14 de junho de 2026

O PODER DE QUEM RIMA (Matheus Luzi sobre o ato de rimar)

Dia-Nacional-da-Poesia-2

 

O poder de quem rima – de Matheus Luzi

 

Um velho poema para uma velha rima. Afinal, qual é a importância dessa ferramenta tão usada pelos poetas? É bem provável que a ligação entre as rimas e os poemas seja totalmente subjetivas. É claro também que as rimas dão ritmo a poesia, no entanto, escrever livremente pode ser a saída mais interessante para aquele que quer usufruir de sua bagagem criativa.

Como já dito anteriormente, as rimas são capazes de dar ritmo ao poema, e mais do que isso, podem tornar a leitura mais agradável, assim que exista o uso das rimas com moderação; abusar delas pode ser uma péssima escolha, e é lógico que a poesia/poema fica estranha quando está totalmente rimada.

Outro ponto importante nessa discussão é a questão da rima utilizada oralmente, ou seja, quando o poeta declama seu poema usando as rimas. Muitos músicos de rap usam isso, fazendo rimas para todos os lados e para todos os assuntos. A rima oral é muito agradável aos ouvidos, e trás uma sutileza única. Um poeta que declama, é um poeta que dá voz ao seu poema e suas rimas embutidas.

O poema, quando não é feito obrigatoriamente cheio de rimas, pode ser capaz de ser enquadrado com mais criatividade e espontaneidade, por uma questão lógica: a falta de preocupação em rimar. E muitas vezes, a busca pela rima pode tornar a criação de um poema algo robótico.

Muitos poetas ainda usam rimas batidas, como rimar dor com amor. Isso acontece, não somente hoje, como desde o começo dos escritos. É fato que a rima “óbvia” vem sendo ainda muito utilizada e que pode concretizar em grandes poesias.

O interessante, tanto para alguns poetas, quanto para o leitor, é que as rimas fujam do que já é “certo e batido”.

No entanto, não é a rima que definirá a qualidade de uma poesia/poema, mas sim aquela que dirá a personalidade do poeta, usando aquele velho jogo entre as palavras. Quem rima, sempre irá rimar o céu com o mel.

 

 

 

 

Newsletter

Clarice Lispector – Como seria nos dias atuais?

(Crônica de Brendow H. Godoi) Quem seria Clarice Lispector se nascida na década de noventa? Talvez, a pergunta mais adequada.

LEIA MAIS

Lupa na Canção #edição22

Muitas sugestões musicais chegam até nós, mas nem todas estarão aqui. Esta é uma lista de novidades mensais, com músicas.

LEIA MAIS

Gabriel Gabrera e sua aliança com o blues

O mineiro Gabriel Gabrera é de afinidade indiscutível com o blues, gênero musical que conheceu muito novo, e nele permanece.

LEIA MAIS

O folk voz e violão de Diego Schaun no EP “Durante Este Tempo

Quatro canções formam o novo EP do baiano Diego Schaun, cantor e compositor de música folk que estreou nas plataformas.

LEIA MAIS

CONTO: Fixação Autêntica e Gêmeas Idênticas (Gil Silva Freires)

Antônio Pedro estava casado havia mais de um ano e ainda não tinha aprendido a distinguir sua esposa da irmã.

LEIA MAIS

Certamente, esse filme é um dos mais atrapalhados que eu já vi (Crítica de Matheus

Ontem fui dormir cedo, e não sei porque acabei perdendo totalmente o sono quando acordei as 2 horas da madrugada..

LEIA MAIS

Diante do novo, “O que Pe Lu faz?”

Sucesso teen da década passada com a Restart e referência no eletrônico nacional com o duo Selva, Pe Lu agora.

LEIA MAIS

Maringa Borgert guia passeio pela história, cultura e artes do Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul é um estado independente e unidade da Federação desde o final dos anos 1970 quando.

LEIA MAIS

Bernardo Soares, heterônimo de Fernando Pessoa, é inspiração do também Bernardo Soares, cantautor do “Disco

Olá! Eu sou Bernardo Soares, um artista da palavra cantada, compositor de canções que atua a partir de Curitiba, no.

LEIA MAIS

Edilson Araújo: verde que te quero verde

Verde que te quiero verde.Verde Viento. Verdes ramas.El barco sobre la mar y el caballo em la montãna. Federico García.

LEIA MAIS