15 de outubro de 2026

Na mira do cordel, Banda Cordel do Fogo Encantado volta com tudo em VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL [ENTREVISTA]

Foto de Tiago Calazans

 

Composto por 13 faixas autorais, a banda O Fogo do Cordel Encantado volta com tudo com o disco VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL, gravado no Estúdio El Rocha, em São Paulo, e em Fortaleza, no Totem Estúdio, com produção de Fernando Catatau, o disco é uma continuidade no processo criativo da banda.

“A mística que envolve o Cordel se manteve suspensa durante esses oito anos. Inicialmente, éramos um grupo de teatro, o nome da banda era o título de um espetáculo. No nosso primeiro disco, contamos a história do Fogo Encantado. Depois falamos de um Palhaço de um Circo sem Futuro, uma metáfora da existência humana. E, por fim, na turnê do álbum Transfiguração, apresentamos um cenário que se recolhe para uma espécie de pausa, algo bem significativo para o momento em que se deu, mesmo não sendo planejado”, conta o vocalista. Portanto, para a volta do grupo, serão apresentados elementos que prosseguem a essa narrativa do terceiro disco, “agora é momento de sair para o sol, florescer, caminhar em direção à luz, sair de dentro da terra, rasgar o casulo em busca da Liberdade”, completa Lirinha.

 

Abaixo, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Clayton Barros, integrante da banda.

 

Para ouvir as músicas completas, clique no botão verde no quadro abaixo.

 

Esse é o quarto trabalho autoral de vocês. Em questão de criação musical e poética, como vocês definem os momentos criativos do álbum?

Nosso processo criativo é coletivo, um opina no trabalho do outro e assim vamos construindo o nosso jeito único a cada álbum e em VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL não foi diferente mas a pessoa de Fernando Catatau que produziu o disco, foi quem nos guiou nesse caminho de expor ao máximo nossa musicalidade e dramaticidade nas canções, temas e poemas do álbum.

 

VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL traz canções que ficaram guardadas durante as pausas da banda. Podem falar um pouco mais sobre isso?

Antes da pausa em 2010 estávamos compondo e ensaiando o que seria o quarto álbum, então das melodias, batuques e letras que tínhamos escolhemos algumas que se encaixavam nessa nova narrativa, mesmo assim todas passaram por adaptações pro mundo hoje, criamos também novas músicas, desenhando o repertório do disco num segmento da banda na atualidade ou seja: Lançamos um olhar de continuidade e transformação inevitável, reformulando e adequando as obras a narrativa de VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL.

 

Ainda nessa pergunta, de que data se trata essas composições? Elas foram modificadas ou continuaram na íntegra?

Sempre existiu essa tradição desde os cordéis antigos, de se ter um título mais popular e outro mais “rebuscado” 

Como em: 

O assassino da honra ou a Louca do jardim de Caetano Cosme da Silva.

O grupo desde o seu primeiro disco mantém essa tradição que permite apontar diversos caminhos e interpretações das faixas.

 

O álbum trabalha com 13 faixas que trazem tradição dos títulos duplos da literatura de cordel, não é?

A narrativa central é VIAGEM AO CORAÇÃO DO SOL, cada faixa é um capítulo dessa jornada em busca da Filha do Vento, a que chamam Liberdade, por entre florestas, rios, mares, docas e regiões que fazem parte desse percurso, saímos de um sono de 8 anos, de debaixo da terra rompendo nossos casulos depois de Transfiguração, então o sonho acabou, como sementes que explodem no subsolo a procura da luz, saímos pra continuar nossa história. 

 

Quais são as temáticas trabalhadas no álbum? Quais são os assuntos e narrativas tratadas?

O álbum é dedicado a Naná Vasconcelos, aos nossos filhos e ao público que sempre manteve acesa nossa chama.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Nesse novo álbum trazemos o florescimento, a forca do tambor que se chama esperança, o coração sem medo, o vingador da solidão, a hora certa de raiar, em todas as dificuldades que ultrapassamos:

Pra cima deles passarinho!!!

 

 

 

 

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