3 de julho de 2026

De Petrolina-PE, Mateus Aguiar faz indie rock em álbum que descreve seu caminhar até a “morte simbólica” do “velho eu”

Nascido em Recife, o rapaz de 27 anos entrega 9 faixas que, no íntimo, servem de reconexão dele com a arte, e ao mundo, de exemplo de como o sofrimento pode ser bússola do autoconhecimento e da sua consequente libertação

Mateus Aguiar, cantor e compositor pernambucano de 27 anos, apresenta neste 3 de julho o álbum “Pleno Desastre”. As canções, que seguem a sonoridade alternativa do rock e do indie, são confissões pessoais, uma amostra do caminho que começa na dor e termina na cura.

Com exceção de “Morto de Primeira”, composição de Mateus Aguiar com Gabriel Fontes, o disco tem composições assinadas em parceria com Álvin Soares, que produziu as nove faixas do trabalho. “Através de uma jornada que vai da autodestruição inicial, os versos passam pelas fugas ilusórias em vícios e amores rápidos, e culmina em uma ‘morte simbólica’ do velho eu, a obra retrata o doloroso processo de reconstruir a própria identidade.”, descreveu o músico nascido em Recife.

“Pleno Desastre” é produto da reconexão de Mateus Aguiar com a música. As circunstancias difíceis o levou, espontaneamente, à criatividade artística, à compor e ao desejo de expô-las.

“Fui escrevendo sobre situações angustiantes pelas quais eu passava. Foi um contexto de bastante vulnerabilidade emocional, dificuldades de lidar comigo mesmo e buscas constantes por conexões ou reconexões. No fim, o tema celebra o despertar da apatia e o retorno ao apoio real, mostrando que, após enfrentar as noites mais sombrias, o eu lírico finalmente encontra as pazes e se sente em casa dentro de si mesmo.”, contou.

O rock e o indie, em suas formas alternativas do início do segundo milênio, guiaram a composição das melodias, a produção dos arranjos e a gravação do disco.

“O álbum consegue flutuar de um rock agressivo a uma indie pop suave e relaxante. De uma forma geral ele é um indie rock, mas explora diversos outras sonoridades como pop, pop rock, emo rock e rock alternativo. São sonoridades intensas, e é possível assimilá-las á álbuns como ‘Anacrônico’ (Pitty), ‘Violeta’ (Terno Rei), “Sonhos que nunca morrem” (Adorável Clichê) e “Coisas Estranhas” (Exclusive Os Cabides).

“Pleno Desastre” chegou às plataformas praticamente um mês depois da faixa “Morto de Primeira”. O trabalho de divulgação seguirá com outras canções do projeto em formato de singles, com videoclipes, e algumas faixas serão lançadas em versão acústica.

FAIXA A FAIXA (por Mateus Aguiar)

O Rastejador – A sonoridade é um rock alternativo intenso e complexo. A letra fala sobre crise existencial e a perda de identidade de alguém sufocado pelo passado. Retrata a busca desesperada por uma essência roubada, voltando sempre para a aceitação do tédio, da solidão e do fracasso inevitável. Apesar de ser a primeira faixa, foi a última a ficar pronta e a entrar no projeto.

Péssimo no Amor – A sonoridade é um pop rock agitado. A letra retrata a autodepreciação de alguém que cai facilmente em recaídas e cria expectativas românticas aceleradas. A letra mostra um ciclo de intensidade e frustração de quem se entrega rápido demais.

Canabrava – A sonoridade é um indie atmosférico, calmo e relaxante. A letra resume o doloroso processo de acordar para a solidão e a necessidade urgente de se libertar de um ciclo amoroso para recuperar o controle da própria vida.

Lítio – A sonoridade é um indie rock melancólico. A letra retrata a dor da automutilação, do vazio e de uma mente em colapso que busca o esquecimento nos excessos e na noite. Fala sobre a luta desesperada e confusa de alguém que se autodestrói em erros, tentando apenas sobreviver a mais uma madrugada.

Morto de Primeira – A sonoridade é um rock alternativo intenso. A letra fala sobre a exaustão de tentar se destruir e a decisão definitiva de renascer para uma nova realidade. Fala sobre as agitações da noite e uma busca por reconexão.

Viver Pra Sempre – A sonoridade é um pop rock animado. A letra fala sobre o despertar de alguém que, após um longo período de apatia e autodestruição, reencontra a urgência de sentir e pulsar. A busca por viver intensamente e ser lembrado após a morte vira um grito de libertação.

Só Posso Ser Eu – A sonoridade é um pop rock animado. A letra fala sobre autoaceitação e cura interna, onde o eu lírico tenta acalmar as próprias feridas para aprender a se amar exatamente como é, mesmo oscilando constantemente entre sua melhor e pior versão

Perdido – Escrita na adolescência, tem sonoridade indie pop, um tanto folk. A letra fala sobre sentir-se perdido e o vazio do isolamento e a dor de não se reconhecer mais ou se sentir conectado com o mundo ao redor. Em meio à falta de rumo, o eu lírico encontra forças em seus sonhos para continuar e decide quebrar a solidão, voltando para o apoio da família e dos amigos. Essa rede de afeto se torna o porto seguro necessário para desabafar, chorar e aliviar o peso de guardar tudo sozinho.

Sem Fim – A sonoridade é um indie pop animado. A letra fala sobre o amadurecimento e a reconciliação do eu lírico com a própria trajetória, compreendendo que a vida é um mistério infinito a ser descoberto. Fala sobre superação das dores passadas e o fim do ciclo de refém de si mesmo, trazendo uma sensação de libertação e autoconfiança. No fim, as noites escuras perdem o peso protetor ou destrutivo, pois ele finalmente encontrou paz e se sente em casa dentro de si.

Ficha técnica

Produção musical por Álvin Soares

Composições: com exceção de “Morto de Primeira” (Mateus Aguiar e Gabriel Fontes), o álbum tem as composições assinadas por Mateus Aguiar e Álvin Soares

Guitarras, baixo e bateria por Álvin Soares

Sintetizadores na faixa “Sem Fim” por Carlos Hiury da Silva e nas faixas “Morto de Primeira” e “Só Posso Ser Eu” por Álvin Soares

Pianos nas faixas “Canabrava” e “Lítio” por Carlos Hiury da Silva

Efeitos sonoros na faixa “Canabrava” por Álvin Soares

Fotos de divulgação: Madame Voodoox

Sobre Mateus Aguiar

Nascido em Recife, capital pernambucana, e atualmente vivendo em Petrolina, no interior, Mateus Aguiar é inspirado em artistas como Amy Winehouse, Lorde, Lana Del Rey, Pitty e The Smiths, no pop rock nacional dos anos 2000, nas músicas oitentistas e no indie pop atual. Antes de lançar “Pleno Desastre”, estreou com o EP “Tragédias Irônicas” e com dois singles deste projeto. Apesar de ingressar recentemente no mercado fonográfico, em 2024, o jovem de 27 anos já participou de entrevistas em rádios e podcasts, além de ser assunto em portais de notícias como o Terra e o G1. Mateus Aguiar também é psicólogo escolar, além de se considerar um “fascinado por contemplação e astrologia”.

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Mateus Aguiar em fotografia de divulgação do álbum “Pleno Desastre” – Crédito: Madame Voodoox

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