17 de maio de 2026

Conheça o “Reggae Rural Progressivo Psicodélico” da banda Quiçaça

arte

 

Carreira

Cultura popular alagoana com Bob Marley e Pink Floyd? Sim… Essa mistura foi possível. Quem apostou nessa ideia inovadora foi a banda Quiçaça formada em 2016, com a primeira apresentação no dia 27 de maio do mesmo ano. Em uma das primeiras reuniões, os integrantes da banda chegaram a nomenclatura que definiria o som do Quiçaça, ou seja, o Reggae Rural Progressivo Psicodélico”, justamente pela mistura frenética de ritmos nordestinos com o reggae e o rock psicodélico.

A um olhar leigo, o nome “Quiçaça” parece ser bem estranho, mas que lembra muito o nordeste, talvez pela sonoridade da palavra, e é realmente a isso que o nome da banda se refere. “Quiçaça significa ‘mato rasteiro e espinhento, terra seca e estéril de vegetação arbustiva, rala e baixa’. É um tipo de vegetação tradicional do Sertão e do Agreste. Além de ser um nome bem sonoro e que condensa bem o conceito da banda, é algo natural do Nordeste – lugar em que tanto nos apegamos em falar sobre”, explicou Janu Leite, baixista e vocal da banda.

 

 

Todos os integrantes do Quiçaça têm uma atividade em paralelo com a banda, o que também ajuda na mistura rítmica e na diversidade musical do grupo. A banda surgiu em meio às criações, ainda quando o Quiçaça não existia.  “Ruan me chamou, para terminar uma música que ele estava emperrado, não conseguia um refrão e nem outro verso que finalizasse. Foi aí que fizemos a música AGUARDENTE, que foi o primeiro single de uma banda que ainda não existia – e que percebemos que tínhamos algo além dos nossos trabalhos individuais, com um potencial de aprofundamento impressionante”, comentou o baixista.

A música que abriu a mente dos músicos viria a ser a porta de entrada para o reconhecimento do grupo. AGUARDENTE foi selecionada para alguns festivais como o 1º Festival de Música Popular Alagoana e a canção também foi escalada na coletânea nacional Vida Longa ao Reggae. Com isso, a banda chegou a ser convidada para participar de outros festivais como o Rock Pró Cultura, o São João de Arapiraca e o Som de Cada Dia do SESC Alagoas. De lá pra cá a banda tem se apresentado em diversas oportunidades.

Todo esse reconhecimento não foi à toa: a banda usa a temática do homem do campo para se expressar, principalmente quando aborda as coisas do mato, filosofia do homem do campo, cantos de trabalho e a riqueza da cultura popular. “A Quiçaça acaba sendo uma pesquisa musical. A sonoridade ‘Reggae’ temperada às raízes da música brasileira e outras tendências mundiais junto as letras versadas sobre o rotineiro do homem do campo. Temos músicas sobre Carroceiros, cavalos, pegas de boi, vegetação, habitat e a filosofia de sobrevivência do homem do campo. Divulgar e modernizar as tradições nordestinas virou uma missão a ser continuada”, completou Janu.

 

 

 

 

 

 

Newsletter

Lupa na Canção #edição21

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Por que Sid teima em não menosprezar o seu título de MC?

Sobre seu primeiro single de 2022, ele disse que “quis trazer outra veia musical, explorar outros lados, brincar com outros.

LEIA MAIS

CONTO: A ansiedade do vovô na hora que o cometa passou (Gil Silva Freires)

Seo Leonel tinha nascido em 1911, um ano depois da primeira passagem do cometa de Halley neste século vigésimo. Dessa.

LEIA MAIS

“O único assassinato de Cazuza” (Conto de Lima Barreto)

HILDEGARDO BRANDÂO, conhecido familiarmente por Cazuza, tinha chegado aos seus cinqüenta anos e poucos, desesperançado; mas não desesperado. Depois de.

LEIA MAIS

Existe livro bom e livro ruim?

Muitos já me perguntaram se existe livro bom e ruim, eu costumo responder que depende. Se você leu um livro.

LEIA MAIS

Zé Alexanddre, o antes e o depois do The Voice+

Em tempos de queda de audiências na mídia tradicional, o The Voice permanece intacto. Os participantes saem do amadorismo, conquistam.

LEIA MAIS

Edilson Araújo: verde que te quero verde

Verde que te quiero verde.Verde Viento. Verdes ramas.El barco sobre la mar y el caballo em la montãna. Federico García.

LEIA MAIS

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Pincel, o novo companheiro do cantor e compositor Bryan Behr

Reprodução/instagram do artista. Do seu atelier, Bryan Behr se mostra um artista inquieto, em constante atividade. O catarinense de 24.

LEIA MAIS

Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, é inspiração do também Bernardo Soares, cantautor do “Disco

Olá! Eu sou Bernardo Soares, um artista da palavra cantada, compositor de canções que atua a partir de Curitiba, no.

LEIA MAIS