18 de junho de 2026

Os “Espasmos da Alma” de Josemi Matos; descubra esse reggae em cinco breves respostas do artista

Artista: Josemi Matos

Música: single “Espasmos da Alma”

Reggae Nacional

Data de lançamento: 9 de junho de 2026

Como surgiu essa música, o que a inspirou?

Alma Aflita nasceu de um momento de dor profunda — aquela sensação de ter perdido alguém e sentir a alma se desfazer em choro. A poesia está no meu livro Espasmos da Alma , publicado em 2022. Por muito tempo ficou só no papel, mas pedia mais — pedia som, pedia voz. Eu transformei em reggae soul, com um dueto masculino e feminino que dá vida ao diálogo entre dor e súplica.

O que diz ela, qual sua mensagem?

Alma Aflita fala sobre a dor da perda e o desejo desesperado de que a pessoa amada volte. É sobre como a ausência pode fazer o mundo perder a cor, e como ainda assim seguimos clamando, esperando, acreditando que o amor pode voltar a aquecer o coração. A mensagem é universal — por isso ela existe também em inglês (Restless Soul) e espanhol (Alma Afligida). A dor de perder alguém não escolhe idioma.

Musicalmente, qual a melhor descrição de “Alma Aflita”?

É roots reggae brasileiro com alma de soul gospel. Abre com um violino solo dramático e intenso — sem bateria, sem baixo — criando uma tensão quase orquestral antes do one drop entrar suave. O dueto masculino e feminino conduz a história: ele canta a saudade, ela canta a dor, e juntos eles imploram pelo retorno do amor. Acordes de sétima e nona dão sofisticação jazzística, o saxofone improvisa entre os versos, e o coral gospel eleva o refrão a um momento de catarse coletiva. É reggae que chora e reza ao mesmo tempo.

Há algo de curioso sobre esse lançamento que queiram destacar?

O mais curioso é a estrutura do dueto — a voz masculina canta os versos 1 e 3, a voz feminina os versos 2 e 4, e juntos eles se encontram no refrão e na ponte. É como uma conversa entre duas almas que sentem a mesma dor de formas diferentes. E assim como Cadê Você, essa poesia também existe em 3 idiomas e 2 versões — uma fiel ao livro (MPB/Samba) e outra em reggae soul.

Afinal, quem é Josemi Matos?

Sou poeta, escritor e letrista brasileiro. Publiquei o livro de poesias Espasmos da Alma em 2022 e o ebook de humor Rumores de Humor em 2023. Hoje transformo cada poema em música — porque acredito que a poesia não precisa ficar só no papel, ela pode virar som, pode tocar o corpo e a alma. Estou apenas no começo dessa jornada, com 43 poesias esperando para se tornarem música.

Observação:  O processo de adaptação para música exigiu alguns ajustes pontuais na letra, para que ela fluísse naturalmente dentro do ritmo escolhido. Mesmo com essas pequenas mudanças, a essência, a emoção e a mensagem original da poesia foram mantidas intactas.

Letra de “Espasmos da Alma”

Não sei se é saudade
Ou certeza de não te ter
Aos poucos me desfaço
Como gelo no calor

Só uma alma tão aflita
Sabe o que é sofrer de saudade
O coração grita de amor
Num silêncio infinito

Alma aflita, alma ferida
Sem você o mundo perde a cor
Alma aflita, alma perdida
Só restou essa imensa dor

Volta pra cá, volta pra cá
Como o rasgo da aurora na escuridão
Volta pra cá, volta pra cá
Só você aquece esse coração

Na mente só tua imagem
Eternizada na lembrança
Perdido em meio ao vento
Nessa melancólica canção

Sinto os olhos escurecerem
Como quem passa pelas sombras
Morro lentamente nas brumas
Perdendo aos poucos a visão

Penso, sofro e choro
Morro porque te perdi
Quanto mais penso em você
Mais se afasta de mim

Caio fundo num abismo
Sem você não há mais riso
Volta meu amor, eu preciso
Essa alma clama por ti

Alma aflita, alma ferida
Sem você o mundo perde a cor
Alma aflita, alma perdida
Só restou essa imensa dor

Volta pra cá, volta pra cá
Como o rasgo da aurora na escuridão
Volta pra cá, volta pra cá
Só você aquece esse coração..

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

“Pra não dizer que não falei das flores”, o hino contra a ditadura

  Dizer que a música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré foi um hino contra.

LEIA MAIS

Entre a sinestesia e a sistematização, Zé Ibarra se consolida como voz de sua geração

PERFIL ⭐️ Em meio a exuberante flora do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Zé Ibarra comenta com fluidez e.

LEIA MAIS

O folk voz e violão de Diego Schaun no EP “Durante Este Tempo

Quatro canções formam o novo EP do baiano Diego Schaun, cantor e compositor de música folk que estreou nas plataformas.

LEIA MAIS

Mário Quintana e sua complexa simplicidade em Caderno H

  CADERNO H: A COMPLEXA SIMPLICIDADE DE MARIO QUINTANA   Mario Quintana (1906-1994) foi um poeta gaúcho de constância poética.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

A obra de João Turin que sobreviveu a 2ª Guerra Mundial

No Memorial Paranista, sediado em Curitiba (PR) com intuito de preservar e expor a obra do paranaense João Turin, há.

LEIA MAIS

CONTO: Os Bicos de Gás e o Cigarro King Size (Gil Silva Freires)

Maldita família. Malditos papai-mamãe-titia, como diziam os Titãs. Kleber era fã incondicional dos Titãs e a proibição paterna de assistir.

LEIA MAIS

SP/RJ: Bloco dos Dubladores se manifesta contra o uso indiscriminado da inteligência artificial no enredo

O carnaval deste 2024 nas metrópoles Rio de Janeiro e São Paulo também questiona o uso indiscriminado das Inteligências Artificiais.

LEIA MAIS

 Artur Rosa: prelúdio para um só artista

Quem há de completar a obra reguei com meu pranto e suor. Henriqueta Lisboa 1. Arthur Rosa (25.06.1984) nasceu em.

LEIA MAIS