12 de outubro de 2026

Queria chamar essa música de “mimimi”

Interpretada por ZéVitor, a canção composta por ele em parceria com Garcia Gabé e Aureo Gandur, “Vermelho” é profética, atual e óbvia desde a época de Matusalém.

Ela nasceu da necessidade de dizer em som e poesia quem é o mundo perante os recentes acontecimentos mundiais, a exemplo do aquecimento global, pandemia e a natureza revoltada. Mas a guerra na Ucrânia encabeçada por Vladimir Putin, tornou-a urgente, para-ontem.

Infelizmente, “Vermelho” soa como um prefácio de um planeta que tá-que-não-guenta seus carrapatos, como bem disse Raul Seixas em 1974, na faixa “As Aventuras de Raul Seixas na Cidade de Thor”. Veja o trecho:

“Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo
“

Encerro esta nota com uma mensagem pessimista criada sob encomenda: “Seria uma delícia descordar desta canção, e vê-la apenas como uma coisa sem-cabimento.”

As duas fotos são de Garcia Gabé / Divulgação.

Ficha técnica

Bateria Acústica: Marcelo Wig / Percussão, Guitarra, Backing Vocal: Garcia Gabé / Bateria Eletrônica, Baixo, Guitarra Base e Guitarra solo, Efeitos Sonoros, Teclado: Aureo Gandur / Piano Elétrico, Sintetizador, Escaleta: Leo Fernandes/ Arranjos e Produção Musical: Garcia Gabé e Aureo Gandur

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