11 de setembro de 2026

“É mais um projeto que uma exposição”, diz artista plástico que participa de intervenção artística no RJ, a partir do próximo dia 26

(Foto de Miguel Sá)

 

A partir do dia 26 de novembro, quem estiver caminhando pela Rua Dois De Dezembro, no Flamengo, terá uma surpresa. Pela primeira vez, quatro grandes janelas da tradicional instituição cultural serão transformadas em obra de arte. A convite do curador Alberto Saraiva, o artista carioca Antonio Tebyriçá criará novas paisagens para serem vistas de fora para dentro do espaço do Oi Futuro.

A intervenção “Janelas Internas” promoverá um diálogo com pedestres e espectadores. O jovem e promissor artista, de 27 anos, aplicará pinturas abstratas com vinil de plotter em quatro janelas, três de 2 por 4 metros de altura, e uma menor de 2 metros por 2 de altura. “É mais um projeto que uma exposição. O suporte (janelas), imagens contrastantes e elementos arquétipos que utilizo na minha pintura atual foram o que me guiaram”, explica Tebyriçá.

Formado em designer pela PUC-Rio, Antonio Tebyriça decidiu viver profissionalmente de arte há cinco anos. Meus pais são artistas plásticos e cresci indo a exposições e museus. Demorei para perceber que era artista, mas talvez tenha sido um caminho óbvio”, analisa.

Fã de pintores impressionistas alemães e de brasileiros, como Rafael Alonso, Gabriel Secchin e Antônio Dias, o artista imprime uma linguagem de rua à sua obra, fruto de suas andanças de skate pelas pistas da Zona Sul carioca. Em sua narrativa, pedaços de madeira, objetos deixados em entulhos e outros suportes ganham novas roupagens e significados. Para ele, que se locomove sempre de skate, deslizar por entre as ruas, interagindo com os obstáculos do caminho, é a melhor metáfora para seu processo de arte.

Colecionador de selos, peças usadas de xadrez, cartas antigas e zines, Antonio aplicará nos vitrais da Oi Futuro uma base de cores saturadas onde os arquétipos, sejam dois  sois, uma mula sem cabeça ou um hieróglifo a decifrar, surgirão de maneira inesperada. “Será um diálogo interessante, pois as janelas, através das quais se vê a paisagem de dentro para fora, terão sua função invertida, onde o espectador verá a paisagem de fora para dentro. Gosto destes contrastes contextuais abruptos, pois as grandes coisas em nossas vidas são imprevisíveis e no atual momento (político) que estamos, só nos resta contar com o inesperado”, observa.

Formado em diversos cursos de artes visuais no Parque Lage, o artista já realizou individuais e coletivas em lugares como: Galeria Pequena da Candido Mendes (“Antonio Tebyriçá: Ocupação”, 2017); Espaço Cultural Olho da Rua (edital “Entre Obras”, 2016); EAV Parque Lage (performance “Desculpa o Transtorno”, com Paula Blower); Euroart (“Coletivo Paralelo”, 2017).

“Acompanho e sou fã da atual cena de arte contemporânea brasileira. Acho muito importante o modo como os artistas vêm criando discursos para questões que merecem respeito e debate, como feminismo, homofobia, racismo etc”, opina.

 

Serviço

Exposição “Janelas Internas”

Abertura: 26 de novembro, 19h

Local: Oi Futuro Flamengo

Período: 26 de novembro 2018 a 22 de fevereiro 2019

Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo

Telefone: 3131-3060

Entrada franca | Classificação etária: Livre

 

(Texto da assessoria de imprensa)

 

 

 

 

 

Newsletter

Fábio Di Ojuara: umas tantas facetas de uma obra multiforme

Uma noite, sentei a Beleza nos meus joelhos. – E acheia-a amarga. E injuriei-a.Armei-me contra a justiça.Fugi. Ó feiticeiras, ó.

LEIA MAIS

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

O que acha de ser homem como sua avó foi? É o que sugerira composição

“Seja Homem Como sua Avó Foi (por Myriam)” é uma composição que foge de tudo que é comum. Se trata.

LEIA MAIS

CONTO: O Medo do Mar e O Risco de Se Banhar (Gil Silva Freires)

Adalberto morria de medo do mar, ou melhor, mantinha-se distante do mar exatamente pra não morrer. Se há quem não.

LEIA MAIS

Djalma Paixão: de quando a arte busca sua marca e seu número

Os domínios da luz, onde as potênciasse integram no equilíbrio de uma formaos domínios da luz, parque tranquilosobrevoado de aspiração.

LEIA MAIS

Vida em letras:  A jornada literária de Clarisse da Costa

O começo de tudo Na infância eu rabiscava mundos através de desenhos. Quando aprendi a desenhar palavras comecei a construir.

LEIA MAIS

O lado cineasta de Oswaldo Montenegro

  O lado musical e poético de Oswaldo Montenegro é reconhecido Brasil afora, mas o lado cineasta do artista é.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição21

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Goreth Caldas: um sistema de metáforas (das tantas esperas)

Entre os escaravelhos e o arbustodo peito frágil existemsegredos buscando alívioatravés de sussurros. Henriqueta Lisboa 1. Goreth Caldas (Caicó, 1958), embora.

LEIA MAIS