15 de outubro de 2026

Americano Todd Adelman conta à ARTE BRASILEIRA a origem e conceito de uma das faixas mais importantes do seu novo álbum

Artista: Todd Adelman

País: Estados Unidos da América

Lançamento: “Hot As The Hinges”, quinta faixa do álbum “Todd Adelman And The Woodsmen”

Características: Country, Rock

Data de lançamento: 26 de junho de 2026

Em que momento da sua vida surgiu essa música? O que a inspirou?  

“Hot as The Hinges” foi escrita depois que um  amigo meu me ligou e contou que estava caminhando na rua com a sogra, que na época tinha uns 90 anos. Uma mulher linda passou e a sogra se virou para ele e disse: “Aquela mulher é quente como as dobradiças dos portões do inferno”. Meu amigo me perguntou se eu já tinha ouvido essa expressão e eu respondi: “Acho que não”. Dez minutos depois, a música estava pronta. Depois disso, ouvi a expressão em uma música do Todd Snider, então, aparentemente, é um ditado popular. Eu dou risada toda vez que a ouço.    

Qual é a mensagem principal da música? 

Se cedermos à tentação, podemos ter que pagar um preço muito alto. 

Musicalmente, com quais aspectos do country e do rock você mais gostou de trabalhar? 

Não sei bem como responder a essa pergunta — não costumo categorizar música, pois é quase impossível — há muita sobreposição e classificações equivocadas. Eu me concentro na música — em torná-la a melhor composição possível e, então, tratá-la de acordo para garantir que a letra, a melodia e a verdade emocional se manifestem — todo o resto é lucro. Se for uma guitarra pedal steel ou um violino, pode soar “country”. Se as guitarras forem mais pesadas, pode soar “rock”… 

Que influência o Estado dos Estados Unidos exerce sobre o seu trabalho, se é que exerce alguma? 

É difícil ser um cidadão consciente dos EUA sob o governo Trump. Seu veneno é onipresente. Eu escrevo algumas canções de protesto e, claro, abordo o estado atual das coisas de forma um tanto direta. Gostaria de acreditar que todo artista na América, neste momento, está absorvendo essa loucura, pelo menos subconscientemente.

Há algo curioso ou interessante sobre este lançamento que você gostaria de destacar? 

Tentei permitir que algumas pessoas de confiança, incluindo nossa banda, ajudassem a direcionar o rumo deste disco, já que costumo manter o controle artístico e queria menos interferência minha. Neil Dorfsman é um engenheiro, mixador, produtor lendário e um grande amigo. Foi um prazer tê-lo como engenheiro de som nas gravações ao vivo. Jim Scott também é um engenheiro, mixador e produtor lendário, e foi enriquecedor e libertador tê-lo mixando o projeto. Eu apenas observei e, ocasionalmente, fiz algum comentário.   

Um abraço de paz do Brasil!

Um abraço de paz dos EUA, junto com um pedido de desculpas  — pelo efeito cascata da nossa desastrosa escolha para presidente — Ele é um dos últimos homens na Terra que eu apoiaria para a presidência ou para qualquer outra coisa, aliás.

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