18 de agosto de 2026

A importância das Batalhas de Mc’S (Rima) para os jovens da Bahia.

Diante a violência do estado da Bahia, e a evolução, a criminalidade. Existe a salvação para mudança de vida e até sucesso na carreira; As Batalhas de Mc’S, ou seja, de rimas, faz parte da cultura baiana, mesmo sofrendo inúmeras discriminações por parte da própria sociedade. 

Alguns adultos dentro da sociedade acreditam que nas batalhas há distribuição de drogas, álcool e muito mais. Porém, mal sabem eles o pecado que cometem após comentar um absurdo desses… Eu sou a prova viva que a discriminação é gigantesca, quando fui pedir autorização a um líder comunitário de um bairro, a fim de colocar a roda cultural no fim de linha: ”Vocês fazem parte daquele grupo de beber, fumar e usar drogas e ouvir música é?” Desde então sinto a necessidade do cenário ser descrito de maneira correta por quem o vivencia.  

O QUE REALMENTE ACONTECE NAS RODAS

Dependendo muito de qual batalha seja, praticamente, quem vai assistir realmente admira o Rap, faz silêncio e apesar de não ser raro ouvir conversas fiadas na hora que há dois Mc’S batalhando, sempre terá alguém para alertar do barulho. As resenhas pós batalhas são as melhores, sendo assim, a facilidade para criar amizade torna o clima mais favorável e de paz. E as amizades feitas nas batalhas são de fechamento, ainda mais quando se trata de Mc, pois, o(a) mesmo(a) procura te incentivar para que você possa começar também e não desistir disto. 

Quando a plateia colabora e é grande, apenas espere uma energia inexplicável. A sensação é aquela de estar em um show de músicas eletrônicas e toca uma música que arrepia até a alma. A gritaria da plateia após um ataque ou fatality é surreal. Além da empolgação dos Mc’S batalhando. Depende muito da energia da plateia e do entendimento, pois, quando há um rima bem construída e elaborada, quem a fez será reconhecido após a  batalha e durante ela, sendo abraçado, ganhando título popular, ou seja, um apelido. 

Todos que batalham teve alguma dificuldade na vida ou tem, passam por situações ruins e quase desistiram do Rap ou estão quase desistindo. Alguns querem fazer músicas e lançam na esperança de aos poucos chegar ao auge, ou pelo menos ter um reconhecimento para sair da Bahia e cantar em outros lugares ou batalhar. O termo Hype é utilizado para quem está fazendo sucesso no momento, e na Bahia, principalmente em Salvador, a notícia de quem está fazendo sucesso nas batalhas principais sempre circula de ouvido a ouvido ou então pelas redes sociais. 

A FAMÍLIA DO RAP

O lema é união, independente do estado, batalha ou bairro, chegou para batalhar será respeitado. Caso ganhe será parabenizado! O lance é o respeito, mesmo diante as rivalidades históricas de bairros, temos que visar o Rap em primeiro lugar, como prioridade. E é bom fazer amigos, colocar ideias para melhoria das rodas e até arrecadar dinheiro neste intuito. Quem discrimina, comete racismo perde completamente a visão positiva da plateia, jurados e Mc’s.  

O objetivo das rodas culturais (Batalhas de Rimas/Mc’s) é basicamente construir um propósito aos jovens, trazer esperança, dar a mão para levantar. Desistência por desânimo ou por gaguejar é comum demais, mas decidir seguir em frente sem temer, buscando melhoras para almejar ser bom nessa arte, isto sim é admirável. Quem começa hoje, todos abraçam e apoiam, dando motivação.

A FINALIDADE!

A atenção do Rap no cenário atual mudou o conceito das famílias tradicionais brasileiras. Mesmo que ainda haja discriminação pelo gênero musical. Ao ver filhos, amigos, sobrinhos ou parentes em si, fazendo sucesso e conquistando reconhecimento. Logo o apoio surge e abrem mão dessa visão negativa. As rodas culturais ajudaram muitos jovens, até hoje ajudam, e por estarem paradas por conta do coronavírus, os estúdios se tornaram lar para meio mundo de Mc’S. Independente do bairro, cidade ou estado, as batalhas serão sempre bem vistas pelos jovens. E deveriam ser mais faladas pelas redes de televisões, jornais, rádios e muito mais. Salve à todas as batalhas do Brasil! 

Lupa na Canção #edição23

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

“A Grande Família” e o poder da comédia do cotidiano

A série “A Grande Família” é exemplo de um gênero do humor que funciona como um espelho capaz de revelar.

LEIA MAIS

O cemitério velho da cidade de Patu

  Seguindo na Rua Capitão José Severino até o seu final, antes de adentrar pela Praça Padre Henrique Spitz, observa-se,.

LEIA MAIS

A luta da mulher e a importância de obras que contribui nessa jornada

Não tem uma receita básica, não nascemos prontas. Aprendemos com a vida. Diariamente temos que lutar para se afirmar. Porque.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: A história do samba por meio dos seus subgêneros (com Luís Filipe de

Em 2022, o violonista, arranjador, produtor, pesquisador e escritor Luís Filipe de Lima lançou o livro “Para Ouvir o Samba:.

LEIA MAIS

Se eu gritar, ninguém vai me ouvir – lançando música em 2024

A Revista Arte Brasileira me convidou para compartilhar a experiência de lançar meu primeiro álbum, o independente “Falha Luz”, que.

LEIA MAIS

Sonoridades dos continentes se encontram em “Saudoso Amarais”, disco do artista campinense Leandro Serizo

O projeto solo discográfico do paulista Leandro Serizo se iniciou em 2021, quando o single “Libertas Navy” foi disponibilizado. Aproximadamente.

LEIA MAIS

Goreth Caldas: um sistema de metáforas (das tantas esperas)

Entre os escaravelhos e o arbustodo peito frágil existemsegredos buscando alívioatravés de sussurros. Henriqueta Lisboa 1. Goreth Caldas (Caicó, 1958), embora.

LEIA MAIS

Medicina amazônica é a oração de SHAMURI, artista folk do Reino Unido

EXCLUSIVO: Artigo escrito por Shamuri em julho de 2025 sob encomenda para a ARTE BRASILEIRA

LEIA MAIS

A Arte Não Precisa de Justificativa – Ep.1 do podcast “Mosaico Cristológico”

Neste episódio falamos sobre a obra de Hans. R. Rookmaaker – A Arte Não Precisa de Justificativa – e a.

LEIA MAIS