10 de setembro de 2026

Disco de estreia da banda Capitão Nemo demonstra intimidades com o pop rock nacional

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Capitão Nemo foi criada há 4 anos com outro nome (FoxTroT), mas só foram começar mesmo em 2016, e agora em 2017 lançaram o primeiro álbum. Em meio as noites nos bares piracicabanos, o vocalista Razera acabou esbarrando em um novo guitarrista, era Matheus Fagionato com quem partilhou das mesmas ideias musicais.

A vaga de baixista já estava aberta, quando Caio Mendes assumiu o posto. Tempos depois, por escolha unanime dos integrantes, Otavio Bacchin se tornou o baterista da banda. A partir daí, o grupo estava totalmente novo. A oportunidade de tocar músicas autorais no Sesc de Piracicaba rolou, e então eles começaram a produzir o CD.

— A banda, até então com outro nome, começou a passar por uma mudança de seus integrantes. Com o passar do tempo a qualidade dos nossos shows aumentavam, passávamos mais tempo juntos e começamos a produzir um álbum. Estava completamente diferente então decidimos mudar o nome da banda. Nossa inspiração foi o personagem Capitão Nemo e hoje comemoramos o lançamento do tão aguardado BON VOYAGE — comentou Caio Mendes, baixista da banda.

Quem escuta pela primeira vez o álbum BON VOYAGE, é direcionado, através das letras com tom de liberdade, que a situação instável atual da política do Brasil tenha influenciado nas letras e melodias do disco. Porém, segundo o baixista da banda, apesar de alguma parcela do disco fazer alusão aos contras do capitalismo, as faixas não foram influenciadas por essas questões. Na verdade, os rapazes da Capitão tentaram mesmo é fugir dessa maluquice que nos cerca, na tentativa com sucesso de transformar as músicas do álbum em algo atemporal.

— Todos que estiverem dispostos a dar uma chance ao nosso primeiro álbum, vão partilhar de nossos amores, vontades e ideias. Bon Voyage representa a síntese do que acreditamos ser o melhor de nós. O nome é do álbum é apenas nosso desejo de que todos que mergulharem nesse mar de sentimentos, tenham uma boa viagem. — explicou Caio.

O disco produzido por Claudio Sanchez, contém uma das faixas que mais chama a atenção no álbum, OTÁRIO OU VISIONÁRIO, não só pela qualidade musical e poética, mas também pela questão da influência direta de Lenine, que pode ser percebida na levada da bateria, nas cordas graves e muito nas letras.

— Lenine tem um caráter brasileiro que tentamos trazer para o álbum de forma singela, um pouco em cada música, mas é em OTÁRIO OU VISIONÁRIO em que ela realmente se destaca. Nosso guitarrista Matheus Fagionato e o vocalista Bruno Razera fazem um duo de violão onde tocavam muito Lenine, até que um dia no meio de um ensaio em que estávamos compondo, tentando elaborar algo um pouco mais elaborado pra colocar nessa música, o safado do Fagionato começou a fazer uma base que lembrava muito um swing brazuca inconfundível. Era igual a Lenine. — disse o baixista.

 

 

 

 

 

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