19 de abril de 2026

Brasil, um país com leitores!

Nos dias 2 a 10 de julho, aconteceu no Expo Center Norte a 26ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, um evento que é palco para encontro de editoras, livrarias, distribuidoras, escritores e leitores de todo o Brasil. A programação da bienal mesclou literatura, gastronomia, cultura, negócios e muito mais. O evento foi encerrado no último domingo (10) e superou expectativas.

Este ano a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, foi a primeira Bienal pós-pandemia e contou com a presença de um convidado de honra, Portugal! Justamente quando comemoramos 200 anos de independência do Brasil.

Segundo informações divulgadas pelo G1, 660 mil visitantes passaram pela Bienal e 3 milhões de livros foram vendidos durantes os 9 dias do evento. A Bienal aconteceu de forma presencial e estima-se que o número de visitantes foi 10% maior que a última Bienal presencial que aconteceu em 2018, antes da pandemia de Covid-19. Em 2020, devido também pela pandemia, o evento foi cancelado.

O saldo foi muito bom e por mais que algumas pessoas reclamaram nas redes sociais, com toda razão, por estar muito cheio e filas enormes na entrada, podemos voltar nosso olhar para um ponto positivo, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo mostrou que o Brasil tem sim pessoas que gostam de livros, leitores e leitoras!

Quem andou pela Bienal, esse ano, percebeu muitos estandes de editoras e livrarias, o evento contou com 182 expositores e cerca de 500 selos editoriais, também 300 autores nacionais e 30 internacionais, o fato é que se você pensou em conhecer tudo em apenas um dia, acredito que como eu, também não conseguiu.

Bienal é um evento para quem gosta de livros, não apenas de ler, mas também de escrever livros e esse evento ligou pessoas de vários lugares do Brasil. Pela Bienal foi possível ver muitos autores com seus lançamentos em diversos estandes de editoras, aproveitando o espaço para encontrar leitores e claro, vender livros.

Foi o que aconteceu com a autora Mirna Santos que lançou seu primeiro livro “Consequences” na 26ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, para ela foi um misto de sentimentos. Mirna conta que estava com medo, mas que ao mesmo tempo se sentiu feliz e realizada.

Mirna Santos na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

“A bienal do livro é definitivamente tudo o que um leitor/escritor precisa para ser feliz.”, Autora Mirna Santos

Além disso, a autora acredita que a bienal é perfeita para amantes de livros e aqueles que estão entrando agora nesse mundo tão mágico, com isso um ambiente propício para apresentar sua obra “Não achei que isso fosse alcançar tantas pessoas de uma maneira tão positiva, mas quando vi como as pessoas estavam felizes por mim, tanto na minha cidade natal quanto no evento, fiquei completamente realizada” Completa Mirna.

O autor de “Martyn o Detetive”, Marcelo Felix, conta que a sua primeira Bienal foi muito mais emocionante do que ele esperava e ver todas aquelas pessoas no evento despertou muita felicidade “Outro motivo por minha felicidade é que não só eu estava lançando o livro no evento, como Martyn o Detetive (o primeiro livro da série) acabou esgotando minutos antes de começar o lançamento de fato. Fiquei muito feliz com tudo aquilo” comenta.

Autor Marcelo Felix com leitores na Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Encontros como esse reafirmam que tanto leitores quantos escritores não estão sozinhos. Queremos ser ouvidos, queremos falar e compartilhar”, Autor Marcelo Felix

Marcelo tem ainda outros 3 livros sendo eles: O Misterioso Caso da Royal Street, Arrependa-se (ambas antologias), e Agnes e o Segredo das Bruxas. O autor conclui que um evento da magnitude da Bienal mostra para as pessoas que ler é uma aventura é fazer o faz de conta passar dos livros e transformar tudo isso em experiências de vida.

Para os leitores a relação com o evento é fundamental, como diz a Professora e leitora Ester Almeida, para ela o que mais atrai em uma Bienal é a possibilidade de estar em um local que reúne os mais diversos tipos de obras, sejam literárias ou acadêmicas. Um espaço atrativo com decoração que chama atenção de todos para querer voltar, bem como ambientes para discussão de temas contemporâneos, ela também aponta que estava muito cheio e isso pôde ter atrapalhado, um pouco, a experiência dentro do evento.

Além disso, Ester enxerga na bienal um evento muito importante “A bienal do livro não é somente um espaço para vender as obras, ela é um evento cultural de magnitude importante. Pela variedade de livros, temas, autores e possibilidades de leitura” conclui.

Muitos nomes da literatura passaram pela Bienal, esse é também um momento esperado por leitores e fãs que buscam aquele contato mais próximos com essas personalidades. Nesta edição estiveram presentes na Bienal, Laurentino Gomes, Mário Sérgio Cortella, Itamar Vieira Jr, Conceição Evaristo, Thalita Rebouças, Maurício de Souza e muitos outros.

Com total certeza, ao visitar uma Bienal do Livro, entrar em contato com esse mundo mágico e importante das histórias, faz com que você saia melhor do que entrou.

A nossa relação com os livros 

Como diz um autor anônimo, “a leitura nos traz amigos desconhecidos”, e de alguma forma inesperada constrói essa relação “leitor.

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