22 de setembro de 2026

“Até palavras ao vento têm destino!” – Colunista Gerlândia Paiva

Por Gerlândia Paiva (20/02/2026) Meu dia contou com um convite “audacioso” de quem despretensiosamente (ou não rsrs) usa o dom da palavra para alcançar lugares nunca antes desbravados. E do outro lado desta tela fria de celular, o aceite ressoou como prova viva de que minhas palavras não voaram em vão, elas encontraram um porto.

No exato momento em que eu li o seguinte comando: “Vamos colocar pra frente essa coluna, com certeza…. Pode me enviar um primeiro texto?”…alguns poucos segundos de um sorrisinho malandro tomaram conta de minha expressão, e quase automaticamente pensei “caramba! as palavras ao vento também têm seu destino certo!”.

E nada mais coerente pra marcarmos o início dessa coluna do que eu trazer esse sentimento de ter encontrado um destino para minhas palavras perdidas ao vento…

E qual música, Ger? Qual música explodiu em seu coração? Aliás aqui nasce um espaço onde a música transforma a revista em uma trilha sonora da vida como ela é!

Sim, caro leitor….”Palavras apenas, palavras pequenas, palavras ao vento”. “Palavras ao Vento”, escrita por Moraes Moreira e imortalizada pela voz marcante, ao mesmo tempo, malandramente vulnerável de Cássia Eller, fala sobre a entrega e a efemeridade das palavras.

É hora de dar o play aí, caro leitor!

No cotidiano, muitas vezes temos medo de falar, achando que o que temos a dizer é pequeno ou sem importância.Existe uma diferença entre falar para preencher o silêncio e falar com intencionalidade. Essa diferença é como a bússola a guiar o vento. Ela vai direcionar as suas palavras pra o lugar de direito delas.

“Ando por aí querendo te encontrar Em cada esquina, paro em cada olhar Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar”…A interpretação firme de Cássia sugere uma busca por conexão. Confesso que tenho vivido muitas alegrias nos últimos tempos, ao tansformar a “palavra” em algo que conecta e gera identificação com minhas composições musicais. De fato, as palavras respiram em mim.

Na vida real, especialmente no mundo frenético que bem conhecemos, influenciar alguém é conseguir que a sua “palavra ao vento” pare e faça sentido no ouvido do outro. E foi isso que aconteceu comigo hoje e que acontece com as músicas.

Por esse motivo as minhas palavras estão chegando a você (que chegou até aqui aguçado pela curiosidade, de certo!). Certamente Cássia não pensou um dia, enquanto gravava os versos de Moraes Moreira, que suas ‘palavras ao vento’ iriam pousar exatamente na minha tela em uma madrugada de sexta-feira, misturadas a uma caneca de mingau quentinho. Ela talvez não imaginasse que aqueles versos seriam a minha dose de validação emocional, ou a chave para abrir a porta por onde passarão milhares delas: palavras, palavras e mais palavras ao som da melodia da vida como ela é…

“Minha dádiva…quero poder jurar que essa paixão jamais será…palavras, apenas…palavras pequenas…palavras momento”.

Ahhhhh! Passou tão rápido!

“Alexa! Adicione a música Palavras ao Vento de Cássia Eller na minha Playlist da vida como ela é!”

Palavras ao vento também têm seu destino!

Quais serão suas próximas palavras?

Pense! Coloque intenção…e então deixe o vento levar. O destino certo irá de encontrar. Despretensiosamente, rsrs

Toda música trabalhada nesta coluna está disponível em uma playlist no Spotify

Sobre “Playlists da Vida Como Ela É”

​A Playlist da Vida Como Ela É é uma coluna de crônica musical que deixa de lado a teoria técnica para focar na música como trilha sonora do cotidiano. O espaço explora o encontro entre o fone de ouvido e a vida real, transformando cenas do “corre” diário — como o trânsito, o café frio ou uma nova porta que se abre — em curadorias emocionais. O objetivo é criar conexão e identificação imediata, mostrando como a sonoridade certa humaniza a rotina e altera nossa percepção do mundo, servindo como uma ferramenta de sobrevivência e poesia para quem vive a vida exatamente como ela é.

Sobre a autora da coluna

Ger Paiva é cantora, compositora e escritora, movida pela missão de conectar pessoas através
da arte. Gestora com sólida experiência no setor industrial e empresária, ela transita entre o
rigor dos negócios e a sensibilidade dos palcos, transformando o cotidiano em crônica e
melodia. Hoje, atua unindo sua visão estratégica à escrita criativa para explorar as trilhas
sonoras da vida real em sua coluna na Revista Arte Brasileira.

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