9 de junho de 2026

FOTOGRAFIA – Modelo Maria explora a sensualidade e arte do seu corpo

(As três fotos dessa reportagem são de Antônio Miguel – @amikep)
 
A fotografia captura os momentos bonitos, os momentos complicados, os momentos tristes, captura qualquer momento. Modelo alagoana tem sido destaque nas redes sociais, beleza, pose, close, talento. Maria de Fátima dos Santos Silva, tem 18 anos e nasceu em 2002, na cidade de Maceió. A elegância e sutileza para ser capturada pelas câmeras chama a atenção do público.
 

A história contada por ela

Passei a maior parte da minha vida morando em grotas, com medo dos perigos todas as noite antes de dormir. Durante toda a minha infância sempre tive uma ideia clara de uma das profissões que queria seguir; atuar como modelo. Sempre achei que seria apenas um sonho. Até que fiz 15 anos e minha tia me inscreveu em uma agência e modelos, minha primeira agência. Fiz curso preparatório sobre a área e me formei.

Daí passei a entrar em outras agências, mas nada de resultado. Os anos se passaram e eu não consegui nenhum trabalho através dessas agências, até que entrei em uma agência onde consegui fazer meu primeiro ensaio fotográfico externo. A partir do primeiro contato com o fotógrafo Amorim Canoa, fui convidada para fazer fotos pelo fotógrafo Félix que me deu um grande empurrão para o mundo da fotografia como modelo.
Desde então eu venho sendo solicitada para fazer ensaios fotográficos sensuais, isso meio que virou minha identidade. A princípio, eu fiquei muito tímida, pois, meus dois ensaios foram sensuais, em uma praia.  Fiquei insegura com meu corpo, sim. Eu era muito insegura! Mas o sensual me ajudou muito com isso. Então, eu vi que era bom! Aos poucos eu fui tirando mais a roupa. E porra, como aquilo encorajou as meninas do meu instagram; elas criaram uma visão diferente sobre os corpos delas, outra ideia, uma ideia boa! Hoje recebo alguns elogios pelo meu trabalho e é muito gratificante saber que ajudo pessoas.
Comecei a fazer fotos sensuais no estúdio a partir de Agosto de 2020, Estúdio Félix –  Tabuleiro. É o estúdio do Fotógrafo Félix, como o próprio nome já diz. Certo dia, minha amiga Adriana Camily me convidou para fazer umas fotos junto a ela com um fotógrafo que eu já vinha acompanhando pelo instagram; Antônio Miguel, (Instagram: @amikep) e juntos, nós três criamos laços afetivos e ele nos acolheu em sua casa. Hoje, minha amiga e eu estamos de mudança.
 

 
Luan FH – Há um processo de amadurecimento na carreira de modelo, no seu caso, o que você acha que mais aprendeu nessa profissão?
Maria – Umas das coisas que eu mais aprendi foi que pessoas criticam de todas  formas, então eu faço por mim, não por elas.
 
Luan FH – Em algum momento você sofreu com o desânimo?
Maria – Não, pelo que eu me lembre. Eu sempre estou tentando manter o equilíbrio! Então evito chegar a um desânimo.
 
Luan FH – Durante esse tempo atuando como modelo, houve momentos que você pensou ”Estou no caminho certo”?
Maria – Desde a infância, sempre pensei assim. Sempre soube que algum dia, esse seria um dos meus caminhos!
 
Luan FH – A sua carreira atrapalha sua vida pessoal?
Maria – Não mesmo! Minha mãe não acha legal, mas não reclama. Ela só tem medo que alguém me machuque ou fale mal de mim. E quanto à meu namorado, ele é totalmente compreensivo e sabe que é o que eu amo fazer.
 

 
Luan FH – O que é mais difícil nessa vida de modelo?
Maria – No início é difícil se acostumar com a quantidade de pessoas que algumas vezes estão por trás das câmeras, as expressões que o fotógrafo pede. Mas você se acostuma e fica fácil. Explicar para as pessoas que ser modelo não é coisa de outro mundo também é um pouco difícil; elas entendem que se você é modelo, você é rica e metida. Mas aí, quando o público começa a acompanhar o trabalho fica tranquilo.
Outra coisa é: Trocar de roupa na frente do fotógrafo ou de outras pessoas, para iniciantes é bem constrangedor!
 
Luan FH – Sobre os nus artísticos, como você se sente em frente à câmeras?
Maria – Me sinto em casa! As câmeras fazem parte do meu corpo, do meu sangue! Então não fico tímida. A não ser que seja o primeiro contato com o fotógrafo.
 
Luan FH – Há alguém nesse mundo de fotografia que você é grata em um nível muito alto?
Maria – Sim! Três fotógrafos. Apesar de pouquíssimo contato com dois deles hoje em dia, sou grata a Morim Canoa e Félix. Atualmente faço fotos com o Miguel, então sou muito grata a ele.
 

PEQUENA OPINIÃO DO COLUNISTA

Começar em um trabalho onde tem que coragem e determinação por entender que precisa melhorar, acostumar e se destacar. Talento não pode faltar e a vergonha precisa ser excluída; nu artístico é uma arte que mostra defeitos em corpos, mas também a perfeição de um.
O entendimento do naturalismo, as grandes inspirações, tem haver com o tempo barroco, então, por trás de uma arte sempre existirá outros fatores que dão valores e não torna a história vã. A Maria tem consigo um grande futuro, brilhante, e o começo nunca deixará de ser algo complexo e difícil.

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