30 de abril de 2026

Geração com cérebro desperdiçado (Clarisse da Costa)

Se buscamos conhecimento, somos viajantes nesse vasto mundo. Mas quando deixamos o saber de lado o que somos? Em pleno Século XXI nos deparamos com uma geração com cérebro desperdiçado. Grudados em seus celulares e focados em “likes” nas redes sociais, os livros com tantos conhecimentos têm ficado de lado. A escrita continua, essa é a forma de comunicação viável depois da fala, porém tem se tornado ridículo a forma como ela é usada nos últimos anos. Abreviaturas indecifráveis, erros grotescos e algumas palavras que dizem ser elogios. Por ventura, me deparo com o verbo escrever na sua conjugação atropelada pelos internautas. Não percebem eles a importância da escrita e do conhecimento. 

Para quem desconhece, o verbo escrever vem do latim scribere. A palavra scribere em latim quer dizer traçar; marcar com estilo. Então posso dizer que escrever leva o humano a expressar as suas ideias. E enganam-se os que veem o ato de escrever apenas como rabiscar um papel ou digitar no celular. Primeiro que a sua principal finalidade é conscientizar, contudo, informar, ensinar, opinar, narrar, explicar, alertar, instruir, criticar… Enfim, há inúmeras finalidades e como bem sabemos, esta comunicação pode também ser de modo falado, escrito ou visual. Mas com tanta falta de interesse me questiono: Onde está aquela geração de escritores de cartas, bilhetinhos, poesias, que pegavam seus cadernos ou folhas em brancos para expressarem suas emoções e ideais? Foram estes, engolidos pela era digital? 

Houve um período que escrever era uma arte. Podia-se ver ali, numa mesa, num canto qualquer debulhado em papéis, um homem rabiscando palavras como se fosse um escrevinhador da vida. A vida completa, com o seu cotidiano e turbulências. 

Os rabiscos tomavam formas e cada palavra, estrofes que retratavam o seu sentimento e o viver. Mas nada fictício e fantasioso, o viver real dentro do ciclo da vida.

Eram fatos, retratos, prantos, planos, contra planos, versos, reversos, retrocessos.  Um vôo por novos mundos! Fico à pensar…

O que é o poeta sem palavras e livros? Talvez um homem perdido e não um viajante. Os viajantes acumulam histórias, uma vida bem vivida enquanto a geração com cérebro desperdiçado acumula “likes”.               

Artigo escrito por Clarisse da Costa em 2023

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