14 de junho de 2026

Aydê e seu álbum de estreia: um grito nordestino!

Aydê nasceu no Ceará. Teve várias vivências marcantes ao longo de sua vida, cultivou bons pensamentos e, como toda boa nordestina, acumulou paixões irreversíveis por sua terra natal. São essas três características que dão vida à “Raízes”, álbum de estreia da cantora e compositora, que já há alguns anos vive na capital paulista.

O álbum de nove faixas, sendo quatro inéditas e um remix, é musicalmente também uma homenagem florida ao Nordeste e suas características, uma vez que Aydê faz da sua Nova MPB um ritmo que se cruza aos clássicos da música brasileira, em especial, da nordestina, como baião, xote e forró. Nesta panela de brasilidades, ainda há espaço para pitadas da música pop, colorindo em certas medidas a sonoridade das faixas.

O disco é autoral. Em cinco faixas, Aydê é a autora única, o que coloca, em grau elevado, a poesia do álbum como algo particular de sua essência de vida. Em entrevista, Aydê diz que o fato de vir do Ceará torna esta cultura intrínseca à sua personalidade artística e humana. Assim, transmite essa máxima por meio do visual, sotaques e outras formas de expressões. O álbum “Raízes” é, portanto, a expressão sincera de uma artista que sentiu a necessidade de dizer ao mundo quem é.

Desta forma, também se entende que as vivências de Aydê resultaram num álbum múltiplo, aberto para vários diálogos. “Na minha infância morei no sítio da minha avó, então tenho boas lembranças e gosto de falar da natureza, o álbum também aborda assuntos do cotidiano e propõe um convite à reflexão sobre o despertar de consciência, sobre o amor, os laços afetivos, o autoconhecimento, a força interior, a importância do cuidado com a saúde mental e busco inspirar as pessoas através de minha história e dificuldades que enfrentei durante minha trajetória.”, diz ela.

Os processos de produção e gravação do disco se iniciaram em 2020, pelas mãos abençoadas de Ricardo Cunho e remix de André Polito, no caso da faixa “Sou Nordeste Remix”. Agora, “Raízes” é público, estando disponível em todas as plataformas de streaming.

Faixa a faixa

1) Raízes

“Raízes” é inspirada nas origens da cantora e compositora cearense Aydê. A letra revela o orgulho da artista em relação à sua jornada de vida, incluindo sua ancestralidade, celebra a força feminina, a resistência e a evolução pessoal. A canção surgiu após uma sessão de constelação familiar, e as revelações resultaram na apreciação de seu passado de forma carinhosa e sem julgamentos. Musicalmente, Aydê exalta nesta faixa da sonoridade nordestina. A música é baseada no ritmo ijexá, com referências do axé music e percussão da música afro-brasileira, pelas mãos do percussionista Igor Bologna. “Raízes”, produzida por Ricardo Cunha, é a faixa que nomeia o álbum de estreia de Aydê. Não à toa, é a que resume o conceito musical e poético do disco de nove faixas autorais e quatro inéditas. 

Composição: Aydê

Produção Musical: Ricardo Cunha

Percussão: Igor Bologna

2) Beija-flor

Beija-flor, o personagem da música, é uma amiga dos dois compositores da faixa, Aydê e Naná Freitas. Na época da composição, esta amiga vivia um momento difícil. Portanto, é uma música motivacional, que aconselha a “ficar triste não” e “tem mais pra se ver que o que bate em teu coração”, como diz alguns versos. Por meio deste fato real, “Beija-flor” é para todos. Esta mensagem motivacional, que valoriza as belezas da vida, se apresenta com o ritmo baião, com inspiração nas cirandas e na música nordestina. 

Composição: Aydê e Naná Freitas 

Produção Musical: Ricardo Cunha

Teclas: Edmix

3) Sou Nordeste

Cearense ardente, Aydê e seu parceiro de composição, Jorge Mart, homenageiam o Nordeste brasileiro nesta faixa. A letra referencia várias características e personalidades do Nordeste, com muita alegria e orgulho da terra natal. É também um protesto contra a xenofobia, posição implícita no trecho cantado e explícita no pequeno poema declamado próximo ao final da canção. Musicalmente, Aydê mescla a contemporaneidade da Nova MPB e da música pop aos ritmos do cancioneiro nordestino, seguindo e fortalecendo, assim, a linha ideológica do álbum. 

Composição: Jorge Mart e Aydê

Produção musical: Ricardo Cunha 

Sanfona: Nilton Pica-Pau

Videomaker: Mazzei Due Filmes 

Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=wJkERXZ9rFM

4) Dragão do Mar

A faixa é um xote romântico com identidade sonora contemporânea, do tipo que dá vontade de “dançar agarradinho”, como diz a própria artista. De energia good vibes, “Dragão do Mar” é muito além de uma canção de amor. Inspirada nas praias de Fortaleza, é também uma homenagem nítida ao Nordeste, isso porque a letra reverencia o Centro Cultural Dragão do Mar de Arte, localizado na praia de Iracema, em Fortaleza, capital cearense. O próprio título da faixa já é uma homenagem por si só.

Composição: Aydê 

Produção musical: Ricardo Cunha 

Sanfona: Cicinho Silva

5) Oh Meu Bem

Também good vibes e romântica, a faixa tem o luar e a paixão como fundamentais inspirações. “Oh Meu Bem” combina Nova MPB, brasilidades, reggae e atmosfera praiana. A faixa é, portanto, uma boa dose para noites enluaradas, pôr do sol na praia, viagens, e tantos outros momentos de relaxamento e contemplação. “Oh Meu Bem” tem composição assinada por Aydê e Samir Farias. 

Composição: Aydê e Samir Farias

Produção musical: Ricardo Cunha 

Videomaker: Mazzei Due Filmes

Teclado: Edmix

Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=QKJx02p0aAc

6) Que bom é

Com arranjo simples, esta faixa composta por Aydê tem energia alegre e mensagem de otimismo em frente à vida. A letra é libertária, venerando o autoconhecimento, a leveza, a natureza, a felicidade dos pequenos momentos e a conexão interna. O arranjo foi inspirado na ideia de luau.

Composição: Aydê 

Produção musical: Ricardo Cunha

7) Santuário

Escrita em 2017, a canção a respeito da definição figurada da palavra “santuário”, que significa o profundo íntimo do ser humano, onde também se guarda as lembranças, vivências e sonhos. No período em que ocorreu a composição, um processo existencial de reflexões e questionamentos, Aydê entrou em processo de renovação e autoconhecimento, na transição entre o velho e novo, encontrando assim sua verdadeira essência. É essa “Nova Aydê” que a música descreve. Já musicalmente, a faixa é definida por Aydê como uma referência a Nova MPB e pop leve.

Composição: Aydê 

Produção musical: Ricardo Cunha 

Percussão: Igor Bologna

8) Tenta de Novo

Existencial, a faixa, um pop leve combinado com a Nova MPB, é um convite à reflexão humana, suas dores e caminhos. A ideia da letra é de empoderamento, ao mostrar que é possível, mesmo que entre tentativas, erros e acertos, viver uma vida com mais leveza e felicidade. A mensagem também diz que não é preciso negar o erro, ter medo dele. “O erro é algo intrínseco ao ser humano e na vida estamos suscetíveis a fracassos temporários, porém a diferença está em acreditar em si mesmo e tentar quantas vezes for necessário”, explica Aydê. Lançada como single e clipe em 2021, foi a primeira do álbum a ser revelada.

Composição: Aydê 

Produção musical: Ricardo Cunha 

Videomaker: Mazzei Due Filmes 

Clipe: https://www.youtube.com/watch?v=ohu0-Cln04k

9) Sou Nordeste Remix

Esta faixa é uma opção remix da faixa 3, “Sou Nordeste”, dando para ela uma roupagem mais moderna. O remix é uma parceria de Aydê com o artista Kmalião e tem produção musical de André Polito.

Composição: Jorge Mart e Aydê

Produção musical ( Remix): André Polito

Visualizer: https://www.youtube.com/watch?v=8skI2ic956A

Observação geral:

Edmix masterizou todas as faixas exceto “Sou Nordeste Remix”.

Sobre Aydê

Aydê é cantora e compositora cearense, além de produtora cultural pelo Senac Lapa Scipião/SP e bacharel em Canto Popular pela Faculdade FMU/FIAM-FAAM. Em carreira solo desde 2018, tem onze lançamentos disponíveis nas plataformas, incluindo o álbum “Raízes” (2023), e clipes de algumas canções no Youtube.

Radicada em São Paulo, Aydê já passou por diversos e relevantes palcos brasileiros e programas de entrevistas. O engajamento da artista com seu público a fez ser indicada em 2020 e 2022 ao Prêmio Profissionais da Música (PPM), sendo finalista em três categorias. 

Sua sonoridade é característica, uma vez que se baseia na mescla entre a Nova MPB e ritmos tradicionais do cancioneiro popular brasileiro, em especial, do Nordeste, como o xote, reggae, baião, cantigas de roda, e outros. Em algumas canções, essa sonoridade também carrega a força da música afro-brasileira. Quanto às letras de suas canções, Aydê se inspira em suas origens cearenses, exaltando suas lembranças e vivências. Porém, mais do que isso, as letras de Aydê são diversificadas, relatando as situações do cotidiano, com mensagens de reflexão e positividade. 

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Foto da capa da matéria: Capa do álbum “Raízes” – Crédito Vagner Brandão.

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