15 de outubro de 2026

MÚSICA BRASILEIRA – Músicos descobrem o “DNA” das composições nacionais

(Divulgação)

O que “O show tem que continuar”, “A voz do morro”, “Estácio eu e você” e incontáveis clássicos da música brasileira têm em comum? Além de parecerem estar na memória coletiva, eles compartilham uma forma de compor que seria uma espécie de DNA do nosso cancioneiro. É o que alegam os músicos Gabriel Grossi e Alegre Corrêa, que após anos de estudos, publicam o Brasileto, sua teoria em um site com múltiplos exemplos e fazem uma festival virtual para demonstrar esse formato de composição.

O Brasileto possui uma progressão de acordes que pertencem ao Brasil, ao nosso universo de escrita musical. Ele tem em sua estrutura 32 compassos, divididos em duas partes, A e B, que constroem caminhos sonoros de uma harmonia que já está em nosso inconsciente. Assim como o blues, que possui uma estrutura de compassos e harmonia estabelecidas e que são diferenciados basicamente pela originalidade das linhas melódicas e rearmonizações, os artistas alegam ter descoberto essa forma que pulsa em nossos corações, expressa nossas tradições e reúne em si a alma brasileira. O modo como eles começaram essa busca foi através da curiosidade.

“O Brasileto possui uma progressão de acordes que pertencem ao Brasil, ao nosso universo de escrita musical.”

“Há algum tempo atrás quando o Alegre ainda morava em Viena, ele foi perguntado por estudantes de música austríacos sobre como seria uma típica estrutura de composição brasileira. A partir desse questionamento ele compôs uma música que teve como finalidade mostrar para os estudantes austríacos o que era um modelo de composição que resumia a essência da música brasileira. Em uma das inúmeras conversas que tivemos, decidimos aprofundar este conceito, por meio de um vasto trabalho de pesquisa no amplo repertório brasileiro, buscando identificar as diversas composições que tinham essa forma musical. Após ampla pesquisa, comprovamos que essa estrutura é parte do DNA da música brasileira”, conta Gabriel Grossi.

Brasiliense radicado no Rio de Janeiro, Gabriel tem uma trajetória extensa. Com onze discos lançados em seu nome, ele tem 23 anos de história na música e participou de gravações e shows com grandes nomes nacionais e internacionais. Recentemente ele lançou um songbook revisitando sua história e prepara um novo álbum de inéditas para 2021. Alegre Corrêa é um guitarrista, violonista e percussionista gaúcho com quase 50 anos de carreira premiada em todo o mundo. Ele possui 15 discos em sua discografia.

“Após ampla pesquisa, comprovamos que essa estrutura é parte do DNA da música brasileira”, Gabriel Grossi.

“Brasil é o país da composição. Talvez nossa música popular seja nosso maior patrimônio cultural. Foi algo que nos colocou em outro patamar conquistando um amplo reconhecimento no cenário mundial. É preciso reforçar e investir na escola de composição brasileira. Esse é o nosso diferencial natural. E o Brasileto é o modo brasileiro de compor. Nunca houve antes no Brasil uma definição de um formato de composição organizado de forma sistemática . Ter identificado essa estrutura certamente irá ajudar os compositores de agora e do futuro a desenvolverem e intensificarem a escola de composição brasileira”, conta Grossi, que adianta que estão nos planos cursos de composição criativa baseada no formato.

Para quem está curioso, os artistas disponibilizaram sua teoria para estudiosos e curiosos no site www.guiapraticodecomposicao.com.br e vão realizar uma festival virtual no YouTube e no Facebook do projeto no dia 17/10, às 19h, com convidados especiais para debater esse DNA da música brasileira e apresentar suas composições nessa estrutura e forma musical.

Confira o site do Brasileto: https://www.guiapraticodecomposicao.com.br

  • Texto da assessoria de imprensa

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