9 de maio de 2026

Onde é o lugar da mulher? (por Clarisse da Costa)

Eu estive pensando nas várias fases da mulher e percebo que há muitas coisas a serem compreendidas pelo homem e até por ela mesma. Primeiro que passamos a adolescência querendo mais do que poderíamos ter, como diz o ditado popular: caminhar além dos nossos limites. Então passamos a nos descobrir como mulher e a perceber que tudo que achávamos sobre a vida é nada em relação aos desafios que iremos enfrentar ao longo de nossas vidas.

Os assuntos em torno da mulher são muitos, encontramos nas estantes de livrarias e plataformas on-line diversos livros. Mas poucos chegam à compreensão feminina.

Quando dizem que “a mulher é uma caixinha de surpresas” é em tom de ironia. Porque na verdade, parar para sentar, ouvir aquela mulher e tentar entender são poucas pessoas que fazem.

A sociedade em si se depara com diversos tipos de mulheres e posso afirmar: o mundo não está preparado para essas mulheres.

Vejamos o exemplo da mulher que cuida de toda a sua família, ela praticamente vive para  a sua família e não há outra razão. Qualquer razão antes disso é anulada com a sua dedicação e cuidado. Mas quem cuida dessa mulher? É como se essa mulher não tivesse vida própria, sonhos e sentimentos. Como se essa mulher não tivesse motivos para chorar e espaço para alguns momentos de fragilidades, porque essa ideia de “mulher forte” exige que ela seja forte.

Então essa mulher, como uma variação de tantas outras mulheres, desenha um lugar somente seu onde ela tem a liberdade de ser quem quiser ser.  Mas fica uma pergunta no ar: Onde é o lugar dessa mulher?

Ela cresce se questionando: – Existe um lugar dentro de mim inabilitado, quem entrar provavelmente não terá tempo para organizar tudo ou compreender o turbilhão de mulheres que aqui estão, desde a forte a mulher frágil. É um universo misterioso para muitos. É muito difícil determinar a lógica de quem eu sou, mas obviamente quero ser tudo, dentro das minhas possibilidades. Entretanto, buscando sempre o melhor para mim e sem atropelos.

Artigo escrito por Clarisse da Costa em março de 2025

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