21 de setembro de 2026

Cantos xamânicos, frequências de cura, MPB mântrica e tons de pós-noise são os pilares do novo álbum de Teco Martins

(Capa do álbum)

 

Com π Teco Martins, vem a luz o álbum “Logos Solar”, o nono disco da carreira do músico, que por todas as vias, se manifesta de forma pluricultural. Com o projeto pessoal de levar sua arte para as ruas, que já passa de mil apresentações entre parques e praças de todas as regiões do Brasil, esta novidade é afirmada por Teco como “o que mais representa a minha existência e é a mensagem que desejo comunicar à humanidade”.

“’Logos Solar’ tem elementos de todos os projetos pelos quais passei. É uma mistura de muitas influências e que resultou num som original. Tem muita essência e muitas vivências nesse disco que reúne artistas que respeito e admiro demais. Ele é uma síntese da minha jornada musical que já tem quase 20 anos”, explica o artista.

Idealizado desde 2012 e com todas as composições assinadas por Teco com parceiros, “Logos Solar”, pode ser considerado uma viagem sem fronteiras, na qual a música se torna algo relativo e que brilha em várias pegadas, mistérios e metáforas. “É um disco em homenagem a espiritualidade. É resultado da minha caminhada dentro do universo xamânico, que se iniciou quando eu ainda era criança”.

 

MAIS

“Logos Solar” também é mágico por ter passado pelo talento e cuidados de 39 músicos do Brasil e de cidades como Tóquio, Berlim e Londres. Entre eles, está o músico japonês Kohshi Kamata, responsável principalmente, pelas influências do pós-noise japonês.

“Quando eu estava em Berlin gravando o meu disco anterior (“Solar” 2018) fui a uma apresentação do Kohshi e fiquei encantado. Ficamos amigos apesar de o contato ser mais por olhares já que nem eu nem ele falamos muito bem inglês. Gravei uma melodia de voz com letra é o resto foi por conta dele que mandou essa obra prima direto do Japão.  A primeira vez que ouvi não entendi nada [haha], mas quanto mais ouço mais eu curto.”

 

 

CURIOSIDADES

  • O álbum foi pensado, desde o começo do processo, para levar ao ouvinte a harmonização e o autoconhecimento. Para isso, foram incluídas em todas as músicas frequências de cura dos chakras, como pílulas medicinais musicais. Também foi utilizada a afinação em 432hz, num processo ligado à expansão de percepção sensorial.
  • Teco explica o porquê do símbolo antes de seu nome, que foi adotado a partir deste álbum “Meu apelido de criança é Piteco, tem parte da minha família que ainda me chama de Pité. Fazer esse álbum resgatou muito minha conexão com a minha própria ancestralidade e senti a necessidade de colocar o Pi, até pra honrar meu avô que foi quem me apelidou.”

 

UM POUCO SOBRE TECO MARTINS

O encanto pela música começou cedo. Aos cinco anos de idade, Teco teve seus primeiros contatos com a música por meio de seu tio percursionista. Aos dez, o artista aprendeu a tocar violão. Um ano depois, a graciosidade de ter uma banda já fazia parte de sua vida.

Em 2001, Teco fundou a Rancore, com dois amigos de classe, em uma escola localizada na capital paulista. A banda com fortes influências do punk rock, hardcore, punk e outros gêneros, logo se tornou presente nos corações da juventude, com os aclamados álbuns “Liberta” (2008), “Yoga, Stress e Cafeína” (2006) e “Seiva” (2011).

Um terrível incêndio na Casa Moxei – local de moradia, estúdio e casa de shows – levou a destruição de algumas gravações em andamento, assim como instrumentos, computadores e mobílias. Porém, o fogo desenfreado deu vida a banda Sala Especial, formado por músicos moradores da Casa Moxei, com a intenção de enxergar a tragédia com outros olhos.

Em paralelo a esse projeto, Teco vem investindo em sua carreira solo, na qual conquistou maior liberdade para expressar seu som e sua poesia. A ideia vai além: levar arte para as ruas, independente de onde seja. Em menos de uma década, Teco já realizou mais de mil apresentações em praças e parques de todas as regiões do Brasil.

 

 

 

 

 

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