14 de outubro de 2026

O “balanceiro” de Ordinarius descrito em cinco respostas

Em julho de 2026, a banda carioca Ordinarius apresentou “Brasuca”, um álbum que mirou a importância do compositor, do seu papel frente ao seu anonimato. Dentre as faixas está “Balanceiro”, onde o verso “Eu não posso mudar o mundo, mas eu balanço” por si só basta para entender que, para o grupo, é possível viver uma sociedade melhor de passo em passo, a partir de pequenas mudanças continuas. No entanto, como você verá na entrevista exclusiva que fizemos com o grupo, a interpretação pode ser feita de várias maneiras.

– Em resumo, qual a melhor descrição do lançamento?

A faixa “Balanceiro” faz parte do álbum “Brasuca”, um projeto que nasceu do desejo de valorizar o ofício do compositor, aquele artista que, na maior parte das vezes está fora dos holofotes, mas mantém viva a tradição da canção brasileira. O álbum é um mosaico de ritmos, sotaques e poéticas, transitando pela ciranda, o maracatu, o baião e o ijexá, com parcerias que cruzam o mapa e reafirmam o compromisso do Ordinarius com a diversidade da música popular aliada a um trabalho vocal de alta qualidade reconhecido pelo Brasil afora.

– Qual a mensagem da música?

A faixa “Balanceiro”, de Juliana Linhares, Moyseis Marques, Sami Tarik e Khrystal, traz o refrão: “Eu não posso mudar o mundo, mas eu balanço”. Este pode ser considerado o mote da canção, e pode ser interpretado de diversas formas – mas pra nós, fala sobre possibilidade que temos de fazer pequenas transformações no mundo a partir de pequenos movimentos do dia a dia, inclusive o de fazer música.

– Como surgiu a composição?

Moyseis nos conta que a composição surgiu depois de uma noitada, dentro de um táxi, como consequência de uma conversa do grupo. Neste momento surgiu o refrão e algum tempo depois vieram as outras estrofes.

– O que dizer do videoclipe?

O videoclipe mostra a cara e a identidade do grupo, que com simplicidade, leveza e precisão segue levando a música vocal brasileira para todos os cantos do mundo, seja em concertos ou em vídeos como este, que mobilizam as redes do grupo.

– Há algo mais de curioso sobre este lançamento que você gostaria de destacar?

Este lançamento marca um novo momento do grupo que, após lançar o seu primeiro disco autoral, “Nós”, em 2024, e diferentemente de trabalhos anteriores do grupo vocal, que já homenageou Pixinguinha, Carmen Miranda, o choro carioca, a Bossa Nova, Aldir Blanc etc, e aposta agora em apresentar o som de compositores novos, atuantes e que vivem o dia a dia do viver de música no Brasil.

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