2 de outubro de 2026

A psicodelia brasileira agora virou livro

Mural

 

“Lindo Sonho Delirante – 100 Discos Psicodélicos do Brasil (1968-1975)”, é um livro que acaba de chegar às livrarias com a promessa de inquietar os amantes da psicodelia nacional.

“Para preparar o livro eu passei mais de um ano reouvindo, analisando, compilando, contextualizando e resenhando os cem (100) grandes álbuns e compactos psicodélicos que mudaram para sempre a música feita no Brasil e na América do Sul. Durante esse período eu também pesquisei livros, jornais e revistas para garimpar histórias, curiosidades e informações sobre um dos períodos mais incríveis e inspirados, mas ainda absurdamente negligenciados, da música brasileira.”, contou o jornalista Bento Araujo – escritor do livro.

Vários artistas fazem parte da coleção do livro como os irreverente integrantes do movimento tropicalia, Os Mutantes, Caetano Veloso, e Gilberto Gil, Outros nomes também estão no livro: Erasmo Carlos, Gal Costa, Egberto Gismonti, Alceu Valença. Os discos “Clube da Esquina”, “Som Imaginário”, “Tema de Batman, Tema de Ônibus”, e outros fazem uma passagem pela obra de Bento.

image

 

“Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975) é uma celebração à música psicodélica e inventiva produzida no Brasil – uma autêntica antropofagia tropical. O objetivo do livro é mostrar que existiu rock psicodélico feito no Brasil. Da virada do século até agora, o gênero ganhou projeção, porém muitas pessoas ainda não conhecem as suas origens.”, explicou o autor em release à imprensa.

O movimento psicodélico não tingiu somente o rock, mas sim outras catogorias da música brasileira, numa tentativa antropofágica de cantar e compor.

“(…) Desde a Tropicália, que é o primeiro movimento psicodélico nacional, até a Bossa Nova. Nos anos 70, após o crescimento do rock progressivo, se vê uma influência em artistas de Pernambuco e no Clube da Esquina”, comentou Bento, e ainda disse que o livro está relacionado a repreensão e que há nele uma vontade de ultrapassar essas barreiras.

 

(Fonte: Hoje em Dia e Vida em Vinil)

 

O projeto só está sendo possível graças a um investimento coletivo no Catarse. Se tiver interesse em ajudar, clique aqui.

 

 

 

 

 

Newsletter

Lupa na Canção #edição21

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Bossa Nova é homenageada pelo compositor islandês Ingvi Thor Kormaksson em single lançado pela banda

Islândia, 2025. É no norte europeu que ressoa a voz de uma brasileira com cidadania islandesa, Jussanam. Ela é uma.

LEIA MAIS

Uma aula sobre samba paulista com Anderson Soares

Patrimônio cultural imaterial do nosso país, o samba foi descrito e explicado por incontáveis fontes, como estudantes do tema, jornalistas,.

LEIA MAIS

[RESENHA] “Machado de Assis, Capitu e Bentinho”, de Kaique Kelvin

Que Machado de Assis se tornou um clássico escritor da literatura brasileira todos sabemos, mas uma dúvida que segue sem.

LEIA MAIS

Pietro desce às regiões pelágicas do ser

Apesar dos sete mares e outros tantos matizes somos um. Henriqueta Lisboa 1. Malgrado as secas periódicas e as terras nem.

LEIA MAIS

Tim Maia em 294 palavras

Ícone do pop nacional, Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, em 1942. Antes do sucesso,.

LEIA MAIS

CONTO: A ansiedade do vovô na hora que o cometa passou (Gil Silva Freires)

Seo Leonel tinha nascido em 1911, um ano depois da primeira passagem do cometa de Halley neste século vigésimo. Dessa.

LEIA MAIS

Os vários Olhos D’agua de Conceição Evaristo

Poderia ser mais uma daquelas resenhas que escrevo sobre um livro que eu acabara de ler, no entanto é algo.

LEIA MAIS

Pincel, o novo companheiro do cantor e compositor Bryan Behr

Reprodução/instagram do artista. Do seu atelier, Bryan Behr se mostra um artista inquieto, em constante atividade. O catarinense de 24.

LEIA MAIS

Goreth Caldas: um sistema de metáforas (das tantas esperas)

Entre os escaravelhos e o arbustodo peito frágil existemsegredos buscando alívioatravés de sussurros. Henriqueta Lisboa 1. Goreth Caldas (Caicó, 1958), embora.

LEIA MAIS