22 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Pedro Farinazzo lança EP com rock de peso, no Brasil e no exterior

(Capa do álbum)

 

As seis faixas do EP “Winterstorm” foram compostas pelo próprio Pedro, que também assina a produção de alguns instrumentos, guitarras, baixo, violão e os vocais.

Com letras em inglês, o trabalho do músico não tem a intenção de ficar só no Brasil. A ideia do músico é alcançar vários lugares, quebrar fronteiras.

Apesar disso, Pedro alerta que pode lançar outros projetos com letras em português, a depender da aceitação do público desse que é o seu primeiro álbum solo.

 

A seguir, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Pedro sobre o EP.

 

 

Você já passou por algumas bandas. O que isso trouxe de bom para este que é o seu primeiro EP em carreira solo?

Minha primeira banda foi formada em 2008, e de lá pra cá ganhei bastante experiência como músico e pude conhecer outros músicos que me ajudaram e me inspiraram bastante. Há coisas deste trabalho que tem influências de outras bandas que conheci em outras cidades que viajei para tocar, e boa parte deste material foi composto quando ainda estava nas minhas antigas bandas, sendo aprimoradas até chegar na versão que se encontram no EP.

 

Você parece se interessar muito em divulgar seu trabalho, assim como este EP, para fora do Brasil, não é? Também há o interesse em impactar o público brasileiro?

Com certeza! Apesar das letras em inglês, que abrangem um publico maior no exterior, boa parte da divulgação do trabalho é voltada também para o Brasil e há chances de no futuro haver letras em português no meu trabalho, caso veja que funciona bem. Há grandes bandas de metal no Brasil como a Project 46, John Wayne e Worst que fazem um material de muita qualidade com letras impactantes em português.

 

Fale um pouco das suas influências presentes em “Winterstorm”.

As influências deste trabalho vêm primordialmente do Prog Metal de bandas como o Dream Theater e Symphony X, e também de coisas mais modernas como o All That Remains, Periphery, e outras bandas desse cenário de Metalcore e Djent. Bandas nacionais de peso como o Maieuttica e Casti’El também foram influências na criação dessas músicas.

 

Todas as faixas do EP são assinadas por você. Como foi este processo? O que você traz nas letras?

As musicas deste EP foram escritas num período que vai de 2009 a 2016, sendo remodeladas varias vezes e passando por diferentes versões. Inicialmente, havia uma lista com 13 musicas, destas, acabei diminuindo pra três, que eram a “Winterstorm”, “Ressurection” e “The Illusion of Freedom”. Posteriormente, decidi colocar as músicas “Overcoming” e “Leave Your Ghosts Behind”, que se dividiu em duas, gerando a introdução “Before the Storm”. Acredito que adicionar essas faixas uma diferença gigante no resultado final do EP.

As letras do EP “Winterstorm” são bem autobiográficas e retratam momentos que vivi, reflexões e conclusões a respeito destes momentos. Mais do que simplesmente entreter pessoas, quero passar uma mensagem positiva para elas, que as ajudem em suas vidas pessoais, no dia a dia, assim como foi comigo.

Quem faz parte da banda que executa as músicas do EP? Qual a importância de cada um deles?

A maior parte do trabalho foi gravada por mim, vocais, guitarra, violão e baixo. O Guilherme Flauzino, produtor do trabalho tocou teclado nas músicas “Winterstorm” e “Overcoming”. Todos os demais instrumentos foram programados virtualmente. Foi um trabalho longo, que eu junto com o Guilherme produzimos arduamente, mas que no final nos agradamos bastante do resultado.

 

Você tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o EP?

Quando eu tive a ideia de fazer este EP, ainda estava nas minhas antigas bandas Perseverance e Rejected, que encerraram as atividades durante o processo de criação do “Winterstorm”. A ideia original do EP com poucas faixas era simplesmente ter algo para mostrar essas musicas que eu não queria que se perdessem. Mas com o tempo acabou se tornando um projeto serio e meu projeto principal, do qual me orgulho bastante. Por uma serie de fatores que incluem problemas de saúde, problemas com equipamentos, dentre outros, levamos bastante tempo pra conseguir concluir o trabalho, mas no final das contas, valeu a pena cada segundo gasto.

 

Fique à vontade para falar algo que eu não perguntei e que você gostaria de ter dito.

Vivemos num momento em que as pessoas se tornaram extremistas, incapazes de ouvir umas as outras e gostam de ditar regras e menosprezar as lutas alheias. Que possamos todos ser mais abertos a entender as pessoas antes de julgar. Que a musica sirva para nos unir, e não para nos dividir, e que haja sempre respeito e empatia ao próximo. Se você estiver passando por um momento difícil, que as letras neste trabalho possam te ajudar a refletir e encontrar seu caminho.

 

 

 

 

 

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

Celebrações pelo mundo: eventos culturais que transformam qualquer viagem

Viajar é mais do que conhecer paisagens ou tirar fotos em pontos turísticos. É também mergulhar de cabeça na alma.

LEIA MAIS

Vá e Veja ou Mate Hitler

Falas do filme: Homem #1: “Você é um otimista desesperado.” Homem #2: “Ele deveria ser curado disso.” Eu particularmente considero.

LEIA MAIS

CONTO: O Desengano do Rock Star Paulistano (Gil Silva Freires)

Tinha uma guitarra elétrica, canções e sonhos na cabeça. A paixão de Alécio pelo rock and roll era coisa herdada.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição23

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Kelline Lima: linhas sinuosas e orgânicas como arquétipos do feminino

O  coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate. Provérbios, 15:13 1. Kelline Lima.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Conversa Ribeira e seu Brasil profundo

Três artistas de cidades interioranas, Andrea dos Guimarães (voz), Daniel Muller (piano e acordeão) e João Paulo Amaral (viola caipira.

LEIA MAIS

Rosana Puccia dá voz a mais dois temas atípicos no mercado musical brasileiro

Em atividade discográfica desde 2016 quando apresentou o álbum “Cadê”, Rosana Puccia é, de verdade, uma colecionadora de canções atípicas,.

LEIA MAIS

A resistência do povo negro nas mãos do escritor Samuel da Costa

A nossa literatura brasileira vem de uma hierarquia branca, desde escritores renomados a diplomatas e nesse meio poucos escritores negros.

LEIA MAIS

Dos livros às telas de cinema

Não é de hoje que muitas histórias de livros despertam desejos cinematográficos, algumas dessas histórias ao pararem nos cinemas até.

LEIA MAIS