12 de dezembro de 2025

O interior da Bahia iluminando o Pelourinho.

Essência, o Show de Calu Manhães. SESC Pelourinho, em 17 de julho de 2025.

Agô à egrégora que construiu a estrutura desse dia e que alicerçou as luzes que conectaram Aiyê e Orun para a grande manifestação de mais um traçado na espiral da missão de Calu ao cantar na Terra. Em 17 de julho de 2025, no Teatro do SESC Pelourinho, em Salvador, Bahia, vidas foram iluminadas e, a partir dos registros, esse canal cósmico foi eternizado, para que vidas continuem sendo impactadas pela luz no período subsequente. 

Um show da cor do chão da Chapada Diamantina, tão Bahia. Com a vibração do Vale do Capão interceptando em entrelace as ondas sonoras de Igatu. Esse show é a Chapada da chapadeira, Calu Manhães.

Com rigor técnico do padrão Escola de Música da UFBA de qualidade sonora. Um grande encontro de profissionais da EMUS UFBA, ocupando o Pelô com presença plena e esse gostinho do interior da Bahia, da floresta em pé e da nascente viva de nossos rios. Rios que já matam a sede bem antes de chegarem no mar.

“Chame seu eu para fazer as pazes”. O show de uma aprendiz de parteira tem o que de mensagem? Paz! Encontro com a própria verdade. Exercício do propósito existencial e toda a maré de emoções lindas que o despertar revela no constante apesar dos desafios.

A nova geração de Marias Bethânias, com suas cabeleiras voando livres nos teatros da Bahia, cantando o sentimento do povo, a preservação da Natureza e o bem viver. Expurgando todo mal com tanta luz.

Interpretação profunda de atriz. Isabel, do Outono de Lázaro Ramos, ocupando palcos para que a arte do interior do Brasil Profundo tenha direito à moradia e dignidade. Salve o Circo do Capão. Quem é, sabe. E quem é honra a honra de ser. Uma reverência às raízes da sua formação artística, Calu descendo da lira.

Alguém que desce cantando do céu. Ela. Veio cantar na Terra por um ato de generosidade de Deus pai, muito pai. Um óvulo da Terra Mãe, muito mãe. Um presente para a humanidade essa fecundação divina encarnatória. Seria egoísta da parte dela não cantar. Veio aqui nos trazer isso, então, por amor, se revele.

Abra esse baú e nos entregue essa energia banhada pelos rios vermelhos da Chapada Diamantina. Esse amor divino e sublime que tu és, com o preparo das tradições do interior e o refinamento sonoro da melhor escola de música do Brasil (para mim, com base em vozes do meu coração).

Esse show é uma voz da água doce. Um espetáculo do Mar, da Terra, da Mata, para rodar em todo lugar. Movido pela força da Natureza, que é preciosa e verdadeira, mandando paz pro cantar de Calu cumprir a mais revolucionária de todas as funções humanas: semear a paz.

Por Fernanda Lucena

Crédito da foto: Roberta Mutti

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