19 de junho de 2026

A psicodelia brasileira agora virou livro

Mural

 

“Lindo Sonho Delirante – 100 Discos Psicodélicos do Brasil (1968-1975)”, é um livro que acaba de chegar às livrarias com a promessa de inquietar os amantes da psicodelia nacional.

“Para preparar o livro eu passei mais de um ano reouvindo, analisando, compilando, contextualizando e resenhando os cem (100) grandes álbuns e compactos psicodélicos que mudaram para sempre a música feita no Brasil e na América do Sul. Durante esse período eu também pesquisei livros, jornais e revistas para garimpar histórias, curiosidades e informações sobre um dos períodos mais incríveis e inspirados, mas ainda absurdamente negligenciados, da música brasileira.”, contou o jornalista Bento Araujo – escritor do livro.

Vários artistas fazem parte da coleção do livro como os irreverente integrantes do movimento tropicalia, Os Mutantes, Caetano Veloso, e Gilberto Gil, Outros nomes também estão no livro: Erasmo Carlos, Gal Costa, Egberto Gismonti, Alceu Valença. Os discos “Clube da Esquina”, “Som Imaginário”, “Tema de Batman, Tema de Ônibus”, e outros fazem uma passagem pela obra de Bento.

image

 

Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975) é uma celebração à música psicodélica e inventiva produzida no Brasil – uma autêntica antropofagia tropical. O objetivo do livro é mostrar que existiu rock psicodélico feito no Brasil. Da virada do século até agora, o gênero ganhou projeção, porém muitas pessoas ainda não conhecem as suas origens.”, explicou o autor em release à imprensa.

O movimento psicodélico não tingiu somente o rock, mas sim outras catogorias da música brasileira, numa tentativa antropofágica de cantar e compor.

“(…) Desde a Tropicália, que é o primeiro movimento psicodélico nacional, até a Bossa Nova. Nos anos 70, após o crescimento do rock progressivo, se vê uma influência em artistas de Pernambuco e no Clube da Esquina”, comentou Bento, e ainda disse que o livro está relacionado a repreensão e que há nele uma vontade de ultrapassar essas barreiras.

 

(Fonte: Hoje em Dia e Vida em Vinil)

 

O projeto só está sendo possível graças a um investimento coletivo no Catarse. Se tiver interesse em ajudar, clique aqui.

 

 

 

 

 

Newsletter

Analice Uchôa: o vinco da arte nas dobras da realidade

Se acaso me tivessem dado o jugo e o poder de apontar a obra de um pintor naïf como um.

LEIA MAIS

Madé Weiner: da atualidade de ressignificar técnicas das artes visuais

  Sempre evitei falar de mim,  falar-me. Quis falar de coisas.  Mas na seleção dessas coisas  falar-me. Quis falar de coisas. .

LEIA MAIS

PUPILA CULT – O lado desconhecido da “Terra do Rei do Gado”

Assim como qualquer outro lugar, histórias e curiosidades são deixadas para trás e acabam caindo no esquecimento ou até sendo.

LEIA MAIS

Música Machista Popular Brasileira?

A música, diz a lógica, é um retrato da realidade de um povo. É expressão de sentimentos de um compositor,.

LEIA MAIS

Jardel: o silêncio que sopra sussurros do longe

Os humanos são sozinhos.Por mais que haja amizade, amor,companhia, a solidão é da essência. Clarice Lispector  1. Jardel (João Pessoa,.

LEIA MAIS

Curta a Festa Junina ao som de “Arraiá da Aydê”

A festa junina originou-se antes mesmo da Idade Média, há séculos. No Brasil, foi trazida pelos portugueses ainda no Brasil.

LEIA MAIS

Ana Canan: metáforas da solidão extraídas da natureza

Clique aquiClique aquiClique aqui Perfil Ana Canan FlickrClique aqui Previous Next Suave é viver sóGrande e nobre é sempreviver simplesmente.Deixa.

LEIA MAIS

Como nasce uma produção musical? O caso de “Lord Have Mercy” diz que vai além

O cantor e compositor norte-americano Michael On Fire tem em “Lord Have Mercy” um de seus hinos mais potentes. Michael.

LEIA MAIS

CONTO: A ansiedade do vovô na hora que o cometa passou (Gil Silva Freires)

Seo Leonel tinha nascido em 1911, um ano depois da primeira passagem do cometa de Halley neste século vigésimo. Dessa.

LEIA MAIS

Iaponi: a invenção de uma permanente festa de existir

As formar bruscas, a cada brusco movimento, inauguram belas imagens insólitas. Henriqueta Lisboa   1.   Iaponi (São Vicente, 1942-1994),.

LEIA MAIS