Já é um sucesso o nosso quadro LUPA NA CANÇÃO, focado em lançamentos nacionais de artistas emergentes. Já são dezenas de edições publicadas, e, agora, apresentamos um novo lado desta ideia, no qual iremos focar no processo criativo. Para isso, apresentaremos sempre cinco artistas, que irão contar com suas próprias palavras como nasceram suas canções, seus novos lançamentos. Vale dizer que o conteúdo produzido por eles tem exclusividade da Arte Brasileira, escrito sob encomenda. A sequência foi escolhida via sorteio, ou seja, não há “melhores e piores”.
Matias Malta – “Canção Pela Paz”
Matias Malta é um jovem músico brasileiro de 25 anos que traz ao cenário musical uma proposta artística autêntica e capaz de provocar mudanças profundas. Com sensibilidade e propósito, suas composições vão além do entretenimento: elas convidam à reflexão, despertam consciências e revelam a beleza escondida nos detalhes da vida.
Ele sempre sonhou com um mundo melhor e, sabendo que a harmonia em nosso planeta depende da consciência e das ações de cada ser, busca através da música e da sua própria existência, contribuir para que esse sonho se torne real.
Suas canções carregam mensagens de paz, amor, união e esperança. Com influências que transitam entre o MPB, o pop rock, o reggae, o folk e a música espiritual, Matias Malta segue trilhando um caminho autêntico, construindo pontes entre arte e consciência — e convidando seus ouvintes a caminharem juntos rumo a uma nova vibração coletiva.
Seu próximo lançamento será no dia 28 de junho de 2025: “Canção Pela Paz” é uma música inspirada pela urgência de um mundo mais calmo, unido, justo e pacífico. A composição nasce como um hino de esperança e um convite à reconexão entre todos os seres, com a natureza e com o que há de mais sagrado na existência humana: o amor.
A canção foi produzida por Giba Moojen no estúdio Nossa Toca e possui fortes referências do gênero “folk / pop / espiritual”, ressoando como uma prece contemporânea, onde vozes se entrelaçam em uníssono para lembrar que todos somos parte de uma mesma sinfonia universal. Mais que uma música: uma ponte entre corações!
Comentário de Matias Malta
Jova – “Happy End”
“Happy End” surgiu como um devaneio nostálgico. Eu queria compor algo com o brilho das produções brasileiras dos anos 80, especialmente as assinadas por Lincoln Olivetti. Mergulhei nessa estética sonora com grooves dançantes e um clima caloroso. Nessa fase, escutei muito uma playlist chamada “Rio Babilônia”, da Mary Olivetti, foi ali que conheci muitas das produções que sempre levo como referência. Recomendo fortemente seguir!
A partir disso, escrevi versos sobre um encontro intenso e inesperado entre duas pessoas. Queria que a letra fosse livre, sensual e divertida. A melodia veio logo depois, com uma linha vocal flutuante e a presença marcante dos coros. Também ouvi muito o Pino, um cantor italiano da mesma época, que influenciou bastante o clima geral da música.
A produção ficou por conta do Alencar Martins, meu parceiro de longa data. Ele entendeu perfeitamente o que a música pedia e reuniu um time incrível: Lucas Medina nas guitarras e beats, Takao Uehara no baixo, Ciro Moura nos sintetizadores, além das vozes maravilhosas de Mel Maranhão e Luiza Kolya. Foi um processo muito colaborativo, cheio de experimentações e trocas criativas.
“Happy End” é uma canção que poderia tocar num baile em 1984 ou embalar uma baguncinha em 2025.
Comentário de Jova
TAMY – “TODO AMOR”
“TODO AMOR” nasceu de um encantamento imediato. Assim que escutei essa música na voz do compositor Giuliano Eriston, senti aquele frio na barriga que só a verdadeira conexão artística provoca. Era um samba que me atravessava de um jeito especial, e eu soube na hora: precisava gravar.
Pra dar vida a esse desejo, convidei o produtor Rodolfo Simor, parceiro de longa data, e o grupo de samba Já Gamei, que trouxe todo o balanço que a canção pedia. Na construção dos arranjos, entendemos que esse samba pedia mais: tinha cheiro de pista de dança, de roda e de gafieira. Foi aí que o naipe de metais entrou em cena, trazendo aquele tempero irresistível dos salões, das noites cheias de encanto e movimento.
A gravação foi dividida entre dois endereços que fazem parte da minha história: os instrumentos foram registrados em Vitória, minha cidade natal, e a voz gravei no meu estúdio no Rio de Janeiro, cidade que hoje me abriga. Essa ponte sonora entre os dois lugares carrega também minha própria trajetória, que sempre navega entre raízes e encontros.
Musicalmente, “TODO AMOR” é um mergulho na tradição do samba, com uma melodia que reverencia mestres como Cartola e Arlindo Cruz. Ao mesmo tempo, carrega uma pegada moderna, cheia de suingue e elegância. Na letra, um manifesto simples e poderoso: todo amor vale a pena — seja ele qual for, venha de onde vier, se é amor, merece existir, ser visto, celebrado e respeitado.
Sempre sonhei em gravar um samba. Mas não era qualquer um — eu esperava encontrar aquele que me atravessasse de verdade, que me fizesse vibrar inteira. “TODO AMOR” é essa canção. É a minha estreia no samba, com todo o respeito à tradição, mas também com meu jeito de interpretar o mundo: com liberdade, com beleza, com amor sem fronteiras.
Comentário de TAMY
André Sansi – “Tudo Era Você”
“Tudo era voce” surgiu em meio a pandemia. Estávamos isolados minha esposa e eu, junto a dois amigos. Todos os 4 com o vírus, naquele momento. As incertezas e medos do futuro visitaram muito a minha mente, assim como de muitos eu, acredito. Em uma noite, então, através deste prisma, eu olhei para o passado. Para o que havíamos tido, escolhido e vivido até ali. E então me deparei com o cumprimento das promessas, com muitas histórias, desafios, e sonhos que havíamos passado e. claro, ainda desejávamos passar.
Daí então as afirmações se fizeram verdade.
“TUDO ERA VOCE” é um relato, de uma história linda que eu vivo até hoje, junto a minha esposa. Claro que a vida não é só flores, como se diz por aí, mas prefiro olhar sempre para os detalhes positivos, e podemos perceber isto nesta canção!
Comentário de André Sansi
Namastex – “Mamazita do Tai chi Live!”
Com um refrão cantado em portunhol de Macau, “Mamazita do Tai Chi” nasceu, mas tomou forma após os ensaios. A faixa foi gravada durante uma apresentação da banda no Teatro Nininha Rocha, em Uberlândia-MG. É uma canção rock and roll dançante, feita para espantar as emoções negativas vindas das mídias neoliberais e das redes sociais fascistóides, que se acostumaram a ganhar dinheiro com notícias negativistas — fato que ganhou mais adeptos após a pandemia. “Mamazita do Tai Chi” é uma musa inspiradora, à la das musas adoradas pelos poetas árcades de Vila Rica, com um riff stoniano e sentimento latino.
Comentário de Robson Aparecido, Namastex

