21 de setembro de 2026

Bossa nova nas mãos de Jane McNealy; conheça suas inovações na instrumental “Why Does The Sky Keep Chaning”

Se você quer uma bossa nova, construída por mãos americanas, que não te prenda em lugar algum, pelo contrário, te coloque em liberdade para sentir o melhor da leveza, te indico o novo single instrumental de Jane McNealy.

“Why Does The Sky Keep Chaning”, compartilhado nos streamings no recente dia 10 de julho, chegou até nossa equipe por meio de uma plataforma de curadoria musical. E imediatamente senti que seria interessante compartilhar com nossa audiência, mas com algumas palavras de Jane à respeito da composição e do conceito.

Você terá a oportunidade de ler o jogo de perguntas e respostas que preparamos para apresentar “Why Does The Sky Keep Chaning”.

1. Jane, uma artista americana, e esta música — uma faixa de Bossa Nova (Brasil). Como surgiu essa combinação?
Eu estava compilando um álbum com músicas que escrevi ao longo dos anos e que eu gostava especialmente, e “Why Does The Sky Keep Changing” era uma das minhas favoritas. Ela faz parte de um musical que escrevi com Alice Kuhns sobre o artista francês Paul Gauguin. No musical, Gauguin morava no Taiti, e eu escrevi a música como uma de suas memórias — então, quando estava trabalhando com Mike Watts, o arranjador musical, conversamos sobre os trópicos e um ritmo de bossa nova, que era o mais próximo de uma sensação livre e descontraída que combinava com a origem da música — eu adoro essa versão da música e queria que as pessoas a ouvissem como uma obra independente. Para a versão final do álbum (com Marsha Bartenetti nos vocais), no entanto, decidimos fazer algo mais francês e convencional para o arranjo.

2. Em relação à composição, como surgiu a música?
Como mencionei anteriormente, eu estava trabalhando nos anos 90 com Alice Kuhns no musical “Gauguin”. Na verdade, começamos o musical nos anos 70, quando conheci Alice, e esta foi a nossa terceira versão (reescrita) do espetáculo. Aliás, a cada revisão, eu praticamente reescrevia toda a partitura do zero, com exceção de algumas músicas do nosso rascunho original. “Why Does The Sky Keep Changing” (eu compus a música e colaborei com Alice na letra e no libreto) vem da nossa última versão. E eu não vou desistir – vou terminar este musical, e esta será a quarta, e espero que a versão final do espetáculo – estou fazendo isso por Alice, que infelizmente já não está mais entre nós.

3. Existe alguma mensagem para o ouvinte embutida na versão instrumental de “Why Does The Sky Keep Changing”?
Acho que a versão instrumental não quer que as pessoas pensem muito seriamente em nada, exceto para aproveitar a vida. É animada de uma forma ligeiramente provocativa, sem dar respostas sobre para onde essa música vai te levar, porque essa música te levará para onde você quiser ir. Viva cada dia ao máximo. Cada momento é único. Viva enquanto você ainda pode sonhar.

4. E a arte da capa — como ela interage com o espírito da música e o expressa?
Pintei esta aquarela enquanto visitava a Ilha Orcas. As marés, o céu e os arredores estavam sempre mudando, e ainda assim nada realmente mudava, porque sempre fora assim e sempre seria. Era uma noção incomum e inspiradora. Compus músicas e pintei enquanto estava na ilha, e esta arte da capa representava o que eu estava sentindo naquele momento. Ela representa a criatividade e a vida. Como dizem os franceses, “Plus ça change, plus c’est la même chose”, ou seja, quanto mais as coisas mudam, mais permanecem as mesmas. É reconfortante.

5. Há algo interessante que você gostaria de destacar?Há muito estresse e turbulência no mundo hoje, e as pessoas precisam estar mais juntas, aproveitando mais a vida juntas, em vez de ficarem sozinhas com suas obsessões pela internet e distrações da vida. Cada pessoa é dotada da capacidade única de imaginar, criar, amar e pertencer. De querer e ser desejado, mas isso não pode ser feito sozinho. Por que o céu continua mudando? Assim como o espírito humano, a mudança é eterna. A chama da vida queima através da tristeza e da dor da perda com esperança. Amanhã é outra bela chance de estar vivo.

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