20 de maio de 2026

A psicodelia brasileira agora virou livro

Mural

 

“Lindo Sonho Delirante – 100 Discos Psicodélicos do Brasil (1968-1975)”, é um livro que acaba de chegar às livrarias com a promessa de inquietar os amantes da psicodelia nacional.

“Para preparar o livro eu passei mais de um ano reouvindo, analisando, compilando, contextualizando e resenhando os cem (100) grandes álbuns e compactos psicodélicos que mudaram para sempre a música feita no Brasil e na América do Sul. Durante esse período eu também pesquisei livros, jornais e revistas para garimpar histórias, curiosidades e informações sobre um dos períodos mais incríveis e inspirados, mas ainda absurdamente negligenciados, da música brasileira.”, contou o jornalista Bento Araujo – escritor do livro.

Vários artistas fazem parte da coleção do livro como os irreverente integrantes do movimento tropicalia, Os Mutantes, Caetano Veloso, e Gilberto Gil, Outros nomes também estão no livro: Erasmo Carlos, Gal Costa, Egberto Gismonti, Alceu Valença. Os discos “Clube da Esquina”, “Som Imaginário”, “Tema de Batman, Tema de Ônibus”, e outros fazem uma passagem pela obra de Bento.

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Lindo Sonho Delirante: 100 discos psicodélicos do Brasil (1968-1975) é uma celebração à música psicodélica e inventiva produzida no Brasil – uma autêntica antropofagia tropical. O objetivo do livro é mostrar que existiu rock psicodélico feito no Brasil. Da virada do século até agora, o gênero ganhou projeção, porém muitas pessoas ainda não conhecem as suas origens.”, explicou o autor em release à imprensa.

O movimento psicodélico não tingiu somente o rock, mas sim outras catogorias da música brasileira, numa tentativa antropofágica de cantar e compor.

“(…) Desde a Tropicália, que é o primeiro movimento psicodélico nacional, até a Bossa Nova. Nos anos 70, após o crescimento do rock progressivo, se vê uma influência em artistas de Pernambuco e no Clube da Esquina”, comentou Bento, e ainda disse que o livro está relacionado a repreensão e que há nele uma vontade de ultrapassar essas barreiras.

 

(Fonte: Hoje em Dia e Vida em Vinil)

 

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