15 de agosto de 2026

Quando o mundo acelera a arte nos ensina parar pra sentir

Por Fredi Jon, do grupo Serenata & Cia (abril de 2026) – O Dia da Arte, celebrado em 15 de abril, não é só uma data, é um convite silencioso pra lembrar que sentir ainda é permitido… e necessário.

Porque, na real, o mundo anda eficiente demais… e humano de menos.

E é justamente por isso que essa homenagem existe. Não por protocolo, mas por verdade. Porque quem vive de arte sabe: ela é aplauso mas acima de tudo, insistência.

Há 26 anos, a Serenata & Cia caminha nessa estrada. Uma estrada onde o figurino muda, mas o propósito permanece. E olha… já teve de tudo: seresteiro vestido de palhaço, de anjo querubim, de lord inglês, anos 1920, estilo cowboy, brega sem medo, com pitadas de Matrix, clima de Homens de Preto… e até bandinha de fanfarra cruzando corredores e quebrando a rotina, totalmente.
Cada personagem com um público, um cuidado. Porque além da arte, é alcançar.

E há os que percebam que a arte é ferramenta de transformação real.

Quantas vezes foi a arte que suavizou o clima dentro de uma empresa? Quebrou o gelo entre equipes, aproximou pessoas que mal se olhavam, trouxe leveza pra ambientes tomados por metas, pressões e números? A interatividade que a arte provoca não é superficial, ela reorganiza o ambiente, humaniza relações, lembra que por trás de cargos existem pessoas.

Mas vamos além: aniversários, celebrações, homenagens… sem arte, viram protocolo. Com arte, ganham cor, memória, significado. Ganham vida.

Estamos vivendo um tempo onde tudo funciona, mas pouca coisa toca. Onde tudo conecta, mas quase nada aproxima.
Nesse cenário, o artista vira quase um guardião da sensibilidade e ninguém faz isso sozinho.

A Serenata & Cia só se tornou o que é porque caminhou junto. Dançarinos que deram corpo ao som. Mágicos que trouxeram o impossível pra perto. Bonequistas que deram alma ao que parecia inerte. E, em tantos momentos, dividiu palco com o inesperado: telegramas animados do Anjo Quebrado, drag queens, gurus, amantes nordestinos e amantes bregas, personagens que ampliaram a experiência e provaram que a arte não precisa caber numa única forma.

Talvez o erro esteja em querer uma arte limpa demais, perfeita demais… quando o que transforma mesmo é a arte viva, misturada, ousada.

O livro “Fredi Jon – O Cantador de Histórias” nasce exatamente disso, como prova de que é possível continuar criando, mesmo quando o mundo parece pedir o contrário.

No fim, a arte é isso: uma forma de devolver humanidade ao que está endurecendo.

E o artista… é aquele que insiste.

Insiste em emocionar, em aproximar e em lembrar que, por trás de toda pressa… ainda existe um coração tentando sentir.
E enquanto existir alguém disposto a tocar o outro com verdade… a arte não só resiste.

Ela salva.

Conheça nossa arte da serenata – serenataecia.com.br 11 99821-5788

Artes produzidas por Fredi Jon (com IA)

Newsletter

Mário Rasec: a celebração das coisas simples

 Por eso, muchacho, no partas ahora soñando el regressoQue el amor es simpleY a las cosas simplesLas devora el tempoCesar.

LEIA MAIS

Ancelmo: todas as rodagens iam em direção à arte

Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.E nasce o sol, e põe-se o sol,.

LEIA MAIS

FAROL DE HISTÓRIAS – Projeto audiovisual que aproxima crianças da leitura

Para Michelle Peixoto e Vinícius Mazzon, a literatura tem seu jeito mágico, prático e divertido de chegar às crianças brasileiras..

LEIA MAIS

PUPILA CULT – O lado desconhecido da “Terra do Rei do Gado”

Assim como qualquer outro lugar, histórias e curiosidades são deixadas para trás e acabam caindo no esquecimento ou até sendo.

LEIA MAIS

LITERATURA DO RAP, por Luiz Castelões

O rap é o mais importante gênero musical-literário do final do séc. XX.Assim como o post de rede social é.

LEIA MAIS

O Brasil precisa de políticas públicas multiculturais (por Leonardo Bruno da Silva)

Avançamos! Inegavelmente avançamos! Saímos de uma era de destruição da cultura popular por um governo antinacional para um momento em.

LEIA MAIS

Certamente, esse filme é um dos mais atrapalhados que eu já vi (Crítica de Matheus

Ontem fui dormir cedo, e não sei porque acabei perdendo totalmente o sono quando acordei as 2 horas da madrugada..

LEIA MAIS

Literatura: uma viagem literária (Clarisse da Costa)

Em se tratando de literatura posso dizer que ela é assim como a vida, uma caixinha de surpresas. A literatura.

LEIA MAIS

Os Excluídos da Educação no Brasil

Pensando em muitos fatores relevantes no Brasil, exclusão, desigualdade social, discriminação e a privação da cidadania é que venho escrever.

LEIA MAIS

Heavy metal, juventude e interior paulista; conheça a banda Savage

Porks, um clássico bar de rock n roll em Araçatuba, interior de São Paulo, ousou em convidar uma banda quase.

LEIA MAIS