19 de agosto de 2026

Intenso nas redes sociais, escritor Max é entrevistado por Brendow H. Godoi

Maxwell Santos é um jovem carioca escritor, com presença marcante nas redes sociais. No instagram, é seguido por quase 230 mil pessoas, e suas publicações poéticas alcançam de 500 a 1000 curtidas, um número relevante ao se tratar de literatura. Outro local de exposição de seus escritos é a plataforma Tumblr, onde o escritor se sente mais à vontade para expor peças mais extensas. Maxwell, o Max, chamou a atenção do nosso colunista Brendow H. Godoi, também de presença forte nas redes.

A seguir, um bate-papo curto e objetivo entre Max e Brendow. Confira!

Brendow H. Godoi – Max, antes de tudo, fale um pouco sobre você. Sua idade, de onde é, o que faz, do que gosta.

Max – Oi, Brendow. Um prazer estar aqui. Bom, eu sou carioca, tenho 31 anos e no momento eu sou autônomo. Gosto de música, uma boa escrita, um bom papo. Tudo que traga inspiração e leveza.

Brendow H. Godoi – Há quanto tempo escreve? Como se interessou pela literatura e decidiu dar publicidade aos seus escritos?

Max – Eu escrevo há 12 anos. Mas antes eu escrevia só por escrever, sem pretensão, era só uma forma de hobby. Passei a escrever na internet porque eu tinha muitas ideias e queria canalizar aquilo, e foi então que eu encontrei a primeira plataforma para isso, o Tumblr.

Brendow H. Godoi – Como você define a sua forma de escrever?

Max – Ela varia. Pode transitar entre o otimismo até a incerteza, do amor ao desamor e assim vai. Bem humano mesmo, com todas as emoções e imperfeições possíveis.

Brendow H. Godoi – Quais artistas te inspiram? Escritores, músicos, escultores, cineastas e afins.

Max – Eu não tenho um nome preferido, e o estilo de cada artista me cativa e desperta algo, mas gosto demais do Paulo Leminski, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Mario Quintana, entre outros. Quanto mais leio, mais absorvo e trago pra mim a inspiração.

Brendow H. Godoi – Cite três livros que marcaram sua vida.

Max – “Os Miseráveis” (livro de Victor Hugo, mas uma versão adaptada do Walcyr Carrasco), “O Analista” (John Katzenbach) e “Caprichos e Relaxos” (Paulo Leminski).

Brendow H. Godoi – Qual sua opinião sobre a poesia virtual? Como enxerga a disseminação da literatura através das redes sociais?

Max – Eu gosto da ideia, pois ela torna muito acessível para as pessoas, despertando o gosto da leitura. E imagino que também seja uma forma de divulgar o trabalho de quem cria, então eu enxergo com bons olhos.

Brendow H. Godoi – Na sua opinião, quais qualidades não podem faltar em um bom escritor?

Max – Mente aberta, para ler todos os gêneros e sugestões e vivência no que escreve, pelo menos em partes. Eu escrevo o que sinto, o que vivi e o que quero vivenciar, são coisas que estão atreladas a mim e só aumentam a inspiração.

Brendow H. Godoi – Como concilia a literatura com outras áreas da sua vida?

Max – Eu escrevo nas madrugadas, então eu consigo dar esse tempo depois dos meus afazeres. E é o momento que mais gosto de fazer isso. Tento escrever todos os dias, mas quando não, eu mantenho uma frequência para não perder o foco.

Brendow H. Godoi – Ficção ou realidade: você mistura sentimentos reais ao que escreve?

Max – Sempre, até porque o que escrevo é meu espelho, reflete o que sinto. Até se eu for criar algo supondo situações, terá o que passei ou a minha empatia para descrever.

Brendow H. Godoi – Qual impressão você deseja que o leitor tenha do seu trabalho?

Max – A recepção é ótima. Tenho seguidores de muitos anos nas plataformas e mesmo as plataformas não entregando tão longe como antes o alcance, ainda assim recebo muito elogio, força para continuar escrevendo, todo incentivo para me manter inspirado, pois o que escrevo atinge pessoas que não saberiam explicar o que sentem se não fosse lendo o que escrevi. Acho muito legal a identificação que isso gera.

Brendow H. Godoi – Como é o cenário artístico na sua cidade?

Max – Há sempre alguma coisa. Quando não tem a bienal, tem os sarais que alguns colegas fazem, e eu acompanho muita gente boa daqui ganhando espaço e isso só agrega para todos serem vistos.

Brendow H. Godoi – Max, a literatura salva?

Max – A literatura salva, pois ela se torna a sua única confidente quando você não consegue falar com alguém. É válvula de escape, é conhecimento, intensidade e tudo aquilo que só faz sentido vivendo.

Geometria e metalinguagem em Marieta Lima

  A pintora Marieta Lima estudou geometria e desenho acadêmico com irmã Inês, no antigo Colégio das Freiras. Tendo, posteriormente,.

LEIA MAIS

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

CONTO: A Falta de Sorte no Pacto de Morte (Gil Silva Freires)

Romeu amava Julieta. Não se trata da obra imortal de Willian Shakespeare, mas de uma história de amor suburbana, acontecida.

LEIA MAIS

A Via Dolorosa de Iaperi Araújo

A Via Dolorosa de Iaperi Araujo Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.E nasce.

LEIA MAIS

As tradições culturais do Pará e de Minas Gerais se encontram na banda Tutu com

Bruna Brandão / Divulgação Apesar do disco de estreia ter sido lançado em novembro de 2021, a banda Tutu com.

LEIA MAIS

Pedro Pereira: azul que te quero azul

Comer muito mel não é bom; assim,a investigação da própria glórianão é glória. Provérbios 25:27 A pintura de Pedro Pereira.

LEIA MAIS

Djalma Paixão: de quando a arte busca sua marca e seu número

Os domínios da luz, onde as potênciasse integram no equilíbrio de uma formaos domínios da luz, parque tranquilosobrevoado de aspiração.

LEIA MAIS

PUPILA CULT – O lado desconhecido da “Terra do Rei do Gado”

Assim como qualquer outro lugar, histórias e curiosidades são deixadas para trás e acabam caindo no esquecimento ou até sendo.

LEIA MAIS

Crítica: Rui de Oliveira pelos Jardins Bodoli – de Mauricio Duarte

 Crítica: Rui de Oliveira pelos Jardins Boboli – de Mauricio Duarte   O que acontece quando um mestre da arte.

LEIA MAIS

Explore o universo literário

Você tem que se aventurar no campo literário e fazer novas descobertas. Você como leitor não pode ficar só focado.

LEIA MAIS