou 11 músicas e dois clipes. Neste período, mais de quatro anos, ele também explorou diversos gêneros musicais como compositor e produtor musical. ÀRT se envolveu com o pop, funk, hip hop, eletrobrega, R&B, e outros. No R&B e na Black Music como um todo, porém, encontrou seu caminho.

ÀRT iniciou no rock. Teve duas bandas, com a primeira atuou como compositor e baixista, na segunda como vocalista. Chamada Stella Polaris, a banda chegou ao término em 2014. ÀRT, então, embarcou no mundo das bandas tributo. Embora tenha continuado compondo, o artista passou um tempo considerável sem nenhum projeto autoral, até conhecer em 2018 o produtor Abu (funk e rap). Foi, a partir de então, que iniciou sua carreira solo.

“Além disso, trabalho com música também como professor de percussão há 5 anos na minha escola de música que se chama Atabloco, onde leciono principalmente Atabaque e temos um bloco de carnaval que tem o mesmo nome o qual sou diretor e maestro. Também sou percussionista e toquei no segundo CD solo do projeto da Larissa Conforto (ex-banda Ventre) intitulado ÀIYÉ em 2 faixas e estive em cartaz como percussionista na peça ‘Silas de Oliveira’ ambos desses trabalhos aconteceram em 2023.”, contou ÀRT.

As principais inspirações de ÀRT são Alanis Morissette, Beyoncé, Djavan, Cassia Eller, Liniker, Linn da Quebrada, Milton Nascimento, ELis Regina, Elza Soares, Luedji Luna, SZA, Alicia Keys, Erykah Badu, H.E.R, Tuyo.

Para este ano e 2025, ÀRT tem programado o lançamento de um EP e um álbum.

Sobre Vini Del Rio

Vini Del Rio é o nome artístico de Vinicius Oliveira, cantor e compositor gay de 30 anos, nascido no Rio de Janeiro. Aprendeu música na igreja, e depois canto e piano em escola especializada. Iniciou a carreira profissionalmente aos 21 anos ao ingressar nas noites cariocas, algo que se perpetua até o momento.

Entre 2013 e 2015, Vini foi o vocalista da banda Del Rio, com a qual lançou um EP. Com ela, conquistou dois prêmios. O primeiro foi o Festival de Bandas Independentes de Ourinhos. Em 2014, um ano depois, no Festival de bandas independentes do Rio, saiu vitorioso nas categorias “melhor vocalista”, “melhor música” e “melhor banda”. 

Ainda em 2014, a banda Del Rio foi convidada para abrir o show da NxZero, em Ourinhos, interior de São Paulo. Como músico convidado, Vini participou de festivais importantes como o WebFestValda e Festival Rock 80, além de festivais menores e até mesmo de “música de rezo”.

Além da banda Del Rio, o artista foi tecladista de outros cantores como Zé Henrique (banda Yahoo), Alle, Stephanie Ray, e outros. Atualmente, Vini é vocalista da banda Annapolis, e trabalha no seu projeto solo e autoral, tendo lançado um EP, os singles “Algo Incomum”, “Disfarce”, “Só Eu”, “Casa com Vista pro Mar” e “Repousa”, que fazem parte de uma série de seis lançamentos trabalhados desde 2021.

Ficha técnica

Produção Musical: Diogo Knust

ÀRT: Voz e Coros

Vini Del Rio: Voz, Coros e Teclado

Diogo Knust: Beat, Baixo, e Guitarra

Crédito da imagem de capa: Saulo Nicolai / Divulgação

Podcast Investiga: O funcionamento de um cineclube (com Cadu Modesto e Tiago Santos Souza)

Neste episódio, Matheus Luzi investiga os cineclube, casas de cinema independentes cujo o viés comercial é, na prática e teoria,.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

Rosana Puccia dá voz a mais dois temas atípicos no mercado musical brasileiro

Em atividade discográfica desde 2016 quando apresentou o álbum “Cadê”, Rosana Puccia é, de verdade, uma colecionadora de canções atípicas,.

LEIA MAIS

As várias versões da “Balada do Louco”

No documentário “Loki – Arnaldo Baptista” (2008), o ex-mutantes Arnaldo Baptista é definido como “a própria personificação” do eu lírico.

LEIA MAIS

Rodrigo Tardelli, um dos destaques das webséries nacionais

Divulgação Por mais que nossa arte seja, muitas vezes marginalizada e esquecida por seus próprios conterrâneos, há artistas que preferem.

LEIA MAIS

“Sertão Oriente”, álbum no qual é possível a música nordestina e japonesa caminharem juntas

A cultura musical brasileira e japonesa se encontram no álbum de estreia da cantora, compositora e arranjadora nipo-brasileira Regina Kinjo,.

LEIA MAIS

Goreth Caldas: um sistema de metáforas (das tantas esperas)

Entre os escaravelhos e o arbustodo peito frágil existemsegredos buscando alívioatravés de sussurros. Henriqueta Lisboa 1. Goreth Caldas (Caicó, 1958), embora.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS

Celebrações pelo mundo: eventos culturais que transformam qualquer viagem

Viajar é mais do que conhecer paisagens ou tirar fotos em pontos turísticos. É também mergulhar de cabeça na alma.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Por que o rock deixou o mainstream brasileiro? (com Dorf)

As novas gerações se assustam quando escutam que o rock já protagonizou o mainstream brasileiro. Não à toa. Atualmente, o.

LEIA MAIS