18 de outubro de 2026

Entrevista com Cida Moreira, em “Soledade”

arte

 

Na década de 70, a cantora, pianista e atriz de teatro Cida Moreira começou sua carreira. Desde lá, vem trazendo um verdadeiro apanhado da música brasileira em suas gravações. Agora em 2017, a Cida está lançando o seu mais novo trabalho “Soledade”, que trás 15 faixas. O álbum foi gravado em 2016 na Casa de Francisca na capital paulista. O disco conta com músicas de Milton Nascimento, Chico Buarque e Raul Seixas. Nós a entrevistamos. Foram perguntas diretas, mas esclarecedoras. Veja:

 

 

Você escolheu músicas de artistas renomados, porém músicas pouco conhecidas, como “A beira do pantanal” de Raul Seixas. Como aconteceu a escolha do repertório? E por que escolheu essas músicas?

Em toda minha carreira como artista, sempre fui uma pesquisadora, sempre livre nas minhas escolhas, tanto do repertório musical, como meus papéis no cinema, como no teatro… Sou uma artista peculiar, livre, com identidade muito bem formada, inclusive porque estudo música desde os 6 anos e tenho uma longuíssima e fecunda trajetória que você poderia chamar de não popular… Então as escolhas são fruto do meu gosto, e servem sempre ao meu estilo de cantora , uma legítima sobrevivente dentro da cultura popular, como tantos e tantos que fazem suas trajetórias apenas privilegiando sua arte própria….

 

Em release, você disse viver as canções que canta. Como isso acontece? Como você vive essas canções que gravou em SOLEDADE?

Eu vivo das canções… Elas ecoam na minha alma e na minha vida, por isso adquiro o direito de reproduzi-las da maneira que resolvo, com meu piano, minha voz e o tempo de vida que como diz Chico Buarque, é a significação de um artista, no fim de tudo… Busco esta significação… apenas isso… E confio nas minhas maravilhosas lembranças, e em tudo de novo que busco pra cantar…

 

Qual a mensagem que SOLEDADE crava na música brasileira?

A mensagem que eu cravo em Soledade, que é o nome de uma cidade da Paraíba, que me emocionou, pelo seu significado, é a que eu penso…que sou uma mulher inteligente e ciente do meu papel de artista, por isso minha mensagem maior é a de que sou uma pessoa resistente aos modismos e intempéries…e tenho a honra de ser artista apenas porque nasci com esse dom, e o lapido até hoje…

 

No disco, você gravou canções brasileiras e também de outros países. Para você, existe uma semelhança de alguma forma entre essas músicas?

Não há semelhanças. Cada uma é uma história em si… Elas são todas dessemelhantes…e belas justamente por sua riqueza…

 

O que te inspirou para gravar este disco?

Este cd é a continuidade do projeto Soledade já lançado em 2015, pela Jóia Moderna, com uma linda carreira, onde cantei o Brasil que via e vejo… O Soledade solo é a continuidade do outro mais pessoal ainda, mais íntimo…

 

Tem alguma pergunta que eu não fiz, e que você gostaria de ter respondido sobre o álbum novo?

Acho que não…Soledade é uma longa e linda história, e eu adoraria que você ouvisse os dois… São belos, como belo é cantar… Muito Obrigada!

 

 

 

 

 

 

 

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