22 de outubro de 2026

Entre o jazz e o Hip Hop, banda Grãomestre critica o sistema no single “Saara”

 

Expandindo a sonoridade apresentada no single de estreia, “Jacinto”, a banda grãomestre entrega sua mais nova canção. “Saara”, batizada em referência à região de lojas populares no centro movimentado do Rio de Janeiro, traz uma suavidade melódica que contrasta com sua letra ácida.

Em meio ao arranjo jazzístico, uma lírica afiada questiona desigualdades e desinformação, e alfineta: “E o que é melhor/discutirmos acordos políticos/Ou a cor dos políticos?”. A canção foi lançada pelo selo MangoLab, antecipa o primeiro EP do grupo, previsto para novembro, e ganha também um videoclipe, dirigido por Antônio Arraes.

 

COMPREENDA

Este é o segundo lançamento da grãomestre, que surge no cenário carioca trazendo um olhar novo para um som que mescla indie, tons de jazz e hip hop. Unindo referências que vão de Hiatus Kaiyote, Anderson .Paak, Jordan Rakei, BadBadNotGood e Thundercat com QuintoAndar, Marechal, Projeto Nave e Marcelo D2, a banda estreia neste ano com uma série de singles. O primeiro deles foi “Jacinto”, que trouxe uma brasilidade e um clima carioca para apresentar a banda.

Agora, grãomestre troca a leveza pela intensidade de uma canção que mostra o outro lado do espírito do Rio de Janeiro, convivendo com um tom solar e, ao mesmo tempo, de abismos sociais e políticos. Esse é só o começo para o grupo, que é formado por Max Torras Sande (voz e trompete), Chico Lira (teclado e sintetizadores), Ilan “Chapoca” Becker (baixo), Marcos Schaimberg (guitarra), Antonio Secchin (saxofone) e Victor Nogueira (bateria), todos variando entre 19 e 24 anos e em sua maioria universitários. 

 

  • Texto de Daniel Pandeló

 

 

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