21 de julho de 2026

Federico Puppi, um artista italiano que fez do Brasil o seu lar

Leandra Benjamin / Crédito

Aos leitores da Arte Brasileira, já está bem claro o quanto o nosso Brasil é apaixonante aos olhos daqueles que vem de outras terras. É este também o caso do violoncelista, produtor musical e compositor italiano Federico Puppi.

Ele chegou no Brasil em 2012, quando, na época, desejava deixar a Europa. Naquele momento, Puppi estava casado com uma brasileira na Itália, e veio sem muitas pretensões de ficar. No entanto, se separou, mas continuou no Brasil.

Ativo musicalmente em solos italianos, Puppi encontrou no Brasil a grande oportunidade de evoluir enquanto artista e como ser humano. “Quanto mais você viaja, quanto mais conhece do mundo, quanto mais entende seu tamanho, as diferenças…”, acrescenta ele.

E continua: “A realidade brasileira, por mais que possa ter alguns lados parecidos com a Italia por causa da “latinidade”, é muito diferente. Principalmente no quesito de justiça social, o Brasil te mostra de forma crua e direta todas as desigualdades social que existem. O Brasil te faz perguntas importantes para o crescimento humano.”

PUPPI E SUAS PARCERIAS

Para o artista, o Brasil ainda carece muito de uma cena artística forte. “Eu não percebo a existência de uma cena de fato, existem alguns grupos, divididos geograficamente, mas cena é algo a mais que acho que falta um pouco no Brasil. Difícil apontar uma motivação, um porque. Mas com certeza faço parte de alguns movimentos artísticos que se desenvolvem principalmente entre Rio e São Paulo.”, comentou.

O MOTIVO DE SER ARTISTA

No universo da música, Puppi já passou por varias fases, mas, segundo ele, chegou em um momento de mais expansividade, de elevação, e de, de fato, ser um comunicador musical, aquele que deve emocionar o público.

“Já tive fases herméticas, fases de rebeldia, e agora me encontro numa fase mais expansiva. Me importo com os outros, mais do que antes. Procuro criar algo que possa emocionar as pessoas, de alguma forma curar as pessoas da loucura da realidade. Fazer que as pessoas se sintam melhor através da minha música.”

“Sinto que a música tem uma função de cura muito forte. Cura para a alma. Isso é o que a música faz para mim e o que gostaria de poder proporcionar para os outros. Quero música que una as pessoas, que faça se sentir bem, que espalhe empatia.”

REFERÊNCIAS

Como um artista viajado, conhecedor de mundo, não é surpresa que suas referencias sejam tão vastas. Puppi cita artistas da música clásica europeia, mas também de cantautores italianos como Frabrizio de André, Lucio Battisti e Lucio Dalla.

“E depois vem tudo que encontrei no Brasil, de Gil até Milton, do Lô Borges até Cazuza. Os compositores do norte da Europa como Olafur Arnalds, são realmente muitas influencias juntas.”

UM RECADO DE PUPPI PARA O MUNDO

“Nos tempos atuais, cheios de crises, de sofrimento, de raiva, vou deixar aqui uma citação do poeta latino Virgilio: AMOR VINCIT OMNIA Traduzindo seria: o amor vence tudo.”

EUA, a esperança do mundo? Artista português diz que sim em depoimento sobre sua música

Fritz Kahn and The Miracles é um projeto musical de um artista português. Sua discografia é extensa, embora tenha sido.

LEIA MAIS

Os vários Olhos D’agua de Conceição Evaristo

Poderia ser mais uma daquelas resenhas que escrevo sobre um livro que eu acabara de ler, no entanto é algo.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

Bersote é filosoficamente complexo e musicalmente indefinido em “Na Curva a Me Esperar”

A existência é pauta carimbada na música brasileira, como apontamos nesta reportagem de Jean Fronho (“Tom Zé já dizia: todo.

LEIA MAIS

CONTO: O Operário Dedicado e O Regozijo do Aposentado (Gil Silva Freires)

Seo Leocádio era o tipo de homem totalmente estável e mantivera o mesmo emprego durante toda a vida. Se haviam.

LEIA MAIS

Fábio Di Ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. – E acheia-a amarga. E injuriei-a.Armei-me contra a justiça.Fugi. Ó feiticeiras, ó.

LEIA MAIS

Gabriel Acaju: “ABAIXO O ESTADO CENTRAL DE SAGACIDADINHEIRO!”

Para compreender o segundo álbum de Gabriel Acaju é necessário um mergulho na história criada pelo artista, história essa que.

LEIA MAIS

O cemitério velho da cidade de Patu

  Seguindo na Rua Capitão José Severino até o seu final, antes de adentrar pela Praça Padre Henrique Spitz, observa-se,.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS

Madé Weiner: da atualidade de ressignificar técnicas das artes visuais

  Sempre evitei falar de mim,  falar-me. Quis falar de coisas.  Mas na seleção dessas coisas  falar-me. Quis falar de coisas. .

LEIA MAIS