13 de junho de 2026

[RESENHA] Sábado eu vou à praia ouvindo canções de apertamentos

 

Cícero Rosa Lins, mais conhecido por Cícero, é um cantor, compositor e produtor brasileiro. 7 de abril de 1986 (idade 33 anos), Rio de Janeiro(RJ). Dono de uma musicalidade maravilhosa e letras leves e às vezes melancólicas, isso transmite para mim uma interpretação bonita, variando, claro de pessoa para pessoa. No meu caso tenho paixão grandiosa pelo álbum “Sábado”, a interpretação de um amor tímido de um rapaz sobre uma garota, talvez. 

Tem pessoas que preferem muito “canções de apartamentos” ou novo álbum “Cícero e albatroz”, há tantas preferências sobre esse Homem que acabamos perdidos nesse mar de EP’s. Admiro a expressão disfarçada e tangível, com um ar de leveza e peso de um dia numa cidade.

Cícero, em entrevistas, já disse sobre a influência de cada cidade sobre cada álbum; o que me leva acreditar demasiadamente que ele passa todos os seus sentimentos em papéis através de dias e mais dias, é um processo de produção intenso. O álbum “Canções de apartamento” foi feito de forma independente, dentro de sua casa, todo inspirado na mpb e bossa nova, tendo referências a Tom Jobim e Braguinha. 

 

 

GENIAL!

Cícero não é só um compositor, cantor, músico, o cara é um gênio e quando se há afeto por um artista que começou independente, há verdades escritas, sabe? A gente se inspira em pessoas e Cícero se inspirou em Tom Jobim e eu me inspiro nele, entende? Só que não é opinião popular, é verídico. Quantas vezes ao Sábado, voltando do curso, parava no Farol da Barra, via o mar da praia e ficava ouvindo “Canções de Apartamentos”?  

A sua genialidade foi reconhecida pelo próprio Marcelo Camelo, que admirou a versão do Cícero sobre a música “Conversas de botas batidas”, a mesma música que é faixa 11 do álbum “Ventura” da banda Los Hermanos. Reconhecimento foi algo que não veio tão rápido para o Cícero, só que em 2016 já havia muitas, mas muitas pessoas que queriam vê-lo em shows, pedindo o novo álbum.

O novo álbum veio para mudar com tudo, em dezembro de 2017, ele lançou o ‘Cícero e albatroz’, dando talvez um ‘fim’ ao ciclo de instrumentos calmos? Nesse novo álbum vemos um rapaz mais maduro, mais velho, mais cabeça e com firmezas em suas ideias e colocando seus ideais em prática? Afinal, qual a cidade que ele estava quando decidiu escrever e ir até o fim? Esse álbum mostra também saudade, desespero, caos, cais, paz, cidade, movimento, recomeço, começo e despedida. 
 
“Sábado”, “A praia”, “canções de apartamento”, “Cícero” e “albatroz”. Todos os álbuns são feitos com sentimentos, sensações e sensibilidade, aborda assuntos diversos e escondidos de alguma forma, é só parar e sentir, entende? Você irá se identificar com alguma passagem, como eu me identifiquei com essas:
 

”Se você não estiver olhando, deixa eu só olhar você.”

”Fala para ele do disco de Tom Jobim, do apelido e de mim e chora.” 

”Mas se você quiser alguém pra amar ainda… Hoje não vai dar, não vou estar, te indico alguém.” 

Entre outras e outras e outras passagens bonitas que cada música dele nos oferecem. Cícero não é apenas um jovem talentoso, é amado. Sua simplicidade nos traz identidade, nos traz afeto e paz!

Lembrando que ouço Cícero desde 2015, viciado até hoje nos álbuns, cada vez que me aprofundo percebo que fico à mercê de algo, algo intenso demais para ser explicado. Toda a matéria produzida foi feita de opinião própria, e se você for fã do cantor e não concorda, por favor, pode comentar e interagir. 

 


ENTREVISTA DE LUAN FH – 20 anos, escritor e colunista, gosta do indie brasileiro e coisas antigas

 

 

 

 

 

Artistas destacam e comentam álbuns de 2023 e de outros anos

Sob encomenda para a Arte Brasileira, o jornalista Daniel Pandeló Corrêa coletou e organizou comentários de onze artistas da nova.

LEIA MAIS

A invisibilidade da mulher com deficiência física (por Clarisse da Costa)

Eu amei o tema da redação da prova do ENEM de 2023: Desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho.

LEIA MAIS

Podcast Investiga: Elis Regina em detalhes (com Julio Maria)

O experiente jornalista musical e biografo Julio Maria é autor do livro “Elis Regina. Nada Será Como Antes”. A obra.

LEIA MAIS

Alguns livros que você precisa ler antes de morrer

A morte dá alusão ao fim do mundo, o Apocalipse e até mesmo o fim da vida de uma pessoa,.

LEIA MAIS

Francisco Eduardo:  a geometria do corpo e suas personas

 Quando quis tirar a máscara,Estava pegada à cara.Quando a tirei e me vi ao espelho,Já tinha envelhecido. Fernando Pessoa  .

LEIA MAIS

Da MPB a Nova MPB; Conheça Bruna Pauxis

Reprodução do instagram da artista. Presente nas plataformas digitais desde 2021, a jovem Bruna Pauxis tem nos fatores regionais influências.

LEIA MAIS

Jardel: o silêncio que sopra sussurros do longe

Os humanos são sozinhos.Por mais que haja amizade, amor,companhia, a solidão é da essência. Clarice Lispector  1. Jardel (João Pessoa,.

LEIA MAIS

Música de Cazuza e Gilberto Gil também é um filme; você sabia?

“São sete horas da manhã   Vejo o Cristo da janela   O sol já apagou sua luz   E o povo lá.

LEIA MAIS

Com a IA, o que sobrará da literatura?

Dá para fazer livros razoáveis com Inteligência Artificial. Há casos de autores com centenas de livros já publicados com a.

LEIA MAIS

O Brasil precisa de políticas públicas multiculturais (por Leonardo Bruno da Silva)

Avançamos! Inegavelmente avançamos! Saímos de uma era de destruição da cultura popular por um governo antinacional para um momento em.

LEIA MAIS