24 de junho de 2026

[ENTREVISTA] Duo Binarious voa alto nas reflexões em EP de estreia

(Capa do EP)

 

O EP de estreia do duo Binarious, é um prato cheio para a reflexão. As seis faixas do trabalho versam os sonhos, esperança, sexualidade, ciência, filosofia, além de traduzir em música suas inseguranças e fragilidades. Alinhado a isso, os versos ganham vida a partir de um som experimental, que brinca com o trip hop, o indie e o folk.

“O primeiro EP é uma forma de consolidar e dar uma cara para a gente. Apesar de ser um compacto, toda a parte conceitual não foi deixada de lado, tendo um fio condutor através das seis faixas”, reflete o brasiliense Jan Silva, parceiro musical da mineira Andressa Munizo.

Juntos, gravaram todos os instrumentos, os vocais (em parceria com Desidério de Moraes, na faixa “Passageiro”, que também assina a produção do EP com a banda). A edição, mixagem e masterização é de Ricardo Ponte.

Um lindo trampo, que merece, sem dúvidas, uma entrevista aqui no site. Confira:

 

 

Um prazer entrevistar vocês sobre este trabalho incrível. O EP como um todo, me trouxe uma primeira curiosidade: vocês falam sobre muitos assuntos, e essa variedade temática é muito boa. Parabéns!

Andressa Munizo: Obrigada! Bem, a ideia era trazer letras contemporâneas e existencialistas que tivessem um olhar atemporal sobre assuntos como ciência, filosofia, sexualidade, sonhos e fragilidades humanas, afinal estamos vivendo um momento sensível no Brasil com toda essa crise política, social e econômica.

 

Apesar disso, também é evidente que o EP é todo conceitual. Também vejo que vocês fizeram um som que reflete muito a “cara” de vocês, quem vocês são e o que pensam…

Andressa Munizo: Se uma palavra define as composições desse EP e o projeto como um todo, essa palavra é amor. Fazer música para mim é fazer com que as pessoas se sintam abraçadas e uma boa forma de fazer isso é transmitir uma mensagem forte e sincera através do nosso som.

 

Vocês dois são a banda como um todo. Tocam todos os instrumentos e fazem os vocais. Com a ajuda de Ricardo Ponte, como foram os processos de composição, produção e gravação do EP?

Andressa Munizo: O processo como um todo foi bastante experimental, não tínhamos muita certeza do que ouviríamos quando todas as ideias se juntassem no EP, deixamos tudo fluir pensando apenas em fazer o nosso melhor e passar a nossa mensagem, mas não sabíamos que tipo de complicações teríamos para concretizar todas essas ideias.

O processo de composição em conjunto nunca existiu de verdade, todas as ideias de músicas vieram individualmente de cada um e apresentadas para que o outro completasse. Algumas músicas são bastante antigas, como “Artificial”, que eu compus e fiz a primeira ideia de produção em 2014 antes de vir para Brasília e conhecer o Jan. Ele acrescentou a linha de baixo e fez algumas alterações na bateria junto com a Sand e o Ricardo, e também alguns novos timbres de sintetizadores. “Galhos” veio de uma antiga banda do Jan, ele me passou pra que eu colocasse letra, guitarra e alguns sintetizadores.

Todo o processo de composição e produção foi feito dessa maneira, alguém tinha uma ideia inicial e essa ideia ia sendo alternada entre cada um até nós dois batermos o martelo e enviasse para o Ricardo, depois eram apenas ajustes de produção e mixagem em conjunto com ideias do Ricardo. Com a produção, o Ricardo ajudou muito na finalização dos timbres e também na bateria, afinal usamos uma bateria criada por plugins de computador.

“Artificial” foi a única música que gravamos vozes, baixo e guitarra no estúdio, todas as outras foram gravadas na minha casa aqui em Brasília, utilizando os recursos mais baratos possíveis sem prejudicar a qualidade sonora, isso facilitou com que tivéssemos mais tempo e liberdade em testar as nossas ideias.

 

Um breve comentário sobre a pergunta anterior. É muito difícil achar um trabalho com tanto apelo a um instrumental que às vezes até sobressai os vocais.

Andressa Munizo: O apelo musical vem pelo fato de que ambos são produtores musicais do mesmo nível, influenciados por música experimental e estilos diversos.

 

Quero muito saber a mensagem que vocês querem passar com as faixas.

Andressa Munizo: Com certeza é uma mensagem de amor, liberdade e reflexão sobre a nossa existência.

 

Vocês tem alguma(s) história(s) ou curiosidade(s) que queiram nos contar?

Andressa Munizo: Eu sinto como se o EP inteiro fosse uma grande história sobre o que passamos desde a minha vinda a Brasília, muita gente esteve envolvida nesse processo, muita coisa aconteceu, muitas dificuldades e também aventuras. Só quem participou de perto de todo o processo e viveu todas as angústias com a gente sabe, mas estamos bastante orgulhosos e gratos por ver tudo isso sendo transformado em linguagem musical.

 

Fiquem à vontade para falar algo que eu não perguntei e que vocês gostariam de ter dito.

Andressa Munizo: Bem, gostaria de agradecer à Revista Arte Brasileira pela oportunidade e dizer que, em tempos difíceis como esse, eu me sinto bastante grata por saber que a minha arte pode contribuir de alguma forma na vida de algumas pessoas. Esse EP é totalmente feito para quem acredita no amor, liberdade e em um futuro melhor.

 

 

 

Streaming gratuitos: filmes, séries, novelas, jornalismo, entretenimento e educação

Com o crescimento do acesso à internet e a popularização das smart TVs, inclusive com modelos mais robustos, como uma TV.

LEIA MAIS

Edilson Araújo: verde que te quero verde

Verde que te quiero verde.Verde Viento. Verdes ramas.El barco sobre la mar y el caballo em la montãna. Federico García.

LEIA MAIS

Curso Completo de História da Arte

Se você está pesquisando por algum curso sobre história da arte, chegou no lugar certo! Aqui nós te apresentaremos o.

LEIA MAIS

CONTO: Fixação Autêntica e Gêmeas Idênticas (Gil Silva Freires)

Antônio Pedro estava casado havia mais de um ano e ainda não tinha aprendido a distinguir sua esposa da irmã.

LEIA MAIS

A nossa relação com os livros 

Como diz um autor anônimo, “a leitura nos traz amigos desconhecidos”, e de alguma forma inesperada constrói essa relação “leitor.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

Livro de Autoajuda

Nem todas as pessoas que escrevem livros de Autoajuda conseguiram resolver seus próprios problemas, mas sempre tem a fórmula mágica.

LEIA MAIS

ENTREVISTA – Literatura de Renan Wangler reforça ancestralidade e luta da população negra

A população negra precisa estar conectada com a literatura, cultura e arte, dessa forma podemos estar conectados com a nossa.

LEIA MAIS

CONTO: Aqueles Cães Que Latiam e Os Visitantes Que Não Batiam (Gil Silva Freires)

Desde que se mudara, Leonardo não conseguia dormir direito. E sua insônia não era causada por problemas financeiros ou sentimentais..

LEIA MAIS

A literatura feminina e os seus desafios

LITERATURA FEMININA: Eu fiquei sem escrever algo concreto por dois meses. Um bloqueio talvez ocasionado pelo meu anseio por coisas.

LEIA MAIS