18 de agosto de 2026

[ENTREVISTA] Caio Bars mostra sua face de cantor e compositor no EP NOVAS DOSES

Por CADOC Fotografia

 

NOVAS DOSES é fruto de um artista inquieto e compulsivo pela arte da composição. O EP é quase totalmente autoral, e suas músicas não foram gravadas nos trabalhos anteriores, mas sim Ao Vivo, o que deixa as canções ainda mais especiais. MALDITO RÁDIO é uma música de Adriana Calcanhoto que também entrou para o EP com uma versão especial de Bars e com aprovação da própria Adriana.

MALDITO RÁDIO é daquelas canções que me chamam a atenção imediatamente. Não me lembro em que ocasião a escutei pela primeira vez, mas o impacto da letra dessa música foi muito forte em mim. Minha relação com as canções passa em grande parte pela parte lírica e a imagem da personagem sofrendo ao ouvir no rádio uma canção que a lembra de um amor do passado é, para mim, muito tocante”, conta Caio, que também é radialista. “Fico empolgado com a ideia de apresentar uma canção menos conhecida de um compositor famoso. Isso torna a minha relação com a canção ainda mais especial por se tratar de um achado, uma pérola do repertório da Adriana que poucos conhecem”, comentou o artista.

 

Abaixo, você confere na íntegra uma entrevista que fizemos com Caio Bars.

 

Para ouvir as músicas completas, clique no botão branco no quadro abaixo.

 

A primeira pergunta e talvez a mais óbvia. Como a faixa MALDITO RÁDIO entrou para o álbum? E mais, como conseguiu a aprovação de Adriana Calcanhoto?

Tudo começou quando escolhi MALDITO RÁDIO (entre outras versões) para rechear o show do meu Ep anterior. Como o NOVAS DOSES é uma espécie de registro desse show, eu queria que pelo menos uma das versões estivesse presente. Escolhi MALDITO RÁDIO para representá-las pois foi a versão que ficou mais bonita na minha opinião. A aprovação da Adriana veio por meio de sua editora, que fez a ponte mostrando a canção para ela.

 

Você está trilhando um caminho como compositor que está te levando a ser um ícone da música contemporânea. O que o público pode esperar de diferente em NOVAS DOSES?

Primeiro, agradeço o elogio. Ainda acho que há um caminho longo a percorrer, mas estou adorando a viagem! O NOVAS DOSES traz um trabalho mais maduro e mais coeso do que meus lançamentos anteriores, além de ter a energia de ser gravado Ao Vivo, o que dá um sabor, uma vibração muito especial às canções.

 

Você começou trabalhando com o erudito. Como foi fazer um álbum mais voltado para o popular?

Na realidade, minha passagem pelo Acordavocal (coral da MedUSP) foi sempre uma mescla de erudito e popular, o que me deu uma bagagem incrível. Mas como artista solo sempre trabalhei no campo das canções populares, que são a minha paixão. Eu aprendi e aproveitei muito cantando Haydn, Mozart e similares, mas nada me emociona mais do que um bom refrão de uma canção popular.

 

 

Você também explora o lado mais “pop da MPB”. Como você aplica isso no álbum NOVAS DOSES?

Acho que esse lado pop da MPB está no NOVAS DOSES como um todo. São canções feitas para serem ouvidas e cantadas, com bons refrões para guardar na memória. Minha estrada está cada vez mais apontando para esse caminho.

 

Sabemos que o álbum é em partes autoral. Como funcionou seu processo criativo?

Fora MALDITO RÁDIO, o NOVAS DOSES é todo autoral. Meu processo criativo geralmente parte das canções que crio e que depois são levadas para a banda que está me acompanhando me ajudar a criar os arranjos. No caso do NOVAS DOSES, não houve um produtor musical de fora, todo o processo foi dirigido por mim.

 

Fale um pouco sobre o projeto #100diasdecançõe.

O #100diasdecanções foi uma ideia maluca que deu na minha cabeça e eu resolvi bancá-la. Foi um modo de começar a me tornar realmente ativo nas redes sociais e de começar a criar minha imagem de compositor, que é meu principal atributo artístico. Até então, eu era conhecido mais como cantor do que como compositor, e eu queria virar essa chave. Foi um grande desafio que adorei ter realizado.

  

Tem alguma história ou curiosidade interessante que envolva o álbum?

Tem. Uma delas foi que, no dia anterior ao único ensaio para a gravação, o baixista que iria gravar me ligou avisando que, por uma confusão de agendas, não poderia participar da gravação, que seria dali a 3 dias. Então, lá estava eu, a menos de 24 horas do ensaio e de 3 dias da gravação, com tudo agendado, e de repente sem um baixista! Por sorte, meu grande parceiro Paulo Pascale (baixista da 5PRAStANtAS) me salvou, tirou as músicas de um dia pra outro e arrebentou na gravação!

Outra curiosidade é que, durante o período do financiamento coletivo do NOVAS DOSES, boa parte do dinheiro arrecadado veio da venda de brigadeiros de uma fã, Amanda Tamasauskas, que, ao final do financiamento criou um sabor especial de brigadeiro que nomeou como NOVAS DOSES para comemorar o sucesso do projeto!

 

Fique à vontade para falar o que quiser.

Só tenho a agradecer pelos caminhos que o NOVAS DOSES está abrindo para mim. É uma grande satisfação saber que o projeto está dando frutos por consequência de um trabalho sério e de parceiros fantásticos dessa jornada!

 

 

 

 

 

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