1 de maio de 2026

[RESENHA] Chorão e a saudade que causa vazio

 

Alexandre Magno Abrão (São Paulo, 9 de abril de 1970 — São Paulo, 6 de março de 2013), mais conhecido pelo seu nome artístico Chorão, foi um cantor, compositor, skatista, cineasta, roteirista e empresário brasileiro. Foi o vocalista, principal letrista e co-fundador da banda santista Charlie Brown Jr.  

 

RESENHA DO COLUNISTA LUAN FH

Antes de ler, entenda: Não irei falar dele aos olhos da mídia e todo aquele clichê que todo mundo tem noção ou já ouviu falar. A matéria é conduzida de forma autoral, ou seja, toda minha opinião será colocada aqui e contada. 

O moleque que lutou para crescer na vida, correria, skatista, suas músicas que motivam a viver uma loucura sabendo que a maior loucura é não viver. Foi um poeta para jovens da época, lembro-me de 2009 ouvindo Charlie Brown Jr, curtindo, apaixonado e revoltado; e só os loucos sabem.

 

 

Grande parte dos adolescentes que andavam de skates o ouviam nos encontros e até cheguei a ir em alguns com os amigos, era então servido o vinho, alguns fumavam cigarros, todo mundo mostrando alguma poesia ou falando besteira e ninguém ligava para nada. Era apenas viver e viver, dane-se o resto. A amizade era bem valorizada e um aperto de irmão tinha que ser dado de forma sincera.

Não é só nos familiares que a saudade traz um vazio profundo, mas também em mim e grande parte dos fãs da banda; e a curiosidade maior foi a morte do Champignon e a então triste fim de uma história inteirinha. Os dois brigavam muito, só que um apoiou o outro quando ambos estavam na pior merda, eles eram grandes amigos, melhores, viveram grandes momentos e suas famílias eram bem próximas — sentiram na pele a dor da saudade, começou com o Chorão, que veio a falecer vítima de uma overdose de cocaína, depois veio o Champignon, que cometeu suicídio — Ele tentou assumir um tempo antes a banda Charlie Brown Jr, foi duramente crítica e causou um alvoroço e sinceramente, na minha opinião, foi uma das causas possíveis para que ele desistisse.

 

“Não busco a perfeição em ninguém, porque não quero que busquem em mim”, Chorão.

 

 

Acho que no fundo ele só queria tirar a dor do peito, poder lembrar um pouco dos tempos bons, o que devia ter passado na cabeça dele? Vocês já sentiram saudade? dor é insuportável, a gente olha pro lado e vê que a pessoa realmente não volta. Porra, Chorão não foi embora sozinho, tinham pessoas que o amavam muito, velho. MUITO! 

Chorão tinha um motorista chamado Kleber Atalla, o mesmo era um grande amigo, e junto como segurança, tinha visto o chorão deitado no chão, já morto. O Kleber passou a fazer vídeos para o Youtube, o famoso MotoVlog, e tem alguns no qual ele chora pilotando e cortando de giro, gritando o nome do chorão, o xingando e perguntando o porquê ele partiu, como eu disse, saudade é um bicho que come teu coração aos poucos. Nesse caso, o xingamento vai mais pela intimidade que eles tinham, a afinidade, a amizade, e então seria mais um desabafo, um grito para aliviar a dor. 

Shows lotados, fãs e com vocabulário amplo, o poeta maluco e marginal, o vagabundo nato e a forma de conduzir a vida, Chorão passou de pessoa para um gênio. Até as músicas causam nostalgias, quer dizer, ele falava para viver a loucura, mas não incentivava drogas ou para assaltar, fazer coisas erradas, entende? Tem palavras que confortam, outras que destroem, e ele tentava motivar o público a sair da tristeza, a olhar mais à frente, e sério, quantas vezes a gente ouviu “Céu azul” ou “Lugar ao Sol”

 

Algumas frases do artista:

 

”O amor é assim, a paz de Deus em sua casa”, ‘

 

‘Eu descobri que azul é a cor da parede da casa de Deus”,

 

”Só o amor constrói pontes indestrutíveis”

 

”O dia passa, horas se estende, as pessoas ao meu redor nunca me entendem” 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

 

RESENHA: Curta “Os Filmes Que Eu Não Fiz” (parte 1)

Este artigo é dividido em três partes. Esta é a primeira, intitulada por seu resenhista Tiago Santos Souza como “EU”,.

LEIA MAIS

Fábio Di Ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. – E acheia-a amarga. E injuriei-a.Armei-me contra a justiça.Fugi. Ó feiticeiras, ó.

LEIA MAIS

Espiritualidade de pai para filho, a mensagem da nova música do israelense Ari Fraser

ARI FRASER, músico israelense, cria uma canção de ninar comovente e profundamente espiritual nesta canção. A letra se desdobra como.

LEIA MAIS

 Artur Rosa: prelúdio para um só artista

Quem há de completar a obra reguei com meu pranto e suor. Henriqueta Lisboa 1. Arthur Rosa (25.06.1984) nasceu em.

LEIA MAIS

Resenha do filme “O Dia em que Dorival Encarou o Guarda”, de 1986 (por Tiago

Olá a todos! Feliz ano novo! Vida longa e prospera! Bom, a primeira obra do ano se chama “O Dia.

LEIA MAIS

“Sertão Oriente”, álbum no qual é possível a música nordestina e japonesa caminharem juntas

A cultura musical brasileira e japonesa se encontram no álbum de estreia da cantora, compositora e arranjadora nipo-brasileira Regina Kinjo,.

LEIA MAIS

O poderoso Chefão, 50 Anos: Uma Obra Prima do Cinema contemporâneo

Uma resenha sobre “O Poderoso Chefão” “Eu vou fazer uma oferta irrecusável” “Um homem que não se dedica a família.

LEIA MAIS

Música de Cazuza e Gilberto Gil também é um filme; você sabia?

“São sete horas da manhã   Vejo o Cristo da janela   O sol já apagou sua luz   E o povo lá.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

CONHEÇA BELZINHA DO ACORDEON

Por Fernanda Lucena – Diretamente da cidade de Buritirama, no interior da Bahia, Belzinha do Acordeon é uma menina de.

LEIA MAIS