7 de junho de 2026

Playlist “Além da BR” #177 – Sons do mundo que chegam até nós

Além da BR

Somos uma revista de arte nacional, sim! No entanto, em respeito à inúmeras e valiosas sugestões que recebemos de artistas de diversas partes do mundo, criamos uma playlist chamada “Além da BR”.

Como uma forma de estende-la, nasceu essa publicação no site, que agora chega a sua 177ª edição. Neste espaço, iremos abordar alguns dos lançamentos mais interessantes da playlist.

Maite Iriarte – “Sola Con(Mi)Tigo” – (Espanha) –[MINI ENTREVISTA]

Como você definiria esta música de uma maneira geral? Nunca segui um estilo específico, quando crio uma letra com melodia, geralmente o estilo da música já vem incluído, certamente influenciado por toda a música que me acompanha. Neste caso parece que saiu uma música do tipo jazz dos anos 1920, aquele piano de Scott Joplin.

Qual sua mensagem ao mundo? Sou psicóloga e também cantora e conto histórias pessoais que procuro ajudar outras pessoas a passarem por suas dores, neste caso estou falando de um rompimento que terminou em fantasma, foi muito difícil para mim aceitar e em no final eu dei uma reviravolta, tornando esse um tema engraçado com o qual as pessoas se divertem muito. Pessoas AO VIVO me ajudam, fazemos uma espécie de catarse e gritam “covarde! você não sabe o que está perdendo! é muito engraçado

– Como e por que esta música surgiu? Como disse antes, tudo que canto são experiências pessoais, reflexões sobre a vida que me ajudam a enfrentar tudo, aos poucos fui descobrindo que ajudam outras pessoas e isso me dá combustível para continuar quando o carro para, o que acredite. parar; O mundo da música é difícil e você tem que trabalhar muito, às vezes até não ver os resultados que gostaria.

O que esta música diz sobre a música e a cultura espanhola? Eu não saberia responder essa pergunta, desde pequeno sou influenciado pela música e pela cultura de onde moro, obviamente, mas tenho muita influência do jazz, da música latina (boleros, mexicana… ) e também muita Bossa Nova. Eu amo Jobim. No final todas as culturas se misturaram, somos crioulos e ecléticos.

Há alguma curiosidade sobre este lançamento que você queira destacar? Esta é a primeira música daquele que será meu segundo EP, de 12 de julho a 6 de setembro serão lançadas todas as músicas de “Sentiente. Segundo Acto”. Continuo gravando músicas para aquele que será meu primeiro álbum físico no futuro.

Respostas Maite Iriarte

Between Cities – “Hide & Seek” – (Holanda) – [MINI ENTREVISTA]

Que música é essa, em especial? “Hide & Seek” explora o tema de esconder emoções e o confronto inevitável com esses sentimentos. A letra reflete a luta de tentar escapar de suas emoções, apenas para descobrir que elas continuam a persegui-lo.

O que essa música diz ao mundo? Espero que as pessoas que passam por isso saibam que é algo normal de se fazer e que elas não estão sozinhas. Certamente não é sempre útil, mas se conscientizar é um passo na direção certa:)

O que representa a capa do single? A capa da música é basicamente uma Íris gigante (parte do meio do olho) em uma paleta de cores com tema espacial que é consistente para o nosso primeiro EP. Ela representa o sentimento de que não importa o quanto você tente esconder seus sentimentos… eles sempre vão te encontrar.

Respostas Between Cities

Watermelon Boy – “Gbona” – (Austrália) – [MINI ENTREVISTA]

Como você definiria essa música de uma forma geral? “Gbona” ​​é a segunda colaboração entre Watermelon Boy e Green Baker.
 É uma faixa suave e romântica de afrobeats com baixo moderno e percussão rápida.

Qual é a sua mensagem para o mundo?  Gostaríamos de lembrar a todos que a colaboração é a chave para fazer boa música e muitas coisas boas podem ser feitas reunindo uma variedade de influências.
 
Como e por que surgiu essa música? Inicialmente, nos conhecemos em um site de colaboração chamado Soundbetter e então, quando eu estava visitando Gana em 2019, Green Baker viajou da Nigéria para me encontrar e sair. Nós colaboramos em uma faixa chamada “Kibaye” em 2020 e foi uma das melhores faixas que já lancei, então eu estava muito ansioso para trabalhar com Green Baker novamente.

Como foi gravada a música entre artistas da Austrália e da Nigéria? Green Baker e eu somos bons em colaborar agora, pois é algo que fazíamos antes de  eu enviar a ele a ideia da batida e ele me retornou com um vocal muito legal para ela. Continuamos a polir por e-mail até que a versão final estivesse pronta.

Respostas Watermelon Boy

Alma Rei – “You Hear My Cry” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

Em resumo, o que é esta música? A música “You Hear My Cry” é uma canção de adoração única. Ela é destinada a todo seguidor de Jesus que chora, busca descanso e atravessa uma temporada de anseio. “You Hear My Cry” está repleta de perguntas, mas também traz a declaração de que Deus ainda ouve nossos clamores, e talvez isso seja suficiente.

O que esta música diz ao mundo? Esta música transmite a mensagem de que, mesmo em meio ao sofrimento e à dor, podemos confiar que Deus ouve nossos clamores. É um convite para confiar em Deus, apesar da falta de explicações claras para nosso sofrimento.

Como e por que a música surgiu? A música surgiu da reflexão sobre o sofrimento e a falta de respostas que muitas vezes enfrentamos. Inspirada na história de Jó e em várias experiências pessoais, “You Hear My Cry” aborda o tema bíblico de confiar em Deus em meio à dor inexplicável. Ela nasceu como uma expressão da nossa própria jornada de fé e da necessidade de encontrar descanso em Deus.

O que esta música traz da música cristã? “You Hear My Cry” traz elementos da música cristã ao abordar temas como a confiança em Deus, a busca por Sua presença e a honestidade diante do sofrimento. A música se conecta com a tradição cristã de expressar fé e esperança através da adoração, mesmo em tempos difíceis.

Há alguma curiosidade que você queira destacar? Uma curiosidade interessante é que a banda Alma Rei mistura influências brasileiras e indie em sua música, criando um som único e cativante. Além disso, “You Hear My Cry” é parte do nosso álbum de estreia “Back to the Garden”, que será lançado ainda este ano e promete levar os ouvintes a uma jornada de fé e renovação espiritual.

Respostas Alma Rei

Slow Code – “Ships in the Daylight” – (Estados Unidos) – [MINI ENTREVISTA]

Como você definiria essa música em geral? Ships in the Daylight é sobre a ideia de que somos todos impotentes para controlar nossos relacionamentos e a direção que eles tomam. Às vezes parece que estamos apenas viajando no oceano e a corrente pode nos mover de muitas maneiras ao longo de nossas vidas – ela pode nos unir, nos mover na mesma direção ou pode nos levar em direções diferentes e nos separar. A ideia é que também vejamos isso acontecendo, mas às vezes não há nada que possamos fazer para controlá-lo, e só temos que escolher aguentar ou não.

Qual é a sua mensagem para o mundo? Acho que a mensagem da maioria das minhas músicas é que as pessoas sentem essas coisas, e às vezes elas têm nuances, são complexas e talvez até o oposto da lógica, mas eu adoraria que as pessoas, ou até mesmo apenas uma outra pessoa, talvez pudesse compartilhar esses sentimentos através da música.

Como e por que essa música surgiu? É uma questão pessoal de experiência real que eu meio que precisava divulgar. Não é verdade que escrever música é sempre uma terapia, mas às vezes sim, é mesmo.

Há alguma curiosidade sobre esse lançamento que você gostaria de destacar? Acho que esta é provavelmente a minha faixa mais vulnerável até agora. É difícil para mim ouvi-lo novamente porque está bastante exposto, mas espero que as pessoas possam encontrar alguma conexão com suas próprias experiências nele, e talvez isso possa ajudar de alguma forma.

Respostas Slow Code

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