22 de setembro de 2026

[ENTREVISTA] Em estilo RPG, autor escreve O DRAGÃO É O REI, na qual aborda situações incomuns

 

O DRAGÃO É O REI, é claramente uma extensão dos jogos de mesa, mais conhecidos como RPG. É nesse formato, que o autor Edson G. Gaspar, desenvolveu sua estória baseada em um mundo divertido e cheio de fantasia.

 

SINOPSE

A Saga dos Sete Segredos mostra suas origens. Conta a estória de Tro-y-ein, que foi encarregado pelo Conselho dos Antigos Deuses a ajudar o homem sair do estado primitivo e ir para o mais elevado. O problema é que ele não concorda muito sua própria posição, além de estar preso neste mundo e quer voltar ao seu. Será que conseguirá?

 

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Abaixo, confira na íntegra uma entrevista que fizemos com o autor Edson G. Gaspar sobre seu livro O DRAGÃO É O REI.

 

 

 

De onde vem a sua inspiração?

A inspiração veio da mesa de jogo de RPG, jogos de representação de papel, revistas, mangás que eu lia, livros como do autor Sidney Sheldon que minha mãe lia para mim quando criança. Acho que essas coisas, essas lembranças, ficam até que um dia você acorda vibrando na energia de escrever e escreve.

 

Como chegou na estória do livro?

Cheguei na estória do livro, pois sempre me perguntei o porquê em filmes e livros sobre dragões: eles não são espertos, inteligentes? Por que os que falam são sempre ajudantes do ser humano? Mas sempre acabam morrendo ou voltando para o reino dele, pois o humano não entende sua natureza nobre. E se fosse ao contrário? Se ele fosse o mais humano de todos, com todos os defeitos, autoritarismo, conceito, preconceitos, manias que diz odiar uma coisa, no caso humanos, mas bem lá no fundo até os admira e até amar, ama. 

 

Como foi o desenvolvimento dos personagens?

O desenvolvimento dos personagens é o que eu mais gosto de fazer, pois envolve voltar a meu tempo de jogador de RPG. Pego papel, lapiseira, boto uma música de fundo, seja ela o tema de um filme, uma música clássica, um rock e defino primeiro o nome. E então, pela sonoridade do nome, defino como vai ser ele, se vai ser bom ou mau e o que ele fará, qual é o cargo que ocupa e aí depois monto a estória. Outra coisa que gosto de fazer é pegar um amigo ou amiga que eu tenha e homenageá-los de alguma forma. Temos sempre que deixar as energias boas fluírem e as amizades sinceras, que são raras hoje, são responsáveis por isso, então até às vezes ponho o nome do amigo ou da amiga nos meus personagens bons. Eles gostam. Pelo menos nenhum reclamou até agora, rsss.

 

Qual seria o clímax do livro?

O clímax do livro é o amor, ou seja, é ver que um dos vilões pode ser o “diabo chupando manga no sol do meio dia” e que o Dragão odeia a humanidade, mas acontecem certos fatos que eles mesmos dizem: Sou mau, mas espera aí, não está rolando isso agora não… Ah, como ela é linda! Acho que o clímax do livro é no final de tudo, o amor!

 

Como foi seu processo criativo? Quanto tempo durou para escrever o livro?

O processo criativo é muito divertido! Como disse, é papel, caneta e as músicas (técnica que aprendi com meu amigo que mestrava nosso jogo  há 18 anos). A música é a grande sacada, no meu caso, pois ela me desliga do meu quarto onde escrevo e me liga na estória, é como realidade virtual, entende? O tempo do livro? Depende. Leva uns meses pra ficar pronto, mas às vezes eu não gosto, resolvo mudar, aí leva mais tempo. Gosto de estar bem à vontade escrevendo, mas às vezes eu reescrevo, aí leva tempo.

 

O que o público pode esperar dessa publicação?

Apesar de ser uma aventura no estilo mangá, anime, RPG é para todos. Pelo menos espero que as pessoas gostem. É pra divertir, pura fantasia.

 

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o livro?

Várias, rsss.  Tem uma que quando eu terminei a campanha. Meu amigo disse: “Esse seu personagem daria uma boa estória” e aí começou. Mas sinceramente? Outra palavra que vou falar aqui é gratidão e gratidão ao meu avô, minha mãe que sempre me contaram ótimas estórias. Parei e pensei: por que eu não posso contar, mas em estilo anime, mangá, RPG? Será que o pessoal vai gostar? Mas tem espaço para todo mundo escrever e aí me deu um nervoso, fiquei “escrevo ou não?” Eis que me aparece uma amiga e me diz assim: “Escreve, faz um e-book” e assim saiu meu primeiro e-book (eu nunca tinha nem ouvido falar em e-book). Está aí: tem espaço pra todo mundo e esse gênero mangá é muito bom, te deixa muito maleável, pois é um gênero que você pode transformar o seu personagem na figura que quiser e ele pode voltar à vida quantas vezes quiser. E assim nasceu o primeiro livro, O GUARDIÃO DOS SETE SEGREDOS. Esse agora, O DRAGÃO É O REI, é uma estória acontecida antes de O GUARDIÃO. Eu tenho em mim que a coisa é nunca desanimar, é escrever sempre, pintar ou compor, é espalhar as palavras e sementes e cuidar do seu jardim porque um dia germina. Acho que é isso, rss…

 

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