27 de outubro de 2026

[ENTREVISTA] Carregando várias influências, Bi Santana mostra sua personalidade em novo EP

 

Bi Santana é cearense, viajou por vários lugares do mundo, e até mesmo morou na Coréia do Sul. Tudo isso, misturado a sua curiosidade musical, trouxe para sua bagagem um vasto campo de influências, o que se percebe claramente no novo EP da cantora e compositora. Com o trabalho, Bi também mostra quem é e sua personalidade.

O ukulele, dirianos que é um dos principais fatores do EP, pela intimidade em que Bi tem com o instrumento havaiano, na qual conheceu em 2015 na Coréia do Sul. Aliás, foi com esse pequeno instrumento de cordas que a cantora compôs as 6 faixas do trabalho.

O ukulele também trouxe mais e mais reconhecimentos a história de Bi Santana. Uma de suas canções CARTA AO MAR, composta em parceria com Diego Silvestre foi premiada com a 1ª colocação, como canção original, em um concurso nacional de ukulele, em 2017.

BI SANTANA é um trabalho totalmente autoral que só foi possível de ser realizado por meio de uma campanha de financiamento coletivo na internet, com a colaboração de fãs da cantora por todo o mundo.

 

Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com Bi Santana.

 

Para ouvir as músicas completas, clique no botão branco no quadro abaixo.

 

O fato de você ser cearense, ter viajado por vários lugares e viver na Coréia do Sul influenciou quanto no EP?

Acredito que somos a soma das experiências que tivemos e o que aprendemos com elas. O Ukulele, por exemplo, o conheci e aprendi a tocá-lo enquanto vivia na Coréia do Sul onde, de fato, ele é bastante popular. Quanto a ser cearense, isso é algo que carregarei em mim para sempre. Mesmo assim, considero a linguagem que utilizo, e as histórias que conto, de essência universal. Falo de amor, de dor e de vitória. Todas as pessoas passam por isso independentemente de onde estejam.  

 

Você diz ter tentado inovar a música no EP, não é?

Ao misturar todas as referências musicais que levei para dentro do estúdio, acredito que tenha tentado reinventar com elementos ainda não utilizados em grande escala pelos grupos musicais encontrados aqui no Ceará. A tentativa de inovar a música de uma maneira geral pode ser bastante frustrante e temos que ser cuidadosos com o termo. Confesso que não carrego esse tipo de ambição. Espero, contudo, conseguir me reinventar a cada disco com um olho no cenário atual e outro no que está por vir.

 

Você toca e compõe no Ukulele. Qual a importância desse instrumento para o EP e seu processo criativo?

Apesar de atualmente estudar violão, o ukulele é único instrumento que faz parte do meu cotidiano. Seja para relaxar ou trabalhar, estou com ele. Sempre carrego um dos meus ukuleles em viagens, passeios e, sim, é a primeira coisa que vejo ao levantar e a última ao dormir.

 

Foto de David Felício

 

O EP surgiu de um financiamento coletivo na internet. Fale mais sobre isso.

Com o meu canal do Youtube ganhando visibilidade, senti muito amor por parte de quem o acompanha. Ao postar canções autorais, e sentir uma resposta positiva por parte do público, resolvi investir na ideia do financiamento coletivo. Por muitos anos ouvi as pessoas dizerem que gostariam de contribuir com o meu trabalho, então, apostei na ideia e o resultado vimos agora! 

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o EP?

As coisas realmente aconteceram de forma fluida, como se estivesse predestinado. Cada pessoa que trabalhou no disco tem uma história comigo, e talvez por isso tenha sido mais fácil, ou menos complicado, de entender o som que eu gostaria de alcançar. Fizemos acontecer com um baixo orçamento sem interferir na integridade da nossa arte, e isso é uma recompensa sem igual.

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Cresci em um ambiente que me proporcionou diversas experiências musicais. Passei por vários estilos até encontrar a cor do meu som: do rock ao pop, do jazz ao samba. O meu encontro com o Ukulele foi mesmo determinante. Me parece que a doçura e leveza do seu som se harmonizou bem com a minha voz e com o que eu tinha pra dizer.

 

 

Capa do álbum

 

 

 

 

 

Newsletter

Queriam vê-lo como um monstro, morto ou perdido no crime; e GU1NÉ os respondeu com

“Nasce Mais Um Monstro”, o EP de estreia do rapper GU1NÉ, é também uma resposta aos que não acreditaram nele..

LEIA MAIS

Artistas destacam e comentam álbuns de 2023 e de outros anos

Sob encomenda para a Arte Brasileira, o jornalista Daniel Pandeló Corrêa coletou e organizou comentários de onze artistas da nova.

LEIA MAIS

O que acha de ser homem como sua avó foi? É o que sugerira composição

“Seja Homem Como sua Avó Foi (por Myriam)” é uma composição que foge de tudo que é comum. Se trata.

LEIA MAIS

A luta da mulher e a importância de obras que contribui nessa jornada

Não tem uma receita básica, não nascemos prontas. Aprendemos com a vida. Diariamente temos que lutar para se afirmar. Porque.

LEIA MAIS

O poderoso Chefão, 50 Anos: Uma Obra Prima do Cinema contemporâneo

Uma resenha sobre “O Poderoso Chefão” “Eu vou fazer uma oferta irrecusável” “Um homem que não se dedica a família.

LEIA MAIS

Bersote é filosoficamente complexo e musicalmente indefinido em “Na Curva a Me Esperar”

A existência é pauta carimbada na música brasileira, como apontamos nesta reportagem de Jean Fronho (“Tom Zé já dizia: todo.

LEIA MAIS

César Revorêdo: história íntima da solitude

O fimlimite íntimonada é além de si mesmoponto último. Orides Fontela 1. Prelúdio Essa nova série do artista visual Cesar.

LEIA MAIS

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

EUA, a esperança do mundo? Artista português diz que sim em depoimento sobre sua música

Fritz Kahn and The Miracles é um projeto musical de um artista português. Sua discografia é extensa, embora tenha sido.

LEIA MAIS

CONTO: A ansiedade do vovô na hora que o cometa passou (Gil Silva Freires)

Seo Leonel tinha nascido em 1911, um ano depois da primeira passagem do cometa de Halley neste século vigésimo. Dessa.

LEIA MAIS