11 de junho de 2026

[EXCLUSIVO] Coletivo Lado Negro do Mapa propõe a arte como forma de um mundo melhor

 

Um grupo de jovens. Criatividade nos versos e melodias. Sonho de construir um mundo melhor. São esses os pilares que levaram cinco jovens de Campo Grande (MS) e um do Rio de Janeiro se unirem por meio da arte em prol da sociedade.

“A ideia do projeto é antiga na minha cabeça, mas só se tornou real quando Gabriel (Kayin) e eu (GF Gahiji) fizemos a primeira música juntos, ‘Black Code’, entramos em sinergia e falamos sobre a possibilidade de fazer mais sons juntos… Assim desenvolvemos a ideia até a criação do coletivo.”

Apesar das influências do Hip Hop, os membros do coletivo acreditam que toda forma de arte é viável para levar mensagens de “Imagine”. “Somos um coletivo que a partir da arte busca ser ferramenta de inspiração/motivação para nosso tempo, e não nos limitaremos apenas ao rap, o que fizermos bem, com certeza será usado em prol das ações que acreditamos.”, comenta GF Gahiji.

No entanto, um dos objetivos do projeto é educar com os aprendizados da cultura Hip Hop. “Trabalhamos com o que nossa realidade propõe, com o que temos hoje podemos/queremos levar cultura Hip Hop a todo lugar onde pisarmos, deixando sempre o legado que o Hip Hop nos ensinou.”, explica GF.

“A ideia surgiu pela necessidade, como tudo que é bom. E por isso acredito tanto nesse projeto. A escassez faz o ser humano fazer coisas incríveis. Hoje tá difícil arrumar emprego, em especial para os jovens, e não podemos perder nossas perspectivas por isso, temos que ir atrás e fazer o que a gente pode, e encontramos no Lado Negro do Mapa a oportunidade de juntar o que a gente pode fazer com que a gente gosta de fazer. Acho que é o sonho de toda pessoa.”, completa a produtora audivisual Rebeca Queiroz.

O MC/Rapper DROOX Barba Ruiva finaliza o raciocínio. “Somos a expressão dos silenciados. Nossa luta é a favor da vida e da arte, tudo que se opõe a isso, deveria por ordem natural do caráter artístico e humano se manifestar em resistência e força. Por isso estamos aqui!”.

 

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